6 de mar. de 2011

NSP Cap 49 Io i Babbo parte 2

Seguimos a viagem.
O babbo fala.
-Me fala de suo fratello! Faz mais de uma semana que ele não me liga.
-O Lipo tá muito bem babbo. Estudando muito. Tô muito orgulhoso dele. Babbo, posso pedir uma coisa?
-Parla.
-Dê mais atenção para o Lipo! Ele te ama muito. Tu sabes que o Lipo se sente menosprezado por ti. Tem ciúmes de como somos íntimos. Sente muita falta da mamma. Precisa de você. Posso ter ares de pai com ele. Mas o babbo é você.
-Tu sabes que amo tuo fratello como a você. O Lipo sempre foi super protegido principalmente por você. Tua mamma era capaz de ficar semanas sem falar comigo se eu brigasse com ele.
-Babbo, não põe a culpa na mamma. Perdoa-me se tomei sua posição de pai. Mas isso foi em grande parte para preencher a falta que você fazia. Sei que amas o Lipo, mas é importante que seja presente. Pôxa babbo aproveita essas férias e curta mais seu filho menor. Vai se surpreender, o Lipo é um grande sujeito. Aquele moleque é a alegria de minha vida. Tenho certeza que você vai perceber que se tornou um brande cara, como ele cresceu, como é inteligente, culto, bem humorado. Babbo, o Lipo nunca tirou uma nota baixa, é dedicado pra caramba. O cara vai ser grande na profissão que escolheu.
-Matteo!  De vez em quando eu olhava vocês dois juntos e chegava a ter ciúmes do amor de vocês. De como cuidam um do outro. Os olhos de vocês brilham quando se vêem. Aquele moleque te obedece cegamente. Pensa em ti como um semideus. Por isso engulo o pecado de vocês.  Farei sim o que me pede. Amo meu filho. Sei o quanto ele deve sofrer a perda da mamma. Talvez de nós três seja ele o que mais sofre. Tentarei me aproximar mais.
-Obrigado babbo!
-Lembro das molecagens de vocês. De como você assumia os erros do Lipo para ele não apanhar. De você defendendo-o cegamente. Dele seguindo-te como se segue uma procissão. . Se você passava num lugar era certo vê-lo logo em seguida. KKKKKKKK.  E a surra que você deu no vizinho ricaço quando ele bateu no Lipo? Pensei que eu ia acabar preso por causa daquilo. Nunca vi um olhar tão cruel em você quando suo fratello te contou que o menino tinha batido nele. Lembro de como ele sofreu sua partida para Salvador. Quando uma carta sua chegava ele ficava dias com ela para cima e para baixo. Você foi e é para o Lipo melhor pai que eu.
-Babbo! Você não imagina como o Lipo te admira. O que ele admira em mim é ser parecido com você. Saiam juntos, façam farras juntos, mostre que você o quer. Isso o fará muito feliz tenha certeza. E sabe de uma coisa! Aquele ali é mais safado que nós dois juntos!  Como diz-se na Bahia ele dá nó em pingo éter.
-Ainda tem aquela maluquice com a Gioia?
-Ave Maria! Tem uma foto ao lado da cama. Meu fratello maluquinho! Se uma búfala tem alma, tenho certeza que está do lado dele. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Lembra que quando menino ele dizia que ia escrever ao Papa para transformá-la na Santa dos búfalos? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
-É verdade o Felipo é muito engraçado. Quando o levamos no puteiro ele disse que só ia comer a mulher se você estivesse lá para dizer o que ele devia fazer. Kkkkkkkkkkk. Fiquei possesso. Depois desembestou a comer tudo que via pela frente. O danado tem o sangue dos Mastigli correndo quente nas veias.
-Com aquela cara bonita. Parece o Satanás prontinho para roubar a alma de uma vitima. Não sei como ele consegue se dar tão bem nos estudos e no trabalho se tá sempre com aquela rola metida em alguém. Taí uma coisa que me deixa bobo.
-Tem um bom mestre. Kkkkkkkkkkkkkkkkk
-Que nada Babbo! O Lipo é dez vezes mais sexual que eu. Aquilo é caso de criatura que supera o criador.
-E aquele menino amigo dele? Leonardo não é?

-É um bom rapaz babbo. Muito ajuizado apesar daquele jeito moleque. Tá sendo bom para o Lipo ter ele por perto.
-E sobre a vila? Como vou te ajudar nessa reforma? É muito grande?
-Coisa de cinema babbo! É uma herança de família do Cado. Só a casa principal tinha 24 quartos antes da reforma.  Preciso que me ajude pondo seu dedo verde. Quero aumentar a horta, plantar mais frutas no pomar. Me ajude a escolher os animais. Quero que a Villa seja quase auto-suficiente em boa alimentação, quero que pareça com o sitio que fomos criados, que lembre os lugares lindos que você sabe fazer. Tô doido que você faça uma cancha de bocha para eu te dar uma sova no jogo.
-Isso será impossível. Tira esse sonho da cabeça. Mas pôr falar em sonho. Tem alguma ragazza pra se divertir?
-Cacete babbo! Só pensa em buceta?
-Que é que tem de errado nisso?
-Babbo! Só te peço que não mexa na sobrinha do Padre.
-Eiiita deve ser a melhor. Kkkkkkkkkkkk
Era noite já quando passávamos por Roma. Resolvi dormir por lá. Não queria seguir viagem à noite, estava cansado. Apesar de maravilhosas, as estradas Italianas são perigosas por causa da velocidade que é livre em alguns trechos. Estávamos numa puta macchina, sem perceber facilmente eu estava a mais de 140 km hora.
Acordei de madrugada para minha corrida, o babbo já era svegliatto (Acordado). O convidei a vir comigo. Estava disposto a transformar em caminhada meu exercício se ele me acompanhasse. Ele declinou do convite. Disse que iria caminhar pelas ruas e sabia que eu gosto mesmo é de correr. Mas disse.
-Não demore figlio! Vamos ao Vaticano antes de partir.
-Fazer o quê no Vaticano?
-O que se faz no Vaticano seu stronzo? Vamos rezar. E não faz essa cara! Pecado é o que não lhe falta para pedir perdão.
-Si Signore Babbo. Posso fare collazzione (tomar café da manha)quando voltar?
-Não! Va em jejum. Como disse tem muitos pecados.
-Babbo!
-Estou brincando seu bobo. Te aspetto.
Chegamos no Vaticano às 08:30da manhã. Não sou católico, mas meu gosto pela arte sempre me fez ajoelhar perante o trono de San Pietro. Ver as obras de Michelangelo, a Pietá, o Mosé, todas aquelas maravilhas que o gênio dele foi capaz de criar, mexe profundamente com cada célula de emoção minha. 
Fomos numa capela lateral da basílica e lá fizemos orações pela mamma e pelo Lipo. Eu agradeci a chance de estar com mio babbo, também orei pelo Cado e por todos miei amici.  Não ser católico não me impede de respeito seus templos. Acredito que Deus está em todos os lugares. Mas ele deve prestar atenção melhor quando estamos num lugar que a ele consagramos.
Depois da oração o babbo quase me dá um banho de água benta. Por dentro eu me ria, pois o danado do vecchio tem menos pecados que eu não. Finalmente seguimos viagem até Barberino. No portão que dá entrada à Villa ouvi a exclamação do Babbo.
-Santo Dio! Che bello posto! Che Pallazzo! Belli giardini. (Santo Deus! Que lugar lindo! Que bela construção! Belos jardins)
-É vero che è un bello posto! Foi construída nos 1700, pertence à família do Cado desde o começo do século passado. Eles têm antepassados florentinos. Quanto aos jardins acho que tu os fará mais belos. Precisam de seu dedo verde.  Atrás lei (o senhor) fará nossa fazendinha.
O acomodei numa suíte de frente ao Jardim, mostrei-lhe toda propriedade, ele ficou encantado, entusiasmado em pôr as mãos à obra. No dia seguinte fizemos as compras que ele achou necessárias, iniciamos os serviços.  Difícil foi fazê-lo aceitar dois ajudantes. Eu me entusiasmei em trabalhar com ele até o vecchio começar a dar-me broncas homéricas na frente dos empregados. Rapidim inventei outra forma de ocupar-me, além disso, com o fim dos trabalhos de engenharia, foram iniciados os trabalhos de pintura, descarregamento de móveis novos e dos que vinham dos laboratórios de  restauro. Trabalhamos incessantemente. No fim de Novembro viajei a trabalho. Na volta passei em Milano na casa de amigo e tive a brilhante idéia de pilotar uma moto. Tomei um super tombo escorregando numa finíssima camada de gelo que cobria a pista. Resultado, um braço quebrado e arranhões na coxa direita. Meu lado Drama Queen gritava por platéia. Em dois dias o Cado estava do meu lado como se eu estivesse na UTI. Consegui, tal a cena que fiz, que o Lipo viesse visitar-me por um fim de semana. O único que não caiu na minha cena foi o babbo que a todos tentava alertar. Uma vez entrou no quarto e pedi que me ajudasse a levantar.
-Levanta sozinho. Você já sabe andar e não está aleijado.
-Babbo!
-Conheço você moleque, todo mundo tá caindo na sua choradeira
 Duvido que não esteja trepando direitinho mesmo enfaixado. Pensa que não vejo o sorriso feliz do Ricardo de manhã?
-Pô babbo, você não é mole. Pensa que me esqueci do meu primeiro porre e você deixando virar do avesso?
-Aprendeu até onde pode beber não foi?
-Isso é verdade! Mas dá uma força aqui babbo.  Esse braço imobilizado não me deixa fazer muita força para levantar-me. Quero mijar!
-Vai querer que eu balance também.
-Pôxa babbo ia ficar agradecido!
-Se respeita moleque!
Dizendo isso me deu um senhor tapa na nuca que chegou a estalar. Ele sabe como odeio isso! Fechei a cara. Ele ria igual criança, coisa que me irritou ainda mais.
O Lipo foi embora no Domingo pela noite. Foi embora feliz! Quando não estava comigo, estava com o Babbo. Os dois passaram quase o fim de semana trepando com todas as mulheres que lhes sorriram. O Léo se manteve comigo e com o Cado, foi de uma paciência sem limites. Quando perguntei se ele não estava com ciúmes ele simplesmente me respondeu.
-Bigs, isso é apenas farra. O Lipo tá feliz como nunca ao lado do Pai.  E sabe de uma coisa? No fim da noite ele vem pro meu lado como um gatinho. E ele feliz é muito melhor.
-Você sempre me surpreende Léo! Seu amor te faz melhor do que você já é.
-Bigs, você sempre me vê melhor do que sou.Te gosto demais Bigão. Sei que você tá torcendo muito por mim.
 -Torcendo não só por você! Torcendo por vocês dois. Vem cá dá um abraço no seu cunhado que te ama.
Três dias depois voltei pra casa. Cado voltou ao Brasil e os  meninos para América para ultimar seus afazeres e voltarem para as festas de natal. Com todos longe e com o Babbo me tratando como saudável, não teve jeito, em poucos dias eu estava inteiro. Não tinha com quem fazer drama a não ser alguns amigos aqui da web mas até eles perceberam meu truque. Kkkkk
Já restabelecido. Conversava com o babbo na prima collazione (café da manha).
-Babbo! Tava querendo que fossemos a cidade. Acho que ta no hora de trocar a camionetta de entrega lá do sitio. (pequena pick up de 3 rodas).
-Ela ainda suporta mais um ano ou dois.
-Babbo! Tu vai acabar gastando uma grana com reparos! Quero dar uma de presente de natal para você. Além disso, eu sou sócio no sitio.
-Então você tá dando presente pra você mesmo.
-Ma Vecchio! Nom me rompe le palle! (não enche o saco!)
-Va bene! Andiamo a sprecare soldi! (Ok, Vamos desperdiçar dinheiro)
-Acho que você vai ficar bem animadinho quando conhecer a gerente da concessionária.
-Gostosa?
-Demais! Una diosa de ébano. (uma deusa de ébano)
-Deve ter uma bunda!
-Babbo! Sei um libertino! Te voglio bene vecchio mio.
-Eu sou a desculpa pra você ser o devasso que você é. Kkkkkkkkkkk
Invés de ir a Firenze que é mais perto. Fomos para Siena. Adoro Siena! Cidade menor sem tantos turistas. T
Tenho mais amigos em Siena, o transito não é tão caótico quanto o de Firenze, sempre apinhada de turistas que param nas ruas para admirar as obras de arte. Muitos se esquecem dos museus. Não sabem que as verdadeiras obras estão lá, pois devido a poluição do transito as grandes obras expostas nas ruas são replicas de originais muito bem guardados nos museus. Sem contar que a bela moçambicana que eu falei ao babbo trabalha em Siena.
Fomos recebidos com um belo sorriso por parte da Sra. Admira. Rosto redondo, nariz largo, olhos muito expressivos, dentes maravilhoso. Um par de peitos que dá vontade de voltar a ser bebê e uma belíssima e legitima bunda africana que deve fazer sombra pra uma tribo inteira.
Olhei pro lado e vi um sorriso de orelha a orelha do babbo.
Assim que fiz as apresentações o safado me mandou embora. Disse para a bela negra que seria ele a comprar a camioneta e que eu iria fazer compras para ultimar os jardins na vila.
O sujeito me deu um beijo e nem olhou mais na minha cara! Imediatamente aceitou um corto (cafezinho) oferecido pela bela negra e respondeu por mim dizendo que eu estava com muita pressa.
Sem alternativa, apenas deixei o talão de cheques com ele e fui fazer as compras de supermercado e em seguida fui ao outro lado cidade para fazer as compras de belas plantas africanas para uma estufa que estávamos terminando.
Voltei algumas horas depois! Encontrei os dois no maior bate papo. Já era fim de tarde! E tenho outra surpresa. O babbo fala!
-Me dá as chaves da macchina, tu voltas de trem.
-Babbo e as compras? Não vão fugir! Você não as prendeu no porta-malas? Nem pensa que vou levar você para jantar comigo e Mira.
-Mira? Já tá intimo assim?
-Bambino não seja lerdo. Anda via! (se manda).

4 de mar. de 2011

Viva o Carnaval!

Estou na Índia, na província do Rajastão, terra do majestoso Taj Mahal, o maior monumento ao amor já criado pela mão do homem. Um amigo inglês viu lagrimas no meu rosto ao assistir pela televisão o começo da maior festa popular do planeta. O Carnaval do Brasil. Nunca fui grande participante do Carnaval, nem mesmo na Bahia de meu coração. Mas como todo bom brasileiro sei o significado desta festa. Sabendo disso ele me perguntou por que eu chorava. Perguntou se era a tal “saudade” brasileira. Não estou especialmente saudoso do Brasil. Sim, sinto falta dos meus amigos e de minha terra querida, a Bahia! Mas quis explicar-lhe o que era o Carnaval.
E comecei.
Meu amigo! Minha terra tem belas praias e palmeiras, onde não canta só o sabiá. Lá também cantam os tambores de áfrica que fazem nosso coração seguir seu ritmo, choram cuícas que fazem  um chamado ao nosso sentimento mais primevo, tamborins que fazem nossos pés bailarem quase por encanto, agogôs que hipnotizam nossas cinturas de molas devassas.
No carnaval o meu país pára para comemorar ser o que ele é. Uma mistura perfeita, filha da África e da Europa, sobrinha da Ásia e do Oriente, irmã de todas as Américas. No carnaval meu país sorri e dança feliz. Escarneia de sua história de miséria e desdenha daqueles políticos que não honram o voto que o povo lhes dá.  O Brasil de Norte a Sul se liga numa fraternidade única de sorrisos e beijos, de alegria incontida que deixam bobos os que não têm o privilégio de nosso sangue multirracial. No carnaval, empresários e empregadas domésticas são encontrados em becos escuros a trocar beijos indecentes, garis são vistos dando show de dança e alegria. No carnaval um povo que acorda antes do sol  e trabalha duros dia após dia faz o espetáculo mais luxuoso que o mundo vê admirado pelas telas da TV. É quando aquela balconista simples se torna a rainha da sensualidade, deusa de ébano, Afrodite mulata exibindo com um sorriso poderoso toda sua arte em ser feliz. É quando o porteiro de seu prédio. Aquele mesmo que você esquece-se de dar um simples bom dia, se torna um deus com seus pés de Hermes. Fazendo bailados impossíveis.
No norte tambores ecoam lembrando os Índios, outrora devastados pela ganância nossa.  No nordeste multidões cobrem o asfalto numa orgia alegre de beijos, amassos e danças sem sentido. No sudeste a  favela desce para o asfalto e faz o planeta nos invejar. No sul, terra de alemães e italianos que vieram fugidos da fome e da guerra se junta alegre a felicidade de ser parte de uma nova forma de viver. A forma brasileira de ver a vida com garra sim! Mas com um belo sorriso nos lábios.
No carnaval, não há vencedores ou vencidos, não há ricos nem pobres. Nesta festa sem barreiras, sem limites todos querem ser feliz, todos querem sorrir e reverenciar as coisas boas, agradecer a todos os deuses nossa terra encantando, onde não há terremotos, nem vulcões, nem tsunamis. Agradecemos a natureza o fato de morarmos no mais belo cenário deste lindo planeta. Sim temos problemas gravíssimos e imensos, mas a cada dia nós os venceremos um pouco, a cada dia eles serão menores. Essa é a hora que carregamos nossas energias para enfrentar todas as dificuldades que com certeza teremos. Sabendo que o futuro pode fazer uma careta pra nós, fazemos ele sorrir e se juntar em nosso abraço suado de festa. Sim, durante o ano que seguirá ainda teremos violências que nos envergonharão, crianças ainda morrerão de fome ou descaso, hospitais receberão nossos doentes em corredores sujos, escolas estarão abandonadas a própria sorte, enchentes causadas por nossa indiferença para com o lugar que vivemos, ainda causarão danos sérios e mortes evitáveis.  Mas nesse momento, nestes cinco dias teremos a mais absoluta certeza que vamos fazer nosso melhor para mudar tudo isso. Nestes cinco dias seremos os guardiães do coração do planeta, controlaremos com nossos pulos, danças, gingados e sorrisos cada pulsar. Todas as estrelas nos invejarão, todos os Deuses se orgulharão de nossos feitos. Mostraremos ao resto da humanidade que o mundo pode ser melhor. Que o Shangrilah  existe e mora em cada coração brasileiro. Que nossas ruas e avenidas podem ser o lar da alegria.
Desejo de todo meu coração que sejam felizes e aproveitem a festa em toda sua plenitude! Vivam a alegria de ser quem somos, vivam o prazer de sermos abençoados com o pedaço mais belo deste planeta. Tentem não se matar em estradas, usem camisinha e trepem como sátiros loucos! Que cada beijo entre milhares seja único, que cada abraço seja de irmão. Que cada musica boba que nos fazem mexer os quadris sejam hinos a alegria. Que cada grito seja um orgasmo. Bebam como o deus Baco, mas voltem vivos pra casa. Prefiram pedir desculpas e dar sorrisos a brigar enfurecidos e destoantes da alegria em volta. Preservem as cidades que vivem ou que estão visitando. Voltem pra casa com um sorriso na cara a consciência feliz de ter sido feliz.  Que debaixo das imensas asas da liberdade distribuam amor e felicidade. Essa festa é pra isso. Nesta festa mostramos ao mundo que a felicidade está ao alcance de um belo sorriso.

Um belíssimo Carnaval para todos!

21 de fev. de 2011

NSP Cap 48 .....Io i babbo parte 1

Com o coração mais tranquilo em relação ao Léo e ao Lipo. Voltei feliz para Europa. Estava descendo em Bruxelas para uma conexão. Assim que liguei o telefonino (celular)  recebo uma chamada do Cado.
-Como vai meu menino? Se divertindo em New York?
-Que NY? Estou em Bruxelas e vou pegar uma conexão pra Roma. Ia te avisar, mas foi tudo tão rápido que não deu.
-Cara você deve estar um caco!
-Na verdade não. Estou bem. E olha que vim de Vancouver não de New York. Depois te explico esse capitulo.
-Puta que pariu! Devia pensar em ser comissário de bordo.
-Olha que vou pensar nisso! Mas como vão as coisas ai? Tudo bem com você, com a obra?
-Teo eu estou ótimo, descansando bastante. Quanto a obra. A parte de engenharia está indo a todo a pique. Mas preciso de ti com o decorador. Que cara chato!
-Deixa esse viado comigo! Ele está por ai?
-Está em Milão e não pára de me enviar catálogos de móveis e  objetos pelo email. Tu sabes que isso é contigo.
-Então passo em Milano antes de seguir para Roma. Devo chegar na madrugada por ai.
-Meu herói! E vem cá! O cara é viado mesmo?
-Sei não! Foi só um elogio. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Mudei meu ticket para Milano. Por sorte seguiria para Firenze depois. Estaria a apenas alguns quilômetros de Barberino Val D’Elsa. Eram 11 da manhã quando cheguei ao escritório do decorador. Pedi-lhe que fossêmos direto ao assunto. Tinha atravessado meio mundo e queria estar em casa. Combinamos que eu passaria a tarde com ele vendo algumas peças de mobiliário e aprovando orçamentos. O sujeito me arrastou para uma galeria de pintores contemporâneos. Apaixonei-me por uma tela de Nicola Bolaffi. Custava uma baba, eu não estava de torrar mais dinheiro que aquela semana estava me saindo. Resolvi dar um golpe baixíssimo! Peguei o telefonino e liguei pro Superman.
-Meu amor, tô adiantando as coisas em Milano. Chego tarde, mas antes da madrugada. Daqui sigo para Firenze, alugo um carro e chego mais cedo. Só por você cara pra eu fazer isto! Descer de um vôo de meia volta ao mundo. Cair direto num escritório para ver orçamentos de móveis de design. O cara é realmente chato! Mas tudo bem! Sendo por você.
-Sei.... Tô sacando que esta alma está preparando uma facada. Diga Teo. Conheço-te o suficiente pra sacar que você vai me dar uma puta facada nos bolsos.
Eu:
-Dio Santo! Eu aqui dando o meu melhor por você cara! É isso que eu recebo de volta?
-Não enrola! Fala!
-Tá bom! Cadão, uma tela de um cara que tá fazendo um sucesso legal! Ótimo investimento. Pô véi! Ia ser um presentão pro seu gato cansado de guerra.
-Dou a metade!
-Metade! Você vai me da metade de um presente? Metade de uma tela? Que parte seria? A moldura e a armação? Se vai me dá um presente me dê a porra toda. Vale como presente de natal, ok?
-Menino chato do caralho! E pão duro. Sei muito bem que você mesmo podia comprar isto.
-Pôxa Cado não ia ser a mesma coisa. Vou poder exibir meu presentão pra todo mundo, dizendo que foi meu gato que me deu.
-Tudo bem. Paga ai depois a gente acerta.
-Pô obrigado Cadão. You’re my man! Mas lembra que eu disse de Natal. Em janeiro é meu niver.  Não tem nada ver o cu com as calças. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
-Isso vai te custar horas seguidas de sexo Signore Matteo!
-Fechado!
Como eu sempre digo, uma vez puto sempre puto. É inevitável. Kkkkkkkkkkkkkkk
Resolvi tudo que havia para ser resolvido. Meu belíssimo presente, mandei enviar direto para Toscana, devido ao seguro.
Cheguei a Firenze e aluguei um taxi para casa. Eram 00:30  hr quando cheguei. Fui recebido pela governanta que me informou que o Cado estava numa teleconferência com o Brasil falando com o Rick. Me disse que a ceia seria servida na terrazza. Aproveitando que o Cado estava ocupado. Fui direto para minha suíte tomar uma ducha. 30 minutos depois chego a biblioteca todo bonitinho e ele terminava a conversa com o Rick. Deu tempo de dar um beijo no Rick e ouvir ele sacanear com a roupa que eu vestia.
-Tá relembrando os velhos tempos tio?
-Tio é seu cu. Seu porra! A roupa de puto é pra seduzir teu pai.
-Então o coroa se deu bem esta noite? Não vou mais atrapalhar vocês. Sei que é tarde ai. Beijão pra você Teo.
-Beijão Rick, dá um beijo no teu cowboy ou eu mesmo dou.
-Olha o respeito rapá. Não se atreve!
-Ciao Rick!
Desliguei o monitor. Senti os braços do Cado enredar-me  num abraço.
-Então esse modelo regata branca apertada e calça justa é para seduzir-me?
-Ihh! Tu precisas ver o que está por debaixo desses paninhos apertados. Mas antes quero uma boa massa, um bom vinho e um bom papo. Sou tão facim assim não meu rei, exijo certa dedicação! Disse-lhe sorrindo e o beijando.
-Ao menos disfarça bem!
Rimos e nos abraçamos com carinho.
Seguimos para a terrazza onde estava servida uma pequena mesa para duas pessoas. A noite fresca com cheiro de ervas da Toscana era deliciosa, a companhia feliz do Cado era o máximo.
Conversamos sobre os meninos. A forma como os encontrei em final de orgia, os passeios que fizemos na ruas durante a noite nova iorquina, a viagem a Vancouver, os orçamentos da decoração e os móveis que escolhi. Ele me falou sobre o andamento da obra. Disse-me que até 15 de Dezembro com certeza estaria tudo finalizado, que sendo assim voltaria ao Brasil em 3 dias. Falei-lhe que eu iria a Napoli na Domenica (Domingo) pensava trazer o babbo e fazê-lo ficar comigo até todos chegarem para as festa de fim de ano. Usaria a desculpa de pedir que ele me ajudasse a fazer uma bela horta e novos plantios no pomar. Queria que tivéssemos na Villa todos os temperos básicos, alguns legumes e mais frutas, principalmente uns 3 ou 4 tipos de pomodoro (Tomate). Também queria umas duas vacas, algumas cabras e uma búfala, seria meu presente para o Lipo.
O Cado como sempre sorria e consentia em tudo. Ele estava feliz por eu finalmente estar de bem com a vila.
Eu penso em morar lá quando voltar da viagem pela Ásia. Voltarei a ser um executivo, claro! Cuidarei dos escritórios de África e Germânia, participarei dos conselhos e projetos. Mas morarei numa vila com cara de fazendinha. Grazzie a Dio a tecnologia hoje permite que eu fique um bom tempo dirigindo as coisas pelo home officce. Meu grande sonho é fazer com que o Cado passe comigo ao menos metade do ano. Fazendo o mesmo que eu pretendo fazer. Trabalhar como executivo, dirigir o que puder de casa mesmo, delegar mais poderes ao Rick, aos outros executivos, e ao Lipo com ajuda do Léo. Ficarmos nós dois cuidando do planejamento e na execução de grandes projetos.
Posso parecer adiantando demais em meus planos. Sei que sou muitíssimo novo. Mas pretendo ter meu bambino e pretendo fazer o Cado ter uma bela, saudável e longa vida. Não posso me furtar de pensar em nossa diferença de idade. Dizem que os 50 são os novos 40, mas os problemas coronários, cânceres e stress matam cada vez mais cedo. Quero viver muito ao lado de meu coroa gostoso, quero aproveitar cada minuto com ele, quero ver meu bambino correr pelos campos, brincar com os animais, ter um pouco da infância campesina que tive.
Pois é amigos! Este cara aqui sonha em ser putão-executivo-dona-de-casa-pai-de-familia-amante-ideal. Bem a cara de meu ego mesmo. Mas as mulheres conseguem. Porque um homem não pode conseguir?
O dia da partida do Cado me foi triste. Lembrei-me de uma das musicas mais belas de Cole Porter.
“Ev’ry time, you say goodbye”
 Everytime we say goodbye, I die a little,
Everytime we say goodbye, I wonder why a little,
Why the Gods above me, who must be in the know.
Think so little of me, they allow you to go.
When you're near, there's such an air of spring about it,
I can hear a lark somewhere, begin to sing about it,
There's no love song finer, but how strange the change from major to
Minor.
Everytime we say goodbye, I die a little.

(não pus a tradução para não me alongar demais, mas procurem no Google os que não forem muito íntimos do inglês)

Existem palavras mais belas sobre o sentimento da despedida?
Esta música me foi apresentada pelo meu melhor amigo, numa de nossas noites em que ele me apresentava ao blues, soul e ao jazz , enfim a belíssima musica negra americana do século XX. Nunca falei dele aqui, pois ele não me permite. Mas sempre que penso na beleza desta poesia em forma de música eu o agradeço.
MSH,meu amigo querido!  Sei que você me lê sempre. Saiba que as palavras desta música são para você também.

Voltemos!
O Cado se foi no Sábado. No Domingo de madrugada fui para Napoli dirigindo. Resolvi ir de carro para trazer o babbo sem tanto sobe e desce. Eu tinha ligado pra ele antes, já o tinha convencido a vir comigo. Dificil seria mantê-lo o mês todo até o pessoal chegar. Então pensei em ir inventando coisas para ele fazer. Faríamos uma pista de bocha. Alguns dizem que é um jogo de velhos, mas o babbo adora e eu e o Lipo sempre jogamos com ele. O Vecchio feliz demais dizendo que fazia tempo que não nos dava uma surra e estávamos precisando lembrar quem é o campione  de la famiglia.
É bom chegar em Napoli! O cheiro do mar! O napolitano falado nas ruas me lembra casa.
Abri os portões do sítio do babbo e me dirigi a casa principal, havíamos feito algumas reformas e a casa estava muito bonita. Impressionava-me como o babbo mantinha um cuidado exemplar, parecia ter uns 20 empregados. Na verdade trabalhavam fixamente apenas o babbo, um ajudante fixo e outro que vinha para tarefas mais trabalhosas. Talvez seja o trabalho duro que o mantenha tão saudável. Um Vecchio em plena forma de seus 60 anos. Porte de touro. Herdei sua altura e o Lipo seus belos olhos claríssimos. É um típico napolitano, falastrão, trabalhador e risonho.
Surpreendi-me ao vê-lo na porta de entrada já com sua mala de viagem pronta. Pensei que fosse dar mais trabalho.
Saltei do carro sem abrir as portas, estava num conversível. Vê-lo sorrindo e de braços abertos fez meu coração pular alegre dentro do peito.  Foi um encontro de touros, nos batemos forte num abraço viril e fraternal. Beijei suas faces e ele as minhas.
-Figliolo! Come va?
-Mio Vecchio! Sono Felice, sono con te. (Meu velho! Estou feliz, estou contigo)
Ficamos mais alguns minutos abraçados, em parte matávamos a saudade, em parte eu tinha medo. Sabíamos que o natural, seria agora correr para abraçar a mamma.  A mamma que não mais estava lá esperando eu desgrudar dos braços do mio babbo para abraçá-la e rodopiar com ela no ar enquanto ele me beijava e pedia que a deixasse no solo.
Senti as mãos dele me acarinhar a nuca. Sei que a mesma imagem se repetia na cabeça dele. Ele me afastou e olhou-me uns segundos. Seus belos olhos estavam brilhando felizes. Mudou de assunto como que para nos tirar daquele impasse doloroso.
-Andiamo via? (Vamos!)
-Piano babbo! Sono arrivato um átimo fa.  (Calma Pai! Acabei de chegar)
-Va bene! Scusa figlio. Voglie mangiare, bere qualcosa? (Está bem, Desculpa filho. Quer comer, beber alguma coisa?)
-Quero entrar, ver o sitio. Fazer um lanche. Prego?
-Claro! Entre figlio mio. Não tem nada diferente no sitio. Tudo igual. Já dei as ordens, mas saiba que virei aqui de 10 em 10 dias. Tem pão na cozinha, vou pegar queijo e vinho.
Sentei-me na borda da mesa da cozinha, o reino da mamma. Procurei não pensar nisso. Peguei um grande pedaço de pão partindo-o com as mãos. Derramei azeite num prato. Molhava o pão e sentia o gosto caseiro e verde do azeite feito pelo babbo. Ele voltou com uma roda de queijo. Partiu uns pedaços e serviu-me num prato. Pegou um copo e se serviu de vinho. O meu encheu até a metade e misturou com água.
-Babbo nom sono bambino!
-Estás guiando. Depois que você cresceu está com mania de me questionar!
-Perdona babbo.
-Coma sentado, na cadeira. Sua mamma não gostava que vocês comessem de pé.
-Sì signore.
 O babbo sabe como ninguém me fazer sentir um garoto de dez anos de idade. Aliás, a mamma também fazia isso, no lugar dele ela já teria me dado um tapa por estar comendo de pé com a bunda apoiada na tavola (mesa). Isso deixava o Cado feliz que só ele, o safado adorava me ver obediente come un bambino.
Conversamos sobre coisas do sitio e sobre o que eu gostaria de fazer na vila. O telefono de casa tocou e o babbo foi atender. Fiquei sentado olhando para o fogão à lenha. Veio-me à lembrança do sítio no Brasil, do cheiro de lenha e ervas, do sorriso da mamma nos servindo Il pasto, o Lipo encostado junto a ela batendo a massa da pasta de todos os dias. Quando o babbo voltou eu estava com o rosto entre as mãos chorando. Ele parou à porta e me olhou meio constrangido. Depois veio até mim. Me fez levantar e me abraçou dizendo.
-Lo so, figliolo! Anche io às vezes não suporto entrar aqui. Parece-me que ouço a Cali cantando enquanto cozinhava. Comendo aqui, chego a sentir o cheiro dela, e penso ver o sorriso carinhoso quando eu lhe segurava as mãos, ou quando ela contava orgulhosa a alguma visita de suo belli figli. Um dia doerá menos. Pra nós três.
-Queria ter estado mais tempo com ela babbo. Não fui um bom filho.
-Não fala isso! Nunca vi uma madre tão orgulhosa de seu primogênito. Você foi o melhor filho que ela poderia ter tido. É o melhor filho para este Vecchio turrão.  Não falo tanto quanto eu deveria, mas sou orgulhoso do uomo que se tornou.
Chorar, comer,beber e jogar Il calccio (futebol), esportes nacionais italianos! Enxuguei as lagrimas e mudei de assunto chamando-o para fechar a casa e seguirmos viagem.
O babbo fechando as persianas me fala.
-Figlio! Vamos passar em Ercolano (Herculano) no caminho?
-Ercolano é mais ao sul babbo, que quer fazer lá?
-Uma visitinha rápida. Pode ser?
-Isso tá me cheirando a buceta babbo!
-kkkkkkkkkkkkkkkkk, e das melhores! Una cona! un cullo, tetas di musa. (buceta, bunda, peitos de musa!)
-Vecchio safado! Essa amiguinha tem outra pra mim?
-Com sorte sim, mas se não tiver você se vira! Precisarei de umas horas para dar cabo no fogo da ragazza.
-Va bene babbo! Vamos a Ercolano. Mas bem que você podia me dar uma forcinha, falando pra sua amiguinha me arrumar uma companhia decente. Ou podemos dividir a tua amiguinha.
-Nem vem que aquela ali é uma inauguração que precisa de homem experiente e não um bambino.
-Olha só pra esse Vecchio! Nunca decepcionei nossas amigas. Il signore está com paura de eu estar em melhor forma.
-KKKKKKK, terás comer muito mingau.
Sorrimos e fomos abraçados até o carro. Pegamos a Via Arturo Consigli  rumo a pequena Ercloano. Éramos agora dois homens que falavam de mulheres, contavam suas conquistas, exageravam seus feitos, discutiam futebol exaltando a Azurra e a seleção brasileira. Os vinte e poucos anos de Brasil fizeram mio babbo também ser um mezzo brasiliano. Tem orgulho de ter nos criado numa terra tão bela e hospitaleira. Diz sempre que o Brasil tinha sido um vero babbo. Menos de meia hora, eis  Ercolano, cidade vizinha a Pompei (Pompeia), duas das cidades destruídas pela grande erupção do majestoso Vesúvio no ano de 79. É considerado um vulcão ativo. Ultima vez que expeliu lava foi em 1944. Napoli vive a sombra do gigante que segundo os geólogos destruirá a cidade e matará milhões em sua próxima grande erupção.
O babbo guiou-me até uma simpaticíssima trattoria. Entramos e fomos recebidos por uma donna esplendorosa, de uns 40 anos, lembrava a beleza da Sofia Loren no delicioso filme de De Sica “Matrimonio all’italiana”
Falei ao ouvido do babbo, enquanto a Donna vinha de braços abertos e um sorriso de derreter qualquer macho.
-Eu quero também.
-Cala a boca moleque! Disse o babbo.
Ela o abraçou com carinho assoberbado. Notei que o safado do Vecchio passou a mão na bunda dela que sorrio cheia de dentes. Em seguida fui apresentando.
-Ma che bello uomo! Ela disse, me sorrindo gentil.
Abraçou-me com carinho depois de me beijar. No abraço eu fazia sinais com os olhos para o babbo que fazia sinal em resposta que se eu me ousasse mais um pouquinho apanharaia. Pra completar o vexame  ele me mandou fazer la spesa (compras de mercado)como se eu fosse um moleque de recados. Mas ai dei uma sorte inesperada. Ela pede que o filho me acompanhe e também faça compras para o restaurante.
O garoto meio fresquinho, parece um carioca, tal o bronzeado da pele. Cabelos muito lisos presos num rabo de cavalo, corpinho palestrado (malhado de academia) e cara cheia de espinhas. Mas uma bunda de fazer chorar de bela.
Pronto! Eu que já estava excitado com a mãe, cismei de ganhar o rabo do garoto. Para me precaver de alguma demora, perguntei se ela se incomodava de seu filho mostrar-me o scavo (sitio arqueológico) de Ercolano. Como ela estava doidinha pra ficar a sós com o babbo, foi mais fácil que comer cú de bêbado.
Entramos no carro que deixou o garoto que não parava de me olhar pelos cantos dos olhos, muito bem impressionado.
-Una Maserati Cabrio!
-Já andou numa?
-Nunca! Vai ser minha primeira vez.
Sorri de modo cafajeste e disse.
-Que bom! Podemos fazer um monte de coisas pela primeira vez esta tarde.
Entramos no carro e imediatamente dei-lhe o telefonino dizendo que chamasse o supermercado e fizesse as compras. Assim teríamos tempo para dar umas voltas e pegaríamos os pacotes na volta para o restaurante. Perguntei-lhe se não queria me levar até uma praia mais sossegada e experimentar guiar um pouco o carro.
-Posso mesmo?
-Você tem quantos anos?
-18.
-Então tá na hora de dirigir una vera macchina!
No caminho eu perguntava sobre coisas banais. Estudos, namoradas, musica. A todo o momento eu punha a mão no meu cacete que já dava sinal de vida e quase gritava para sair dos jeans. Sabia que o garoto estava prestando atenção mais ao meu entre pernas que ao caminho e ao carro. As vezes demorava a responder tão concentrada sua visão estava. Desabotoei o primeiro botão reclamando dos jeans justos demais. Paramos numa bela encosta que dava para a beleza do mar mediterrâneo em todo seu verde esmeralda.  Olhei para o garoto e sorri, agradecendo-lhe ter me trazido até ali. Disse-lhe que queria mijar e soltei do carro.
Fiquei do lado da porta, tirei a camisa tentando aquecer-me com o belo sol de outono, mas também para me expor ao garoto.  Desabotoei o resto dos botões do jeans e pus o bichão pra fora. Mesmo tentando disfarçar, dava para perceber que o moleque estava com a boca salivando. Fingi não perceber e brinquei mostrando-lhe como eu estava excitado e seria difícil mijar assim.
-Acho que foi a calça roçando nele que me deixou assim.
Ele olhava fixo.
-Já viu um deste tamanho? Perguntei enquanto expunha a glande.
Ele meio sem graça.
-Só em filmes de sexo.
-Quer pegar?
Ele não respondeu, apenas olhou para os lados. Estávamos sozinhos, naquela época e hora eu tinha certeza que ficaríamos a vontade.
-Pega! Sei que você quer.
Ele veio devagar, parou a meio caminho. Eu disse.
-Pega garoto, não vou ficar aqui de pau duro pra sempre! Falei esta frase num tom mais áspero.
Ele veio com a mão. Tentou agarrar o matteuzão por inteiro, mas tinha espaço para mais uma mão. Ele o segurou com as duas, apertou um pouco. Fiz ele dar um pequeno salto. O garoto sorriu.
-Faz um carinho nele!
O leke começou a mover para frente e para trás, Cobrindo e descobrindo a glande.Tinha os olhos fixos na rola. Isso me excitava mais ainda.
No começo as mãos estavam frias, com certeza pelo nervosismo. Aos poucos suas mãos estavam quentes, macias.
-Põe na boca! Faz o que quiser com ele. Tira sua camisa.
Apareceu um peito jovem sem pêlos, tórax firme, pele bronzeada de quem está sempre na praia. Com uma mão soltei os cabelos dele. Se não fosse seu corpo de machinho pareceria uma menina devido ao rosto delicado apesar das espinhas. Sozinho ele abaixou as próprias calças e ficou de joelhos sobre a cadeira de motorista do carro. Ficou mais alto que meu umbigo. Quando as calças dele chegaram ao joelho exibiram uma bela bunda branquinha, redonda e firme, sem um único pêlo. Nossa! Suspirei. Eu parecia um lobo prestes a devorar o mais novo e tenro cordeiro do rebanho. O garoto tem uma boca de veludo!  Meu cacete brilhava no sol quando ele tirava da boca e olhava com admiração. Passei as mãos naquelas montanhas de músculos firmes, lisos e suaves como pêssego. No movimento enterrei mais de meu cacete na sua garganta. Ele quase vomitou.
-Você vai aprender a mamar direitinho moleque.
Mandei-lhe que voltasse para o banco do carona. Tirei as calcas ficando apenas com as boxers no meio das canelas. Sentei na cadeira do motorista, pedi que ele se sentasse no meu colo de frente pra mim. Assim feito, ficamos cara a cara. O moleque estava com sua rola pequena e grossa batendo na minha que lhe encostava o umbigo. Segurei-lhe firmes os cabelos e dei um beijo. A principio senti seu corpo tremer. Em segundos ele estava entregue. Pronto! Basta de beijos, muitas espinhas. Gosto não! Eu o fazia rebolar no meu colo. Estava louco para comer o rabo do leke, mas queria que ele pedisse. Devagar eu massageava a entrada dele, logo depois meti o dedo.  Ele depois de se contrair num espasmo, relaxou deixando-me livre. Fi-lo passar para o banco traseiro, baixei os bancos da frente, o deixei com os cotovelos apoiados na tampa do porta-malas. Mandei que arrebitasse mais a bunda, dei um tapa de forma gentil, ouvi um gemido, dei outro mais forte. Cai de língua e beijos naquele cuzinho novinho que piscava ansioso. Ele gemia cada vez mais alto. Às vezes eu o abraçava por trás e o beijava. Até que ouvi o que eu tanto desejava.
-Me come!
-Tem certeza garoto?
-Te prego! (Por favor)
Peguei uma camisinha e lubrificante no porta luvas. Enchi o rabo do garoto de gel, encapei o pau e comecei a investida de forma muito lenta. Esperava que ele relaxasse me dando oportunidade de invasão. Na primeira relaxada dele,  entrei com a cabeça. Um grito alto me fez tapar-lhe a boca. Sem necessidade, ninguém ouviria. Perguntei se queria que eu parasse. Ele me pediu calma e que o deixasse relaxar de novo. Brinquei com minha língua em seu pescoço e orelhas, dizia-lhe as coisas mais sacanas no ouvido. Finalmente o relaxamento esperado, junto com pedido para continuar. Fui entrando calmamente. Segurava-lhe firme as ancas. Alguns minutos depois estava todo dentro dele.
-Você me engoliu inteiro meu putinho gostoso! Falei.
Alguns minutos parados para que ele se acostumasse. O cara tinha um cú apertado do caralho. Piscava em volta de meu pau.
Comecei a bombar devagar, logo depois ele mexia gostoso. Eu via aquele rabo delicioso me engolir de forma gulosa. Ele mesmo forçava os movimentos para trás como se mais quisesse.
Dei um tapa nele.
-Garoto que delicia de cullo! Mexe pro seu maschio.
Ele gemia de forma descontrolada. Mudei de posição, ficando ele  com os braços apoiados no capô do carro.mandei que ele. De pé aumentei o ritmo. Senti que ele gozaria em instantes. Sentia as contrações de seu esfíncter anunciado um gozo em que ele não tocou no pau, vi um jato forte de porra cair sobre o capô.  Saí de dentro dele, e tirei a camisinha.
-Você vai me beber garoto!
-Nunca fiz isso!
-Vai conhecer um gosto de macho hoje! Abre a boca e me faz gozar.
Ele me punhetou, fazendo como eu mandava, apertando meu cacete. Segurei-lhe a cabe, quando senti vindo o orgasmo. Gozei dentro de sua boca. Olhando para ele vi uma boa quantidade lhe escapando.
-Bebe tudo cara, não desperdiça.
Ele sugou o que escapava com a língua e ajuda dos dedos. Mandei que ficasse com meu pau na boca até que amolecesse. Ele ficou e pareceu ter prazer nisso, pois não parava de sugar. Parecia um bezerrinho.
-Isso meu bezerrinho pega tudo! Gozei pra você!
Tomamos um belo banho de mar. Estávamos cheirando a sexo. O moleque não tirava um largo sorriso da cara. Voltamos nus para o carro. Abracei-lhe dizendo que tinha adorado fuder com ele. Ele me surpreendeu dizendo que fora umas brincadeiras com amiguinhos nunca tinha trepado de verdade. Sei não se era verdade! Poucos aguentam 23 cm de rola como ele agüentou. Arriei a capota do carro enquanto nos vestíamos. Ele sentou todo arrumadinho no banco do carona. Olhando aquela carinha safada, abri as calcas e mandei que ele fosse com meu pau na boca até chegar na cidade.  Ele não esperou uma segunda ordem.
Chegamos na cidade, pegamos as compras. Ao chegarmos na trattoria encontramos tudo fechado. Fomos ao terraço ajardinado do restaurante e vi uma porta. Perguntei o que era. Ele respondeu ser um toillet. Agarrei ele pelo braço, o levei até o toillet. Mandei que ficasse de joelhos. Abri as calças e falei.
-Quero te fuder de novo. Encosta ai na pia!
-Encapei a rola e meti, dessa vez mais firme. Comecei a bombar. Logo mandei ele sentar-se no balcão da pia. Levantei as pernas dele e meti de novo. Iniciei a meter com força. Ele tinha o pau duro.  Comecei a bater uma pra ele. Talvez devido ao lugar e a pressa, rapidinho gozamos. Depois de um abra,o e um beijo tirei a camisinha e fi-lo ajoelhar. Mandei que limpasse meu cacete. Ele caiu de boca. Por pouco não fiquei duro de novo. Ouvimos barulho de janelas abrindo no interior do restaurante. Recompomo-nos apressados. Aparecem os dois com caras inocentes e surpresas de nos ver no terraço. Nos chamam para comer.
O babbo me olhava com a cara mais safada que já vi na vida. Peguei por um momento, ele olhando o garoto de costas e notei que ele prestava atenção no andar do moleque. Balançou a cabeça e sorrio de leve.
Despedimo-nos. Poucos quilômetros depois perguntei.
-Valeu a pena babbo?
-Figlio quella Donna é una diosa. Mas parece que não fui o único a me divertir.
-Por que diz isso?
-Será que você aprendeu a fazer essa cara inocente comigo?
-Do que está falando babbo? Insisti.
-Matteo sei que você comeu o garoto. Ele tava andando como se tivesse sido estuprado.
-Que nada babbo.
-Sei o quanto você é tarado numa bunda figlio. No puteiro que eu te levava você já era famoso como devorador de cú.
Tive uma crise de riso. Olhei pra ele que também caiu na gargalhada, tive que encostar o carro até passar a crise hilariante.
Ele parou de rir e disse-me.
-Figlio! Credo que esta viagem será boa pra nós due. Estava com saudade de nossa parceria. Te voglio bene figliolo!
Beijei suas faces com carinho, fazia muito tempo que eu não tinha meu babbo tão perto de mim. Falo perto na forma como estávamos agora, rindo juntos, aprontando juntos. Estavamos juntos na doença da mamma, mas era difícil estarmos tão próximos como tem sido nesta temporada. Bom demais estar com mio vecchio devasso.

Perdoem-me  a mistura do português e italiano, me parece estranho estar com o babbo ou com o Lipo, e não mostrar um pouco da língua que falo em casa. Depois posto a segunda parte do conto. Tem mais aprontes que quero dividir com vocês.
Bacio,
Matteo