29 de ago. de 2010

NSP CAP 33 Um dia de trabalho duro!

Aproveitei um fim de semana em que o Felipo viajou na companhia do Léo à Aracajú. Chamei o Cado para que ficasse em minha casa. Precisava ter um longo papo com ele.
Como sempre fui atendido de imediato. Mal chegou comecei a brincar com ele por trazer uma mala de mão.
-Pra quê a mala Cado? Está cheio de roupa sua no closet.
-Calma! São roupas novas, O que tenho até está meio ultrapassado.
-Isso que é elegância! Vou pedir que arrumem no seu closet. Depois você diz o que está tão ultrapassado assim que você não possa vestir na minha frente. Na verdade preferia que ficasse como eu, de cuecas sempre que estou em casa.
-Não combina comigo, fica bem pra você desfilar essa exuberância jovem.
-Ah nem vem! Você tá bem demais. Gato demais. Pra mim Cado você é o homem mais bonito do mundo.
-Vai dizendo que um dia acredito que sou tudo isso.
-Ta duvidando?  Já dispensei os empregados. Sábado e Domingo seremos só nós dois. Tô com saudade de te namorar. De cozinhar pra você, te dar banho, assistir filme, comer pipoca abraçadinho.
-Eu também meu amor, essa sua vida de dupla cidade, nos distancia. Na corte e na Bahia. Eu também viajando tanto. Estou com saudades de nossos dias só nossos. E agora teremos dois fins de semana, este e o do nosso clubinho familiar na semana que vem.
-É verdade! Já é na semana que vem. Bom estarmos eu, você, o Rick e o Lipo juntos, nossa família toda junta. Sabe Cado? Adoro esses fins de semana mensais me sinto em família com agente junto assim. Tô com saudades do Rick. Como vai o safado?
-Você acredita que está todo entusiasmado por uma perua nova rica? Linda mas meio doida.
-Deixa o Rick! Ele tá feliz na fazenda.
-Mas acho que vai dar casamento!
-Deixa vei! Faz um bom contrato pré-nupcial e pronto. Não mexe no que está bom.
-Tem razão Teo. Mas o que tá me preocupando mesmo é você. Tenho te notado pensativo esta semana.
-É sobre isso que quero te falar.
-Comece.
-Cado tu sabes que não pretendo ficar em Brasília pra sempre. Não pela cidade que até é interessante. Tem brasileiro de todo lugar ali. De uma forma diferente de Sampa, todos ali são brasilienses enquanto estão lá, de certa forma adquirem uma nova raiz. Em Sampa todos querem continuar sendo de seus lugares nativos.
-Para de divagar e me fala o que te aflige Teo!
-Pôxa vei! Temos o fim de semana todo! Deixa-me divagar um pouco!
-Fala Teo!
-Ricardo o que aconteceu na Hidrelétrica, e em todos os lugares que viajo para vistoriar as obras. Mexeu comigo cara! O que vejo! O que ouço de histórias.  Vejo pobreza, miséria. E acho Cado que a raiz de tudo isso é a ignorância. A falta de educação. É triste ver o que vejo. Políticos sujos se apropriando de dinheiro que levaria nosso país à um belo futuro. Vejo crianças com fome em escolas destruídas, teto caindo, sem banheiros, sem estrutura nenhuma.
-Isso pra você teve ser terrível não é? Tendo tanto amor pela cultura e pelos livros?
-Cado. Tenho feito muita grana! Posso ajudar! Não sei como ainda. Mas vou ajudar.
-Teo. Te disse uma vez que estou contigo pra o que der e vier. Conte comigo.
-Sim preciso de você. Não vou deixar Brasília agora. Sei que é necessário que eu fique mais tempo por lá. Mas penso em ir preparando um sucessor. Pensei na Sílvia. Não imagino ninguém melhor que ela e o Léo para dirigir aquilo.
Aprofundamos mais nesta conversa durante um delicioso fim de semana em que reafirmamos nossa comunhão de pensamentos e amor.
Na Segunda feira seguinte logo cedo parti para Brasília. No aeroporto da capital federal o encontro com alguns conhecidos, todos voltando de suas cidades, bases eleitorais ou sedes de escritórios.  Filas de carros oficiais esperando funcionários de escalões superiores, táxis se acabando rapidamente devido ao imenso tráfego do retorno que na verdade se estende ate Terça feira. Na verdade podemos dizer que a semana de Brasília é de Terça a Quinta, ai sim todos estão na cidade em meio a confabulações, criação de acordos, leis, almoços de negócios e etc.
Na Segunda feira talvez o único político certo de se encontrar em atividade seja o Presidente da República quando está no país. Alguns dizem que é o pior dia para ter uma entrevista com ele, se seu time de futebol perdeu ou se exagerou no churrasco e na cachacinha, tu tá perdido. Mau humor na certa.
Resolvi trabalhar em casa naquela Segunda. Uma casa que me parecia uma devassidão. Localizada no Lago Sul área nobre de Brasília a casa mais parecia um clube, piscina, sauna seca e a vapor, quadra de tênis, campo de futebol, mais salas, biblioteca, salão de festas, sala de jogos, adega, um pequeno cinema, quartos que até hoje não sei o número exato. E um requinte tecnológico que eu chamava de sala surda. Uma sala completamente a prova de som e transmissões via rádio, paredes lisas, de mobiliário apenas o indispensável. Tudo para evitar aparelhos de escutas e filmagens.  Diariamente esta era vistoriada para evitar escutas, os malfadados grampos que infesta a capital dos Arapongas.  A segurança da entrada cuida do resto. Ninguém entra sem uma inspeção. Brasília tem varias salas dessas, poucos comentam, mas existe Decorada com exagero. A casa tinha sido preparada impressionar, mostrar luxo e requinte, sucesso e prosperidade.
Nunca gostei desse palácio, usava-o como a um hotel, nunca mudei um móvel de lugar, a única coisa feita para mim ali era o cardápio mais saudável.  Sentia uma falta imensa do mar, da minha querida Bahia de todos os Santos, dos amigos de praia, do jeito gostoso que o baiano tem de viver. Quando estava lá sonhava com minha casa cheia de riso e alegria, com o Lipo entrando e saindo com suas paqueras, com o mau humor fingido da Estelita que com um simples olhar carinhoso se desmancha em mimos, sua cozinha sempre cheirando ao tempero baiano e o coentro que esta em todas as receitas, com as entradas surpresas do Léo sempre com uma novidade, com minha biblioteca de livros lidos, sonhados e desejados, com a luz baiana banhando suavemente cada cômodo, com o cheiro de mar de minha terra amada. Sentia falta do riso fácil de meu povo, de sua malemolência, seu jeito suave de viver cada minuto do dia. Acho que o baiano é o único povo que conheço que ama o mar e céu de forma igual, difícil você perguntar a um baiano em que Lua estamos e ele não saber responder. Baianos olham o céu e as estrelas. Numa bela noite soteropolitana difícil não perceber alguém se admirando dos astros celestes. 
O céu do serrado é belo, mas não tem tantos admiradores quanto qualquer céu da Bahia. As estrelas de nosso céu são satisfeitas em sua vaidade, a lua então nem se fala, pois na Bahia a recompensamos por nunca encontrar seu amado, o astro rei. E a mimamos de elogios e cultos a sua beleza prateada. O Sol tem sua despedida em aplauso a cada espetacular por do sol, quando ele se vai por detrás da Ilha de Itaparica deixando um horizonte com raios dourados e milhões de tons de vermelho. E entre seus últimos espectadores a expectativa de uma noite com danças, beijos e amores fugazes.
No dia seguinte teria uma reunião importante com o relator de uma licitação. Liguei para marcar um encontro com um deputado recêm chegado das ultimas eleições. Estes novatos são mais fáceis de trabalhar e menos ávidos por dinheiro. Por sinal o tal deputado era um gato. Estudei um dossiê dele. De família rica, políticos profissionais, solteiro e já com fama recente de conquistador na corte. O convite foi prontamente aceito para aquela mesma noite. Surpreendente! Já estava trabalhando na Segunda feira! Passei o resto da tarde na fria biblioteca de casa. Cheia de livros sobre política, biografias de heróis, enciclopédias famosas. Cara de biblioteca comprada pronta, mas que impressionava políticos poucos afeitos ao habito da leitura. No dossiê, vi que sua excelência, apesar do invejável currículo de conquista políticas e amorosas se mantinha convictamente solteiro. Era uma brecha! Um cara bonito, rico, amante de baladas, político profissional, 33 anos e ainda solteiro? Ai tem!   Mandei preparar um jantar com certo requinte e ares de nova cozinha mix na beira da piscina, tentando dar um ar mais formal ou encontro.
O convidado chegou na hora exata. Um relógio suíço. Eu já o esperava vestido em trajes elegantes, mas bastantes informais. Calças chino, camisa de linho com manga arregaçada e mocassins sem meias. Como previ ele acertou em cheio na indumentaria, estava vestido de forma semelhante a minha, um pouco mais formal devido ao blazer de verão, mas logo que me viu em camisa pediu que lhe permitisse tirar o mesmo.
O cara era mesmo bonito, corpo em forma, coisa rara em políticos, sorriso americano de dentes alvos e um queixo proeminente, seu andar demonstrava ter segurança, tinha uma boa altura, penso que 1,80 mts, modos elegantes, deixando claro ter nascido em berço esplêndido. Convidei-o à uma taça de champagne, tinha lido no dossiê ser sua bebida predileta. Exibi-me oferecendo um Champagne Cristal de excelente safra.  Brindamos às boas relações e me fingindo não saber de seu estado civil me desculpei por tirá-lo da família numa Segunda feira. Mostrei surpresa com negativa de ser ele casado. Depois de arrodear falando amenidades, disse-lhe que precisava de seu apoio, de seu foto favorável a uma emenda que estava me dando certa preocupação no momento. De repente ele sentiu-se desconfortável, então deixei claro que seu apoio não seria em troca de dinheiro, mas de um apoio quando ele necessitasse dos préstimos de meu escritório e da minha já invejável influencia sobre algumas raposas da câmara.  Então senti que relaxou, e foi ai que pude notar seu olhar direto sobre meu corpo. Talvez fosse o efeito do champagne que já se fazia notar, pois ele ia pela terceira taça e eu sorrateiramente enganando com uma que não terminava. Para quebrar o clima que cedo demais podia acabar denotando algo sensual, o convidei para um tour pelo palácio do exagero e fui sincero quando disse que salvo algumas telas e obras de arte, pouco da casa me impressionava. Ele sorriu de minha sinceridade, mas notei que estava adorando a casa. Mostrei-lhes minhas telas preferidas, entre elas um óleo de Siron Franco, que em suas cores em terra e crueza de linhas destoava de forma encantadora do mobiliário Luís XV da sala onde estava. Para minha surpresa vi que entendia de arte o bastante para manter uma boa conversa. Em minutos já falávamos de livros e filmes preferidos. No jantar já éramos de certa forma bons amigos.
Depois de uma sobremesa francesa metida à besta, o convidei à sala de fumar e ofereci-lhe um cubano aceito com gratidão. Enquanto queimávamos o precioso charuto que reza a lenda é enrolado nas coxas de belas camaradas cubanas. Perguntei-lhe de suas conquistas amorosas, já que solteiro com tão boa aparência, deviam ser muitas. Notei que o moço adorou o caminho rumo ao sexo que o papo estava seguindo. A esta altura quem estava interessado era eu. Desabotoei até o terceiro botão da camisa mostrando o peito forte. De imediato uma observação de minha vitima fez meu tesão chegar à estratosfera.
-Poxa Matteo você tem um corpo de atleta!
-Obrigado, pratico esportes desde cedo, boxe, skate.
-Skate!
-Sim! Adoro! É como surfar em terra. Pratico nos parques daqui. Mas acho que nunca fui flagrado por colegas de trabalho. Seria engraçado me verem num esporte que pensam ser coisa de moleque.
-Mas você é bem novo mesmo! Não um moleque, mas um homem jovem e bonito.
Fingi ficar meio sem graça e retribui o elogio.
-Mas você também é muito bonito, deve estar cheio de amores por ai. Deve pegar fácil quem quer.
-Às vezes, mas nem sempre, tem uma pessoa em especial que me chama atenção desde que cheguei a Brasília. Nunca notei reciprocidade em meu desejo.
-Às vezes é necessário que sejamos mais explícitos.
Levantei para lhe servir mais uma taça de champagne, o clima de tesão fazia o ar quase grosso. Antes que o inevitável acontecesse precisava fechar o acordo, ou pareceria que me vendi por apoio.
Voltei ao assunto de nosso acordo lhe estendendo a mão.
-Então meu caro, estamos fechados? Posso contar contigo?
-Claro! Acordo fechado. Me desculpa comentar Matteo, mas me decepcionaria com você se me propusesse algo ilícito. Sei que não são raras por essas bandas as negociatas, ou melhor, não é raro em banda nenhuma. Mas pretendo fazer política limpa.
-Então além de apoio, ganhou minha admiração, prefiro jogar ao lado da lei.
Depois do aperto de mãos ele de novo me fixou o olhar de forma predadora. Me fez imaginar como seria uma foda entre nós, o imaginei como predador, também me considero um. Seriam dois na cama, uma luta no mínimo interessante de ser vista e divertida de ser vivida.
E voltei ao assunto provocante em que estávamos.
-Já tentou ser direto na abordagem de tal conquista ou presa?
-Não chamaria de presa, acho que quem quero se trata de predador também.
Bingo! Pensei.
E ele voltou a falar.
-Temo não estar entendendo os sinais, temo estar confundido meu desejo com a realidade.
-O caso é pra tirar prova, tem nada a perder. Predadores no mínimo se respeitam.
Ele veio pra cima antes que eu terminasse a frase. Colou os lábios nos meus, quase me fazendo derrubar a champagne. E o cara tinha uma pegada do caralho! Se eu não fosse experiente tava fudido. Ficaria molinho entregue a ele. Mas comecei a dominar a situação. Sentei na mesa que estava próximo e o pus entre minhas pernas. Preso ali e eu sendo maior que ele, estava no controle.
Ele parecia afoito. Tirou-me a camisa, e tentou sair de minhas pernas que o prendia com força. Disse-me.
-Vai me deixar sair?
-Por enquanto não, te quero ai mesmo onde estás.
Ele sorriu.
-Então eu tinha razão. Trata-se de outro predador.
-Você tinha razão, também quero fuder contigo. E sendo direto quero aqui e agora mesmo.
-Toma o leme então, vamos ver onde você me leva.
Comecei a desabotoar sua camisa. Diferente dele fiz com calma, lentamente, provocando com olhares de desejo, não tirava meus olhos de cima e de dentro dos olhos dele.
-Cara que olhos você tem! Me hipnotizam! Foi a segunda coisa que me fez prestar atenção a você.
-Qual foi a primeira? Perguntei.
-Primeiro seu porte de Príncipe e o modo como se veste, nunca vi ninguém mais elegante. Pode estar um calor de matar lá fora e você não demonstra sentir, não afrouxa a gravata, está  sempre  como se acabasse de pôr a roupa. E diferente dos que vejo por aqui me parecesse completamente à vontade com o que está vestido, Como se tivesse nascido num terno sob medida. Depois vi seus olhos, a primeira vez que você baixou o Ray Ban, tomei um susto com a cor deles. Inesperado azul.
Pronto eu que já adoro um elogio tava agora nas nuvens. Mas o cara era por demais atraente. Seu cabelo quase loiro e sempre arrumadinho, tinha coxas grossas visíveis sobre as calcas que vestia, não era fortão, mas tinha o corpo de quem se cuida.  O rosto tinha um nariz fino quase feminino, mas tinha mãos de macho e uma pegada pra lá de gostosa.
Já ambos sem camisa, e entendendo a velocidade que eu desejava ao menos no inicio, ele aproximou devagar seu peito do meu, depois de passar uns segundos com as duas mãos me acariciando o peito e o tórax. E brincou.
-Matteo você deve ser o único com tanquinho na praça dos três poderes.
-Nasci com eles, praticamente só faço manter, já fui lavrador. Trabalho pesado.
E colou mais forte seu peito no meu, me pareceu que ao saber de meu passado simples o excitou. Suas mãos me puxaram num abraço fortíssimo.
Sentíamos nossas rolas se baterem. Sai de cima da mesa. Fiquei de pé a sua frente e mais alto que ele, deixei meu pescoço à sua mercê. Fui alvo de mordidas gostosas, lambidas que iam de meu peito até minhas orelhas.  Sentia suas mãos tentarem desabotoar minhas calcas, e rápido conseguiram, e imediatamente também desabotoou as dele. As minhas caíram até o meio das coxas que sendo grossas seguraram. As deles pararam nos joelhos. Sua boca começou a descida ate meu abdômen, suas firmes me encostaram na mesa. Abri mais as pernas para não ficar sentando, apenas encostado na ponta da mesa. As mãos deles estavam num ponto sensível meu. As laterais do tórax. Ouvi-o dizer.
-Cara você é gostoso demais!
Disse-lhe o mesmo, com as mãos em seus cabelos que me dava prazer em desalinhar. Forcei sua cabeça em direção a minha rola, aquelas mãos quentes me alisando as laterais estavam me deixando doido.
De um puxão só ele desceu minha boxer e no caminho tirou minhas calças.
-Puta que pariu! Que cacete é esse!
O Deputado falou de modo tão assustado que me fez rir.  Afastei-me dele, pois queria tirar as roupas, queria mais pele colada na minha.
-Tô falando sério cara! Nunca vi uma rola deste tamanho.
-Não exagera! É grande, mas não sou nenhuma aberração.
Assim que terminei de despir-lhe, vi um corpo gostoso, nem musculoso nem magro. Apenas com músculos aparentes devido à falta de gordura, tinha ombros largos deve ter sido nadador. Coxas grossas e um cacete de uns 16 cm, nem grosso nem fino, mas de alguma maneira combinava com seu corpo sem pelos. Levantei e colei de novo meu corpo ao dele, num abraço percebi o que ele tinha de melhor. Passei minhas mãos por sua bunda e eram nádegas divinas, Não duras como de atletas, mas de uma maciez ao contato e de forma tão redonda que não me contive e disse-lhe.
-Rapaz que bunda gostosa do caralho!
-Você pode não acreditar Matteo, mas sou virgem, nunca dei, sempre fui ativo.
Nossa mãe! Ao ouvir isso meu cacete deu um pulo involuntário. Pensei. Daqui vai sair arrombado. Merece uma cama.
Puxei-o pela mão até a minha suíte no andar de cima. Com a outra Mao agarrei uma garrafa de champagne que ainda gelava no balde. Chegando ao quarto estava tão deliciado com aquela bunda que não me contive e o joguei de bruços na cama. Ele ficou assustado. Tentou levantar. Joguei meu corpo sobre ele, deixando-o imobilizado com meu peso, seguramente uns 25 kg a mais que o corpo dele.
-Matteo o que você vai fazer?
-Calma meu delicia, na boa. Não vou fazer nada que você não queira.
E sobre as costas dele beijava e mordia a nuca. Levantei meu tórax, e sentado sobre sua bunda lhe fazia massagens nas costas. Depois voltei a morde-lhe de leve a nuca o chamando gostoso enquanto esfregava meu cacete entre suas nádegas. Ele já rebolava e empinava a bunda. Mas eu queria mais. Para conseguir penetrar-lhe precisava deixá-lo louco de desejo.
Num movimento brusco ele me tirou de cima dele e se pôs sobre meu corpo. Dessa vez se mexia como que possuído de um desejo feroz. Beijava-me com força, fazendo sua língua ir o mais fundo possível e na volta ele chupava a minha. Seu corpo se mexia de tal forma sobre o meu que suávamos já. Desceu devagar passando sua língua por onde encontrava pele. Chegou ao meu cacete e sem parar um só segundo. Engoliu a cabeça e sua língua dava deliciosos passeios por sobre ela. Minhas mãos estavam crispadas de excitação, o cara sabia o que fazia. Pedi que se virasse de forma a que eu pudesse retribuir tamanho prazer.  Fiquei pouco tempo o chupando e sendo por ele engolido de forma selvagem.  Comecei a passar a língua no seu cu, ele forçava sua bunda contra minha cara, me deixando quase sem ar. Gemia alto.
Eu estava excitadíssimo, parei um pouco e voltei a beijá-lo, tendo em retribuição sua entrega, fácil de sentir pela forma como me beijava e roçava seu corpo no meu.
-Puta que pariu! Matteo acho que nunca senti tanto tesão na minha vida. Faz o que quiser comigo cara.
-Quero te comer!
-Matteo sou virgem, te disse!
-Quero você, quero estar dentro de você. Vou ser carinhoso contigo. Te juro.
Fiquei de pé e servir a nos dois de champagne. Logo depois de servi-lo ele me empurrou sobre uma poltrona e se ajoelhou na minha frente, abriu minhas pernas e agarrou meu cacete. Depois de uma mamada rápida, ele derrama um pouco de champagne sobre meu cacete e lambeu de cima a cima a baixo. Foi o que bastou para me levar a um estado quase de transe.
Não agüentando mais, troco de lugar com ele. Só que o mantenho com as mãos apoiadas no apoio da poltrona e de joelhos no assento. Mete a cara lambendo sua bunda e devagar vou introduzindo um dedo. Ele se sente incomodado e com dor.
Paro e corro por um lubrificante no criado mudo ou lado da cama. Lubrifico o dedo que agora entra todo sem machucá-lo. Massageando de leve ele vai relaxando, geme com mais tesão. Às vezes o beijo, ele aumenta o ritmo e entro com outro dedo, ficamos nessa um tempo e cada vez o sinto mais delirante de prazer e mais relaxado. Ele se agarra a meu cacete que vibra em sua mão.
Então as palavras mágicas.
-Me come Matteo!
-Fale com vontade, você fez muito doce, agora vai ter que pedir muito.
-Cara, para de sacanagem, mete logo!
Fico de pé e sem preâmbulos começo a entrar. Numa estocada entra a cabeça. Ele grita, eu paro. Beijo sua boca e uma lágrima sua me molha o rosto. Pergunto.
-Se tiver te machucando prefiro parar.
-Não, agora quero saber com é ter outro macho dentro de mim.
 Seguro firme na sua cintura. Aos poucos vou me mexendo para vários lados. Ele remexe. O Deputado se transformou numa puta. Meu tesão aumentava em ter um político famoso por suas conquistas amorosas, mexendo para que meu cacete entre de vez em seu rabo.
Todo dentro dele, tento parar e ele não deixa. Força com seu próprio corpo um movimento em que entro e saio dele.  Pôs a mão como que para crer que me recebeu todo dentro dele.
-Fode Matteo. Tá gostoso demais.
Começo bem lentamente o movimento de vai e vem sempre firme em sua cintura. Alguns minutos depois sinto que ele não sente mais dor. Ele abre e fecha o esfíncter quase estrangulando meu cacete dentro dele. Delicioso.
Passei minha pela frente dele e me surpreendi ao perceber que ele com o cacete duro.
-Ta gostando de me ter em você, não é meu gostoso?
-Sim Matteo. Nunca pensei que pudesse ser tão bom! Cara você sabe enrabar um macho.
Com uns simples toques em seu cacete, o vejo esporrar todo o sofisticado tecido do sofá.
Rápido o viro num frango assado e mais umas estocadas sinto o gozo chegar. Vejo que minha expressão de desejo e prazer o deixa extremamente excitado, olho pra baixo, me vejo entrando e saindo dele, e o vejo ainda te pau duro, mesmo após o gozo recente. Me abaixo e o beijo e sinto todo seu tesão em sua língua. Na hora do gozo. Saiu de dentro dele, tira a camisinha e lhe banho o peito, sinto um jato de porra molhando meu cacete. Ele gozava de novo.
Caí ao seu lado, lhe beijei de forma mais terna, mesmo com a respiração ainda ofegante.
Minutos de silencio e o ouço sorrir.
-Que foi? Pergunto.
-Cara não acredito que dei o rabo! E pior. Gostei.
Deitado como estávamos no chão o abraço e falo.
-Te disse que seria gentil com você.
-Foi bom demais Matteo. Praticamente gozei duas vezes seguidas!
-To ás ordens!
-Você mil vezes mais safado que imaginei.
-Mas você gostou assim. Passa o resto da noite comigo?
-Sem duvida!
-Vou pedir pro motorista levar seu carro pra sua casa. Assim será mais discreto.
-OK. Mas no momento a única coisa que me importo é na próxima.
-Depois eu que sou safado!

26 de ago. de 2010

Cazuza Gay Hero

Cazuza
Nome de batismo: Agenor de Miranda Araújo Neto
Nascimento: 04 de Abril de 1958, Rio de Janeiro
Morte: 07 de de Julho de 1990
Profissão: Cantor e Compositor

O pai de Cazuza, João Araújo, era um poderoso produtor fonográfico da época do Reino dos LPs, a Som Livre. Sua mãe Lucinha Araújo.
O seu nome de batismo foi insistência da avó Paterna, Cazuza por muito tempo nem sabia seu nome verdadeiro, sempre foi chamado de Cazuza. Não gostava de seu nome verdadeiro até saber que um dos maiores gênios da musica Brasileira era seu xará.
Sempre teve contato com a música devido a profissão do pai, sempre teve por ela um grande amor, preferia as dramáticas e melancólicas. Convivia com grandes nomes da música  como Caetano Veloso, Gal Costa, Elis Regina, João Gilberto, Gilberto Gil. Adorava os grandes nomes da MPB como Cartola, Dolores Duran, Maysa, Dalva de Oliveira, Noel Rosa, Lupicinio Rodrigues, Cartola. Também era fã da Rita Lee, já profissional compôs para ela “Perto do Fogo”
Cresceu entre a juventude dourada carioca, de família muito bem estabelecida, morava no Leblon, freqüentava Ipanema. Fez parte da primeira geração livre, após anos de ditadura.
Estudou no Colégio Santo Inácio, depois mudou-se para o Anglo-Americano para evitar uma reprovação certa, adorava cabular aulas para ir a praia e ficar de rolê com os amigos.
Em 1965 ele começa escrever letras e poemas que mostra a sua avó. Passava várias noites com ela por seus pais saírem a noite
De férias em Londres no ano de 1972, fica mais intimo das  canções de Janis Joplin, Led Zepeplin e Rolling Stones do qual logo virou fã.
Antes de cair na boêmia Cazuza foi aprovado em Comunicação no ano de 1976, 3 semanas depois desiste do curso. O pai tentando evitar a malandragem do filho o emprega na Som Livre, onde  fazia releases para divulgar os artista da casa.
Em 1979 faz curso de Fotografia na prestigiada Berkeley University de San Francisco. Lugar que o leva a conhecer a literatura da geração Beat, se apaixona pelos poetas malditos, e essa influência será sentida em toda sua carreira.
Voltando ao Rio de Janeiro faz teatro no mais famoso grupo da época "Asdrubal trouxe o Trombone". Este grupo teve como fundadora Regina Casé, deste saíram nomes como Debora Bloch, Evandro Mesquita e dezenas de hoje famosos artistas.
Em 1982 é lançado o Primeiro álbum do BarãoVermelho, grupo formado por  Roberto Frejat, Dé Palmeira, Mauricio Barros e Guto Goffi. Engraçado que o primeiro convite para ser o vocalista da banda era para o Léo Jaime que não aceitou mas indicou um amigo que sabia gritar como ninguém. O Desejo da banda era fazer Rock n’roll, E Rock n’roll nacional, coisa inexistente a não ser na voz da Rita Lee.
No Barão Vermelho floresce a parceria de Cazuza e Frejat.
Nesta época Cazuza tinha 23 anos. Caetano foi dos primeiro a a elogiar o talento poético do rapaz que cantava com alma. Mais tarde, enquanto o segundo Album do Barão chega as lojas,  em pleno Canecão Caetano o aclama como o maior poeta de sua Geração, criticou as rádios por não tocarem sua musica e com isso fez a mídia prestar mais atenção ao no jovem líder do Barão Vermelho.
Mas o grande salto veio mesmo quando seu namorado na antológica que coincide com a eleiçao de Tancredo neves para Presidencia da republica, marcando finalmente o fim da ditadura militar que por 20 anos calou os pensamentos brasileiros, matou centenas, torturou milhares,Enfim éramos livres e nossa libertação foi cantada pelo Rock n’roll. Rock n’roll nacional.  Mas cazuza não esqueceu dos nossos males e no mesmo show canta Brasil, letra que clama para que saímos da imundície da corrupção. 
7 meses depois do Rock in Rio, Cazuza deixa a banda. E conhece o sucesso máximo em sua carreira solo. Muitos amigos dizem que nesta época também surgem sua febres constantes. Em Agosto de 1985 faz teste de HIV que dá negativo.
Em 1987 depois do sucesso de  Exagerado. Cazuza descobre num segundo teste que é portador de HIV, é internado com pneumonia.
Com a volta de nova pneumonia e a persistente perda de peso, Cazuza se internado nos EUA
E começa tratamento com AZT na volta inicia as Gravações de “Ideologia” álbum de  1988.
“O tempo não pára” é lançado em 1989 no Canecão. Supera 500 mil cópias vendidas.
Em 1989 também, Cazuza anuncia ser portador de HIV.
 O Álbum Burguesia é gravado com ele numa cadeira de rodas, já bastante debilitado e com voz bastante enfraquecida. O Albúm vende 250 mil cópias.
Em Outubro de 1989 depois de um tratamento alternativo em São Paulo, Cazuza de novo vai a Boston. Fica internado até 1990 quando volta ao Rio. No dia 7 de Julho de 1990 ele morre.
No enterro uma multidão de amigos, parentes e fãs. O Caixão foi carregado por seus companheiros e amigos do Barão Vermelho. O Rock estava de luto, A música estava de luto, A poesia estava de luto, jovens e seus pais choravam a partida do poeta.
Em apenas nove anos de carreira, Cazuza deixou 126 canções gravadas, 78 inéditas e 34 para outros intérpretes.
Sua obra está viva, sua musica ainda é lembrada, sua poesia sentida. Difícil encontrar alguém que não conheça uma letra ou uma musica sua.
Musicas com uma personalidade inconfundível. Letras que nos fazem rir e chorar, Nos excita e nos fazem pensar em amor.
Mitos são assim. Nos deixam de repente .Às vezes me pego pensando como seria hoje o irreverente, louco, risonho e feliz Cazuza de 52 anos. Dá pra imaginar que ainda estaria nos encantando, nos fazendo dançar, reclamar, trepar, ser feliz.
Cazuza tornou-se um de nossos maiores ídolos do século XX, ainda hoje influencia artistas em seus trabalhos.
Sua liberdade e sua poesia nos ensina a ver a vida melhor. Sua audácia nos dá coragem de enfrentar preconceitos.
É um Gay Hero, amava homens e mulheres. Amava a vida. Revive cada vez que alguém se emociona com sua música e obra.
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Discografia
Com o Barão Vermelho
§  1982 - Barão Vermelho
§  1983 - Barão Vermelho 2
§  1984 - Maior Abandonado
Solo
§  1985 - Exagerado
§  1987 - Só Se For A Dois
§  1988 - Ideologia
§  1988 - O Tempo Não Pára - ao vivo
§  1989 - Burguesia
§  1991 - Por Aí (póstumo)
§  2005 - O Poeta Está Vivo - Show no Teatro Ipanema 1987 - ao vivo (póstumo)
Pesquisa Wikipédia.Fotos WEB

22 de ago. de 2010

NSP Cap 32 Um retorno súbito


E eu tão inocente ali, mas todo felizinho depois de uma noite e madrugada deliciosa com o hermanito, vejo depois de sua saída romântica, aqueles dois predadores prontinhos pra me rangar, e roer os ossos. Mas como sempre pra sexo não tem jeito, o safado aqui já tava feliz e todo dado.
Quando o Lipo anunciou que seria eu o prato principal, apenas sorri e abri os braços e declarei.
-Até que enfim lembraram-se de mim, estava por ai largado até que tive de apelar para soldados do outro país. Se bem que o Sebastien foi uma deliciosa experiência, argentino gostoso do caralho. E adorei o fora que deu em vocês.
Lipo.
-Ô meu Grandotte sente desprezado não, estamos aqui para reparar nossos erros.
-Erro seu que não resistiu a mim! Rsrsrsr Eu toda vez perguntei se não ia chamar o Bigs.
-Léo larga de ser puxa saco do Grandotte!
-Nem puxei ainda, mas vou fazer isso agora.
E meteu mãozão debaixo das cobertas atrás de meu saco.
-Achei o sacão do cunhadão!
O Lipo
- Divide comigo?
Eu sorria dos dois discutindo como se eu não estivesse e usando meu corpo como a um brinquedo. Estava gostoso demais sentir aquelas mãos quentinhas no saco. 
A coisa tava começando a esquentar quando o telefone toca. Era a Silvia.
-Diz Silvinha! Só porque já é Segunda feira tu quer me pôr pra trabalhar?
-Salve Matteo! Pode tirar a buzanfa de Buenos Aires e voltar correndo pro Nordeste.  O bicho pegou lá na região das obras da Hidrelétrica. O povo que foi deslocado está fazendo protesto, paralisando o inicio das obras.
-Eu mereço! Silvia liga pra eles e peça pra protestarem depois de amanhã! Rsrsrrs
-O negocio é sério, brinca não! O governo já mandou representante.
-Nada pior que esses babacas do governo. No mínimo a imprensa grava com nossa logomarca ao fundo e invés do governo a culpa é nossa. Faz o seguinte.  Freta um jato e me manda pra lá, manda as ultimas noticias e vídeos da imprensa para o meu mail. No avião vou pensando no que fazer.  Outra coisa Silvia, quero um carro simples lá, quanto mais simples melhor.
A farra tinha acabado de acabar. Perguntei aos meninos se eles queriam ficar. Lipo disse que viria comigo e seria útil, afinal é advogado. Léo também abdicou da licença e imediatamente entrou em contato com a Silvia para preparar documentação que poderia ser necessária. Duas horas depois estávamos num jatinho em reunião frenética traçando uma estratégia.
Chegamos à pequena cidade já à tardinha, muito melhor pra nós chegarmos sem chamar atenção. O líder dos protestos já havia sido avisado de minha presença para uma reunião no dia seguinte junto com o secretario de governo. Logo que cheguei numa pousada que estava recebendo os empregados de maior patente da empresa, pus uma roupa simples, passei na padaria comprei pão e broas. Cheguei de surpresa na casa do líder que descansava enquanto esperava a esposa por a mesa do café.
 No nordeste, principalmente no interior não jantamos, temos o costume de tomar um café com pão, cuscuz ou bolo, muito parecido com o café da manhã. Pedi licença e entrei me apresentando e pedindo desculpas por vir sem convite e por isso tinha trazido pão fresco e algumas broas para as crianças.
Imediatamente fui convidado a sentar à mês. Falei sobre a lavoura que ele tinha e lhe contei de meu passado de lavrador. De como sua esposa lembrava minha mamma ali naquele fogão a lenha. No fim do café éramos amigos de infância. Então entrei no assunto que me levou ali.
-Edvaldo sei que o progresso parece cruel, e não costuma pedir licença ao passar por cima de certos costumes. Mais também conheço a palavra de um nordestino, sei que é mais forte que qualquer escrito. Você e seu povo fizeram um acerto com o governo. Sei que pensando em dias melhores. Ganharam suas terras e o dinheiro foi pago. Sei que você é honesto. Me diz de verdade o que falta.
-Não podemos trabalhar esta terra que nos deram, vai demorar meses para que tiremos sustento dela. Como vamos viver até lá?
-Nisso você tem razão. Vou te fazer uma proposta e assino embaixo do que vou lhe dizer.
-Conseguirei uma espécie de auxilio do governo enquanto vocês não produzem. No máximo conseguirei uns seis meses, no mínimo três. Mas mandarei maquinas da empreiteira para abrir o campo para vocês e mais, mandarei técnicos e sementes, isso por conta da empresa. Prometo-te que em quinze dias seus campos estarão semeados e adubados. O que me diz?
Ele me olhou firme por uns momentos, mantive meu olhar nele. Eu estava dizendo a verdade, inclusive sobre o auxilio do governo, eu já havia garantido durante o vôo ao menos três meses, tentaria esticar para seis, justificando com o nosso auxilio por conta própria. A empresa teria que investir, e no final não seria coisa de derrubar lucro nenhum, pelo contrario salvaria o nome da empresa de aparecer como destruidora do meio ambiente ou usurpadora de gente humilde. Tudo isso foi iniciado por trapalhadas bobas do governo federal e por malandragem de governos locais.
Depois de 2 minutos ele me diz.
-Vou confiar no senhor, mas tenho que conversar. Juntar meu povo para informar.
-Sinto muito Edvaldo, minha proposta esta de pé até amanhã meio dia. Não poderei manter maquinas paradas por mais dias. Sugiro que nós dois hoje à noite mesmo sigamos para as casas dos que têm mais influência e de manhã juntemos o povo. Estarei lá para mostrar minha cara e minha verdade. O que acha?
-Aceito, vou por a botina, seguimos agora.
Bingo!  Agora sabia que tava tudo certo, restava agora encarar alguns desconfiados e encrenqueiros, mas estes perdem a força quando separados. Foi esse meu plano. Entendam que não era minha idéia enganar ninguém, agilizei o máximo que pude um processo que no mínimo leva dias. Forcei que aceitasse rápido porque quanto mais demorasse mais perderíamos dinheiro e nossa imagem mais desgastaria, pois ninguém lembraria que quem fez a merda foram os políticos. No fim quem esta lá pra mostrar a cara é a empresa. Como empreiteira nunca teve boa imagem junto ao público, iria sobrar para o consórcio. Como contra ponto, quanto mais eles discutissem, menos tempo teriam para plantar. Acredito que eu tenha feito o justo. O governo tinha feito a parte dele. Mas governo não é babá de ninguém. Querendo ou não eles tinham vendido suas terras.
Mandei um recado para o Lipo escrito em italiano e cifrado o mais possível para que ele avisasse aos representantes do governo que o acordo já estava fechado e que me fora impossível fazer com que aceitassem apenas três meses de auxilio. E como tal representante já me havia confessado ter recebido carta branca para o limite de seis meses, que nos encontrasse amanhã na sede da prefeitura para fecharmos o acordo. Ele sairia como o herói da parada.  Também pedi que arrumasse um boi para fazer um churrasco depois das votações.
Voltei de madrugada para a pousada. O Lipo e o Léo me perguntaram como foi tudo. Contei-lhes. O Lipo questiona o porquê do churrasco.
Eu disse.
-Mano, o dia vai estar perdido amanhã. Está tudo caminhando bem. Mas é preciso se cercar. Quer apostar como todo mundo resolve rapidinho e vota mais rápido ainda sabendo que tem churrasco e forró logo depois?
-Grandotte você pensa em tudo cara! Pensei que era só para selar a paz e ficarmos mais próximos deles.
-Lipo, depois da digestão da carne e mais algum tempo, nada vai impedir que outros problemas apareçam. O que temos a fazer é cumprir nossa parte à risca, e ficar no pé do governo para que cumpra a dele. Quando o próximo problema surgir estaremos com pontos a favor. Cumprimos nossos acordos.
Léo
-Bigs, trabalhar contigo é melhor que fazer MBA.
Respondi.
É a pratica Léo. Desde os 16 anos me treino observando as pessoas e tentando decifrá-las. Sabe Léo? Em nenhuma profissão sabemos tanto sobre gente. Uma pessoa mente pro analista, pro padre, para um amigo, mas quando com um michê num quarto de motel ela se despe de todas suas máscaras. Depois de tantas que vi cair, aprendi a reconhecer alguns tipos pelos olhos.
Quando amanheceu saímos eu e o Lipo pra fazer jogging pelos campos ali perto. O Léo disse estar morto e que não iria. Correndo naquelas estradas simples lembramo-nos de como parecia com o lugar de onde viemos. Talvez mais pobre ainda, mas com a mesma paisagem. No meio do caminho vimos crianças indo à escola e como eu não tinha visto nenhuma construção que lembrasse uma escola, parei uma menina e perguntei onde era a escola. Fiquei pasmo com a resposta.
-Daqui a duas léguas e já andamos uma.
Puta que pariu! Mais de 15 km de estrada. E eram crianças pequenas, vi um aparentando seis anos entre elas. Perguntei se não tinha transporte escolar. Elas responderam que sempre foram a pé para escola. Fiquei estupefato.  Aquelas crianças andariam quase 30 km ida e volta para estudar. Será que de tão cansadas era possível que aprendessem alguma coisa na escola? E mesmo que fossem só para a merenda, quando chegassem em casa já teriam fome de novo.
Fiquei numa fúria incontida e me dirigi à casa do Prefeito. Chegando lá o encontrei saindo pela garagem numa bela SUV importada.  Foi ai que o sangue subiu e me forçou a respirar com calma para não falar-lhe enfurecido. Lógico que o carro pode ter sido comprado honestamente, mas sinceramente duvidava muito, inclusive por que não combinava em nada com a simplicidade da casa.
Ao ver-me saiu sorridente como se ele governasse a filial do paraíso.Vendo minha cara cismada, e agindo como todo político, ficou mais amigável ainda.
Passei-lhe informes de como estávamos resolvendo os problemas dos colonos.Então lhe perguntei sobre transporte escolar. E ele me veio com todas as desculpas inúteis.
 Conheço muito bem o nosso orçamento federal. O bastante para ver a montanha de dinheiro que é destinada a educação por vários meios e programas. Simplesmente não se justifica o que aquelas crianças estavam passando há anos. Enquanto ele se inventava em labirintos de mentiras e sofrimentos e descasos, eu encarava sua bela SUV. Ele notando se apressou em me dizer que era comprada com seu dinheiro. Foi a minha deixa para chamar-lhe para uma conversa particular.
-Sr. Prefeito. Posso ser jovem, mas não idiota. Tenho o costume de saber em detalhes onde meto os negócios da companhia. Aposto que sei melhor que o senhor quanto esta cidade arrecada em cada setor, e quanto recebe do governo de sua participação em impostos federais.
-São apenas números.
-Números não mentem, diferente das pessoas.
-Como pessoa pública não é difícil investigar sua vida. Acho que seria uma boa idéia, arrumar um ônibus escolar tinindo de novo para os estudantes de sua cidade.
-Para isso são necessárias licitações, votações e etc..
-Sei disso, mas sei também que qualquer político sabe fazer tudo isso de forma bem rápida quando necessário. Não nos interessa um escândalo na cidade em que o governo e a minha empresa estejam investindo tanto, creio que pro senhor também não. Então vamos agilizar!
Ele parou um pouco, me encarando com certa fúria no olhar. Era bem possível saber o que se passava na sua cabeça. “o que este moleque forasteiro quer?”
Então para não mexer nas boas relações que tínhamos construído até ali. Propus.
- A Prefeitura compra o ônibus e nossa empresa faz a manutenção dele enquanto construímos a hidrelétrica. E mais! Ajudaremos diretamente à escola com a merenda escolar tornando ela de melhor qualidade. Não acha que assim todos ganhamos?
Um sorriso de raposa passou por seus lábios. Então o golpe final.
-Melhor vender o carrão! Não vai combinar na TV, uma cidade que tanto precisa de ajuda com um apartamento sobre rodas como este carro. Pode pegar bem mal para o senhor, e se pega mal para o senhor pega para nós todos, afinal somos amigos, não é isso?
Podia sentir seu coração quase chorando ao notar a sutil ameaça de corte de “ajuda” da empresa e saber que ia ter de se despedir do carrão. Mas dei uns dois tapinhas nas costas dele. Quem sabe consolava o filho da puta?
Cheguei ao escritório das obras e contei a novidade ao Lipo que rolou de rir por eu ter castigado o prefeito e ao mesmo tempo tornado melhor a vida daquelas crianças.
Aproveitamos para dar as boas novas durante os festejos da votação que resolveu o problema que me tirou da folga na Argentina. Quanto à escola, vai muito bem. Até já apareceu no telejornal estadual como exemplo de boa merenda escolar.
Voltamos felizes à Salvador com os bons resultados da viagem.  No Primeiro dia do escritório a Silvia me esperava com cara de quem me adorava como à um Deus.  Falei.
-Que cara é essa mulher?
-Liguei para você na Argentina com um baita problema  e três dias depois você volta com ele solucionado e um tremendo marketing social já em andamento. Você vai acabar tornando-se um case a ser estudado nas faculdades de Administração. Me conta seu segredo?
-Silvia! Mas eu já te contei meu segredo.
Cheguei próximo a seu ouvido e disse baixinho.
- Estava vestido com uma cueca da Ermenegildo Zegna poderosíssima! Tinha pra ninguém minha gata. Kkkkk
-Seu safado! Na verdade acho que seu sorriso deve ter hipnotizado a população da cidade.
-Não! O que hipnotizou a cidade foi um baita churrasco de três bois, dois porcos e cinco bodes. Saímos antes que eles fizessem a digestão.  Mas na verdade Silvia, o acordo foi bom para ambos os lados. Se posso te ensinar alguma coisa my friend é isso. Um negócio só é realmente bom se os dois lados ganharem. O Ricardo já chegou?
-Sim hoje cedo. Está na sala dele, todo envaidecido com os feitos do pupilo.
-Vou lá vê-lo, não despacho hoje à tarde, me dê uma licença prêmio.
-Ok, mas o representante do governo te seguiu até aqui, quer ter uma conversa contigo antes de Brasília.
-Porco imundo! Que espere, vou ver o Cado primeiro. Dá um belo chá de cadeira no filho da puta com o pior café que você conseguir.
-Falou o vingador dos oprimidos!
Entrei na sala da Cado e ele assistia uma reportagem gravada sobre o fim dos protestos e as benesses que a empresa estava proporcionando à Escola Municipal. Assim que me viu fui banhado por seu sorriso e seus belos olhos verdes brilhavam de contentamento. Seus braços abriram pra me receber. Encostei-me nele cheio de saudade e o apertei forte, o levantei do chão. Brinquei desarrumando seu cabelo alinhado.
-Meu garoto se você continuar assim vamos ter que trocar de cadeiras. Te dou a Presidência.
-De jeito nenhum.  Uma parte de seu sex appeal é esse cargo, e uma parte do meu tesão por você é servi-lo. Me dá um beijo que morro de saudade dessa boca.
Ele saiu do meu abraço, foi até a porta e a trancou.
-Um beijo não. Vou dar mais que isso.
Voltou a me abraçar e junto me levou até o imenso sofá da sala contígua a seu Office.  Tirou meu terno e sentou no meu colo de frente a mim. Beijava-me ora com delicadeza e ora com volúpia. Afrouxou minha gravata e desabotoou a camisa, me deixando apenas com a regata que usava para evitar o suor. Fiz o mesmo com ele. Enquanto fazíamos isso tínhamos um sorriso de reencontro nos lábios, nossos olhos se afundavam em si mesmos. Ver o desejo dele me enche o coração do amor que seria sempre dele, fazia meu cacete vibrar por baixo da underwear, meu corpo estava fervendo por ele. Sabia que ele sentia o mesmo, e num abraço forte e quieto deixei nossos peitos baterem juntos até estarem no mesmo ritmo.
A felicidade que me invade sempre que estou com o Cado é a mesma de sempre. Já ouvi falar que os drogados sempre buscam o efeito da vez primeira do uso da droga. Eu sou um viciado feliz, sempre que tenho meu homem comigo sinto todo o tsunami de emoção, carinho, ternura e completude da primeira vez de quando ainda cobrava por sexo. Quando apenas sonhava que seria dele como sou hoje, que eu seria senhor do coração do cara de olhos verdes que me fuzilou numa noite de verão e mudou pra sempre minha vida.
Ricardo pôs sua mão sobre minha nuca de forma a me empurrar a um beijo sem fim enquanto me deitava no sofá. Eu adoro estar sobre o controle de seu desejo. Podia sentir faíscas saindo de meu corpo quando o dele se assentou sobre o meu e pude senti-lo inteiro sobre mim.
Disse a ele.
-Cado! Eu te amo demais cara! Sei que vai ser sempre assim. Me toma pra você.
Então ele me sorriu. O sorriso que me desmancha e me torna seu escravo, o sorriso que é só dele, com os verdes dos olhos que nunca vi em outra pessoa.
 A base de nosso amor é a admiração recíproca, o respeito que temos à nossos valores e conquistas, o fogo que sentimos quando nossos olhos se encontram e o terremoto causado no fundo de nosso ser quando nossos corpos estão juntos colados com fome um do outro.
-Meu garoto! Não sabes como é bom me perder em você! Sentir teus braços me querendo com tanta vontade. Encontrar esses lagos azuis que são seus olhos sempre cheio de carinho. Isso é felicidade Matteo, você  me é a tradução da felicidade.
Meu coração explode feliz a cada confissão dessas. Até hoje não lembro um dia em que não nos falamos de amor. Quando estamos brigados escrevo na minha agenda e repito pra ele nas pazes. Claro que como todo casal discutimos, mas discutimos com uma civilidade que beira o ridículo. Brigas de grandes explosões geralmente são provocadas por mim. Meu sangue italiano se mistura a minha fúria baiana e viro um Etna de ira. Mas isso é raro, raríssimo. Morando em casas separadas nos vemos quando estamos cheios de boa vontade um com o outro. Graças a Deus o sucesso que tem sido trabalhar em dupla fez com que não briguemos seriamente nunca, apenas discussões sobre pontos de vistas. O grande número de viagens dos dois, evita que caiamos numa rotina que talvez fosse mortal como a muitos casais. Ainda hoje quando saímos pra jantar, falamos como se não nos víssemos há anos. Sinto pena dos casais que com os anos vêm seus jantares se tornarem um encontro sem palavras, com apenas frases banais trocadas. A liberdade que damos um ao outro e a sinceridade com que tratamos nossos problemas e opiniões não deixam que erros se acumulem. Talvez tenhamos descoberto como ser feliz e fazer o outro feliz . Isso foi aprendido desde nossa relação michê-cliente, a sinceridade e honestidade sempre foi nosso ponto de partida.

20 de ago. de 2010

Delicada Atração Cinemão

Delicada Atração

Titulo Original: Beautiful Thing
Direção: Hettie MacDonald
Roteiro: Jonathan Harvey (roteiro e peça teatral)
Produção: Inglaterra, 1996

Elenco

Glen Berry
Scott Neal





Sinopse

Jamie e Ste são vizinhos e colegas de colégio no subúrbio Londrino. Ste vive com um irmão marrento e um pai alcoólatra que vive espancando-o. Jamie mora com a mãe. Sensibilizada com a vida de Ste ela o chama para se hospedar em casa dela no quarto do filho. Nasce daí uma intimidade que culmina em amor. No meio de tudo incertezas, medos e a dura aceitação de si mesmo.

Comentário

O Filme é de uma sensibilidade impar, os garotos não modelinhos bonitinhos mas gente normal o que de certa forma torna o filme mais bonito ainda e diferente de clichês.
Viver na barra pesada de um subúrbio operário, ter problemas de re;acionamento familiares, tudo isso se torna pequeno com a descoberta do amor. Filme delicioso.


*Dedico este post a Rô (Rogério), meu amigo Leke de Sampa, que com sua sensibilidade e generosidade me dá intermináveis horas de divertido bom papo. Me deixa contemplá-lo no seu belo caminho a um futuro radiante.
Rô a delicadeza ( e outras coisas) deste filme parece com seu coração.
Este você precisa assistir.


Um baccio grande meu leke querido.

Matteo

16 de ago. de 2010

De repente Califórnia / Shelter Cinemão

De repente, Califórnia
Shelter
Direção: Jonah Markowitz
Produção: EUA  2007

Elenco

Trevor Wright
Brad Rowe  
Tina Holmes




Sinopse
Forçado a desistir do sonho de entrar para uma prestigiada escola de arte, a fim de cuidar da sua família, Zach habitua-se a uma vida onde troca suas necessidades em favor da irmã mais e do sobrinho, que o ama como pai. Um belo dia conhece o irmão mais velho do seu melhor amigo,que regressa pra casa em busca de inspiração para um novo livro, Shaun e Zach acabam por desenvolver uma grande amizade. E isso uma hora vira amor. Então o destino obriga os dois a fazerem suas escolhas.

Comentários

O filme é muito simpático, leve e os dois atores muitos bonitos, não é dramático demais e mostra de forma despreconceituosa o iniciou e o meio da relação. Preferi o cartaz americano achei meio bobo o cartaz brasileiro mostrando corpos sarados como se gay só gostasse disso. Mas postei também o cartaz nacional Vale a pena ver, o cinema americano come,ando a discutir mais sobre o tema de forma mais justa, sem afetações ou piadas.  Acho que é um bom filme para héteros deporem preconceitos e entender que as relações homossexuais não São orgásticas e depravadas como eles imaginam. São relações normais, com conflitos muito parecidos com qualquer relação, a diferença é que além de enfrentar todos os mistérios de uma relação de amor ainda ter que lutar contra um preconceito ridículo em pleno século 21.
O filme tem uma empatia imensa com o público, me impressionei de quantos saem da sala de cinema adorando o filme.
Outro ponto bem legal no filme é a trilha sonora, deliciosa. Preste atenção

11 de ago. de 2010

O cara do msn Conto curto

Já tava cansado de navegar na net. Trabalhei on o dia inteiro ligado com a Bolsa de São Paulo. Sou executivo, tenho 28 anos, 1,94 de altura, moreno de pele branca, corpo atlético formado em academias e corrida que é meu vicio.
Estava desconectando quando no Orkut que entrou automaticamente, recebi um pedido de amigo, antes de aceitar fui pagina ver de quem se tratava. Era um carioca, jovem, tinha em sua descrição uma forma divertida e encantadora de se ver.  Aceitei e imediatamente o cara me postou um scrap.
-Msn?
Poxa tava cansado, queria dormir, mas lembrei das palavras divertidas sobre si mesmo que ocara se descrevia. Mandei o meu e em dois minutos nos apresentavamos.
-Oi,     Teclou ele.
-Oi      Respondi.
-Sempre começamos assim não é? Meio sem graça e falando esse Oi cheio de intenções?
-Tem razão respondi, sempre tem muita vontade de algo neste primeiro Oi.
A conversa seguiu de forma gostosa,  fluiu como poucas vezes fluiu no MSN com alguém, pois sou sempre meio cético com estas relações de web.  Senti pelo cara um carinho imenso pela forma com que ele falava. Trocamos fotos e ele adorou minha aparência, eu fiquei imediatamente fissurado no que vi. Um homem jovem de 23 anos com uma cara de safada e amiga, com um jeito gostoso e másculo. Ele dizia ser tímido e não ser de muitas paqueras, pois sua timidez o travava.
Eu cheguei a duvidar de sua sinceridade, não era possível que um homem gostoso, bonito e gentil como aquele fosse tão só como ele dizia ser.
Esta foi apenas a primeira conversa de muitas,e cada vez mais meu interesse aumentava. Me deliciava com o jeito sincero e doce do cara. Tinha recebido dele uma foto que me deixou doido de desejo. Imaginava estas qualidades naquele corpo tesudo que eu passava horas olhando em quanto conversávamos.
Ás coisas chegaram  num ponto que não agüentava mais. Queria muito tê-lo nos braços queria muito realizar nossas fantasias, fazer coisas que dizíamos um ao outro no MSN. Realizar estes desejos se tornou imperioso. Marquei viagem pro Rio depois d anotar o nome e o curso da faculdade onde estudava. Planejava fazer-lhe uma arriscada surpresa.
Cheguei no santos Dumont e faltava uma hora a saída dele da ultima aula. Já tinha reservado carro e fiz questão que fosse um parecido com o meu de verdade. Queria ser reconhecido por ele assim que nos cruzássemos. Aluguei um S.U.V. fora de estrada. Estava de terno ainda, tinha saído do trabalho direto para o aeroporto. E agora meio que perdido numa cidade em que eu não conhecia o transito com intimidade me apressava para não perdê-lo.
Cheguei na porta da Faculdade faltando 10 minutos para a saída. Fiquei do lado de fora do carro na saída onde ele disse ser sua habitual.  Com o plano de lhe fazer surpresa fui pescando detalhes em nossos papos sem que ele percebesse..
Encostei na lateral do carro e debaixo dos Ray Ban escuros buscava aquele que era meu objeto de desejo há muito. Não demorou e de cima de uma escadaria  o vi pela primeira vez em carne e osso. Esperei que se aproximasse. Ele ia passar direto mas o encarei debaixo dos óculos, ele olhou de novo e eu lhe sorri, ele estranhou, me provou então sua timidez, eu sem emitir som falei apenas mexendo os lábios sou o Marcelo. Ele sorrio meio sem acreditar e então gritei vem aqui Leonardo!
Então seu sorriso se tornou largo e se mostrou mais bonito do que eu pensava. Se aproximou meio assustado e eu num ímpeto lhe dei um abr,o que senti o deixou sem jeito.  Lhesegureinos braços e abrindo a porta o empurrei para dentro. Corri para o lado do motorista. Ele disse.
-isso é um seqüestro?
-Dos melhores!
-Cara você é mesmo o Marcelo?
-Sou sim, sou o Marcelo, o Marcelo que te quer, que precisa de você. Vem comigo?
-Demorô!
Sorri, estava  feliz como uma criança. Ao vivo nossa pouca diferença de idade parecia maior, talvez por ele  ainda ser um estudante e carregar nos ombros uma mochila, talvez por eu estar metido num terno caro. Mas nada disso diminuiu meu tesão, pelo contrário estava literalmente subindo pelas paredes. Aquele garoto parecia ser de uma necessidade vital a mim naquele momento.
-Onde você vai me levar?
-Ao paraíso! Vou te tratar com carinho, vou te beijar muito, vou conhecer cada milímetro de teu corpo, vou desvendar cada músculo que faz teu sorriso. Esta tarde nós vamos ser um do outro cara. Esta tarde o mundo se acaba e nós dois estaremos nos amando. Me fala de um motel bem legal, o melhor que você já tenha ouvido falar.
-Não conheço motéis Celo.
Quando ele me tratou da forma que me tratava no bate papo. Virei o carro na rua mais tranqüila que vi. Parei o carro. Olhei fixo pra ele. Me aproveitando do escuro dos vidros do carro. Lhe puxei pelo pescoço e me entreguei no beijo mais entregue que já dei. Percebi que ele também assim o fez. Demoramos uns 10 minutos neste beijo sem fim, que não nos permitia respirar.
Paramos e nos encostamos nos encostos de nossas cadeiras tentando recuperar o ar que demos um pro outro. Falei.
-Cara, que beijo do caralho, acho que nunca beijei ninguém dessa forma.
-E ele me olhou e me sorriu, e nesta hora tive um carinho tão grande por ele, que por pouco não o despi ali mesmo.
-Bom! Se você não conhece um motel, acho que tem um hotel que todo o planeta conhece, e vamos pra lá.
Chegamos na porta do Copacabana Palace, deixei o carro com o manobrista e pedi a melhor suíte disponível. O Leonardo falou.
-Celo precisa isso tudo não cara, deve ser muito caro.
-Voce acha que sair do nordeste pra encontrar o cara que mais desejei na minha vida e vou ficar num quartinho mixuruca, merecemos o melhor meu camarada e vamos ter.
Recebi as chaves da suíte e seguimos o bellboy. Ele nos apresentou o quarto, o despedi da forma mais rápida que pude. Queria estar a sós com urgência com meu Leonardo.
Assim que ele fechou a porta o agarrei num longo beijo, desta vez senti sua pegada. Pegada de homem, pegada como só um homem faz com outro, com força viril e máscula, quase brutalidade,  com desejo imenso.
Caímos na imensa cama King Size nos despindo, arrancando nossas roupas quase as rasgando, nossos movimentos eram fortes, nossos músculos estavam retesados de tesão. Por um momento paramos. Segurei-lhe o rosto. Queria guardar pra mim aquele rosto, os olhos claros, o sorriso doce e ao mesmo tempo safado. Por uns segundo lhe olhei firme e nossos olhos se banharam em si mesmos e nossos desejos eram os mesmos e nossas vontades eram imensas, e o prazer que dávamos um ao outro, naquele momento era  claro, era infinito.
Ao mesmo tempo em que nossas mãos desbravaram nossos corpos encontraram nossos sexos, e seguraram firmes como em timões de barcos, sabíamos que ali um guiaríamos o outro por zonas de prazeres indescritíveis.
E nos abaixamos em busca de nossos cacetes e neles encontramos nossos gostos, neles sentimos o homem em cada um de nós. E a cada movimento e a cada nos olhávamos era bom demais, encontrar felicidade neles, em ver os ritos de prazer que nossos rostos denunciavam. E em sua boca encontrei um prazer incrível que me fazia tremer, e na minha boca o engoli com volúpia e tinha ele todo pra mim.
E minhas mãos acharam conforto em sua bunda e a apertaram como que lhes agradecendo a quentura, a firmeza e a maciez. E no meu ouvido ele gemeu, gemeu como macho, gemeu de desejo por outro macho.
E quando ele me deu as costas, deitado na cama vi como eram largas e bonitas e me deitei naquele que me desejava, encostei minha boca em sua nuca e te falei de meu desejo em seu ouvido e o quanto ele era gostoso, e o quanto era bom estar com ele. E sentindo em suas nadegas um delicioso aconchego meu cacete vibrava  e convidou minha língua aquele lugar Então o lubrifiquei com minha e descobri um prazer gigante e descobrir que dava prazer a ele pois sentia seu corpo tremer  a cada toque. Então ouvi seu pedido pra que lhe fizesse seu.
E duro entrei nele, e vi como era macho de agüentar me inteiro vi me queria apesar da dor que vinha em ondas junto com prazer. E entrei e sai lentamente  ate ouvi seu pedido  de que fosse forte e que fosse rápido e que fosse mais fundo.
E num tsunami gozamos juntos. E depois do descanso veio o banho de carinhos trocados.
Depois disso realizei meu maior desejo. Tê-lo com a cabeça em meu peito, entre meus braços que o aconchegavam junto a mim a dividíamos o calor de nossos corpos.
E nos olhamos e nos beijamos e de novo  tudo recomeçou.

O Fantasma Cinemão

O Fantasma
Direção:  João Pedro Rodrigues
Ano:2000

País:Portuga
Duração:90 min
.

Sinopse

Sérgio é gari cidade de Lisboa. Vive  numa pensão.tem uma vida sexual meio à deriva entre homens e mulheres.
Certa noite trava conhecimento com um jovem pelo qual se sente atraído. Obcecado, tenta conquistá-lo mas vê-se frustrado nos seus propósitos. Veste-se de látex e o seu procedimento torna-se ainda mais irracional, numa viagem inconsequente motivada por obsessões fetichistas. Quem gosta de masoquismo e roupas de látex vai curtir.



Comentário

Não é um filme fácil de gostar. O Sérgio não é bonzinho, é obcecado e sádico. Chega a matar por prazer. Mas nós conhecemos pouco o cinema português e esta incursão vale a pena. Tenha paciência com o Sérgio, uma coisa ele é. Gostoso


Não pus mais fotos, por que a pesquisa deste filme é realmente difícil na net.b mas por incrível que pareça não difícil baixá-lo na net. Caso o faça, tente achar que legendas, nem pense que dá pra entender o português numa boa. me lembro que o vi pela primeira vez em Roma, me ferrei tentando entender o português, fui salvo pelas legendas em italiano.