7 de ago. de 2011

NSP Cap 54 Vivi uma revolução!



Caraca galera que saudade de vocês!
Vou continuar de onde parei o conto. Desculpem a demora em voltar a postar, mas aqui no hemisfério norte é verão e eu como bom discípulo de Apolo, do Deus Sol, vivo perseguindo ele onde sua luz está mais poderosa, seu calor mais intenso. Italianos são loucos pelo mar, e minha metade mediterrânea não foge a regra. Estive circulando “al mare” junto a um amigo que mais tarde apresento a vocês. Fui a Ibiza levar o Lipo e o Leo, passei por Monte Carlo, fui a Nice e toda a bela Cotê D´Azur, sem esquecer-me da maravilhosa Costa Esmeralda, a Riviera Italiana de águas verdes e claríssimas, belas mulheres de fartos seios e homens que adoram um bronzeado, tal e qual qualquer garota carioca ou baiana.
Minha ultima parada foi um retorno as Ilhas Espanholas, dessa vez a bela Formentera que tá quebrando tudo nesse verão.
Ah! Essa não posso deixar para depois. Em Formentera avistei meu conterrâneo, o belo napolitano Fabio Canavarro, o capitão da Azurra! Preciso dizer que tive que ficar mais de meia hora na agua para desarmar a barraca?
Meu ultimo Post foi sobre meu niver. Não me lembro se tinha falado para vocês que eu planejava uma longa viagem pela Ásia. Pois bem, essa parte da  história começa com os preparativos dessa escapada.
Mio fratellino e o meu cunhadinho delicia voltaram para a New York congelada, pois era Janeiro, estavam em pleno ano letivo. Eu já cuidava da mudança definitiva do Cado, meu gato-mor-cinquentão-tudo-de-bom para a nossa villa. A Europa parecia ter entrado numa nova Era do Gelo, tamanho era o frio. Cada vez mais eu desejava o sol que eu sabia encontraria nas terras orientais.
Cado tentava de toda forma me dissuadi da viagem, pois, as manchetes gritavam que o mundo árabe estava preste a conceber uma nova revolução. Iêmen, Síria, Egito e Líbia pareciam querer mudar séculos de ditaduras. O Ocidente fingia que nada tinha haver com isso tentando esquecer que os tiranos que agora estavam para ser expulsos pelo povo foram por muitos anos sustentados pela Democracia ocidental.
Cado falava.
-Passe um tempo nos Emirados e veja o que vai se suceder primeiro, antes de se meter em terras revoltas.
Eu candidamente fingia que seguiria o conselho, mas nem por um momento passou pela minha cabeça perder a história sendo feita. Queria assistir de perto a tempestade que se anunciava nas terras onde Deus é nominado Alá. Queria ver o grande e renovador tsunami de areia que a juventude islâmica prometia. Minha cabeça aventureira fervia em pensar que eu seria coadjuvante e testemunha ocular no que os herdeiros do grande Guerreiro Saladino (árabes) prometiam. Afinal os mulçumanos já mudaram o ocidente uma vez quando invadindo a Península Ibérica iluminaram com sua arte, azulejaria, cerâmica, metalurgia, matemática, arquitetura, geometria a sombria Idade Média Europeia.
Cado ficou louco quando no aeroporto de Fiumicino, Roma, ele me viu atender ao chamado para embarque no voo que me levaria direto a Amã, capital da Jordânia. De lá eu pretendia atravessar o deserto, chegar a Israel, de novo cruzar o deserto e então atravessar o canal de Suez, e evitando as fronteiras em terra chegar ao Cairo e juntar meus gritos ao povo que na Praça Tahir clamava a renuncia do ditador Hosni Mubarak. Lembro a vocês que cheguei antes das coisas ficarem feias de vez, das coisas se tornarem violentas e governos do mundo inteiro resgatar às pressas são cidadãos.
Ás portas do Gate de embarque calei os protestos indignados do Cado com um beijo cinematográfico, um sorriso largo, um carinho suave no seu rosto que demonstrava toda sua preocupação e pus sua mão no meu peito fazendo-o sentir como batia forte mio cuore aventureiro. Consegui. Ele balançou a cabeça me prometendo uma boa bronca se eu não voltasse inteiro.
 Ao sentar na confortável poltrona da Primeira classe descubro em mim um pouco de Indiana Jones que buscando tesouros arqueológicos encontra aventuras sem fim. Sorri sozinho e decidi que eu merecia um chapéu igualzinho ao do herói Spilberguiano, assobiei a musica que durante gerações inspirou garotos hiperativos em brincadeiras de fundo de quintal. Pam, parampã, pam, parapã.
Sobrevoando Amã vejo os prédios de um tom cor de areia clara quase uniforme, percebo os primeiros prédios de arquitetura mulçumana, dezenas de ruinas romanas. No desembarque no aeroporto Rainha Alia, a cacofonia de dezenas de idiomas. Árabes, Persas, ocidentais de todos os continentes, homens de imprensa fazendo entrevistas a quem chegava ou partia. Ficou claro que o mundo islâmico estava em polvorosa com o que acontecia com seus irmãos de cultura e credo. Fora do Aeroporto tudo parecia mais calmo.  Uma bela cidade, ruas limpas, belíssimos prédios públicos. Passamos por um prédio que lembrou-me a Torre de Babel. O taxista me disse num francês carregado de sotaque que se tratava do Le Royal Amman, um luxuoso hotel e centro comercial. Perguntou se eu tinha reserva. Respondi que não, que preferia ficar num local mais “povo”. Pensei que se a grande onda chegasse a monárquica Jordânia os prédios e hotéis de luxo seriam as primeiras vitimas. Pedi-lhe que me levasse à casa de alguma família que alugasse quartos, de preferencia num bairro residencial. Assim conheceria um pouco mais da cultura local e evitaria aglomerações!  Outro jeito de fugir de uma bomba perdida.
Chegamos num prédio que me pareceu ter um milhão de corredores. Uma senhorita abriu a porta e percebendo o estranho que era eu se apressou a cobrir-se com um lenço. O taxista me explicou que a família era ortodoxa, mas, a serviçal era mulçumana. Lembrei-me de não dirigir a palavra a ela em respeito aos seus costumes, apenas acenei com a cabeça. Logo em seguida uma senhora loira com os cabelos fixos em muito laquê, vestida num elegante Kaftan, apertou minha mão me cumprimentando.
 "As-Salaamu 'alaykum"
- "Wa-'alaykum asalaam" Respondi, torcendo para ter pronunciado de forma correta.
Num inglês corretíssimo ela me disse ser armênia. Perguntou sorrindo se preferia que falasse em inglês, francês ou armênio. Imediatamente pensei,
“ ela deve estar brincando! Será que alguém que não seja armênio fala tal língua?”
Respondi que se o francês dela fosse tão bom quanto o inglês eu adoraria. Brinquei que como bom italiano prefiro as línguas latinas.
Ela chamou um rapaz que me pareceu ser seu filho maior e me apresentou como novo hospede. Pediu-lhe que me mostrasse o apartamento que achei um labirinto de salas forradas com tapetes tribais dos Bálcãs e quartos decorados ao estilo árabe. Surpreso com o tamanho do imóvel que me pareceu ser a junção de vários. Fui brindado com um bom aposento, refrescado por imenso ventilador de pás que lembravam-me asas de uma libélula gigante, belos tapetes turcos, almofadas em excesso. Uma treliça escondia uma banheira imensa de louça, num canto uma pia de mármore muito antigo e uma janela que dava vista para um parque meio decrépito, mas repleto de belas oliveiras. Adorei!
Durante o jantar conheci o chefe da família. Um funcionário público de médio escalão que vivia de um salário mediano somado as propinas e os aluguéis que seus quartos lhe rendiam. Era uma família favorecida pelo cargo do chefe e por ser fluente em idiomas ocidentais. Isso facilitava a locação dos quartos para hóspedes estrangeiros, muitos deles fotógrafos ou jornalistas. Também me aproximei mais do jovem que mais cedo me mostrou o apartamento. Era um apaixonado por futebol, interessado pelo Brasil e sua cultura. Rapaz simpático, magrelo de olhos curiosos e inglês fácil.  Perguntava-me tudo que lhe vinha à cabeça sobre o país do qual só sabia que produzia bons jogadores de futebol, havia uma festa indecente chamada carnaval e que ultimamente estava na mídia devido ao Presidente que um dia foi operário. Eu lhe falava sobre a nossa realidade, sobre a convivência pacifica de varias religiões, etnias, a imensidão de nosso território, a diversidade de nossos costumes.
No dia seguinte corri a cidade. Apesar de ser famosa pelo frio durante o inverno, o céu estava limpo e brilhava frio, sentia-se a cheiro de cidade antiga, Amã é uma das cidades mais antigas do planeta. Diz-se que se tem registros de civilização de 8.000 anos ac. Foi originalmente construída  sobre sete colinas assim como Roma. Conheci belas ruinas romanas em uma cidade cheia de história. Já se chamou Filadélfia, foi invadida por assírios, persas, gregos, romanos, otomanos. Durante a recente década de 70 conviveu com grandes conflitos entre o exército jordaniano e a temida Organização para Libertação da Palestina a OLP, quando esta ainda atuava como grupo terrorista. Mesmo assim não deixou de receber levas e levas de refugiados palestinos quando o poderoso estado de Israel resolveu crescer suas fronteiras à bala.
Apesar ou pôr tudo isso Amã é uma festa para quem curte arquitetura e arte. Vi belas mesquitas, igrejas, ruinas de anfiteatro e templos. Surpreendi-me com diversas torres de vidro que me fizeram lembrar cidades americanas.
Fui ao mercado central da cidade. Uma festa de sons, cores e cheiros de especiarias que fizeram a Europa inteira um dia se movimentar em busca das poderosas ervas que conservam, dão sabor e cor ao alimento, melhoram a saúde e temperam a libido. Neste mesmo mercado conheci um cara de minha idade. Um irlandês divertido, acho que o cara mais ruivo que já vi na vida. Seus cabelos em cachos vermelhos e sua pele translucida me faziam pensar estar na companhia de um arcanjo. Sorriso sempre aberto e mania de dar tapas nas costas. No segundo tapa enchi a mão e dei o troco. Acho que usei a brutalidade na medida, pois apesar de ser do meu tamanho eu sou bem mais largo. Nunca mais o sujeito me deu uns daqueles miseráveis tapas espalmados que me fizeram curvar e tremer de ódio. Ficamos bons colegas. Vi seus olhos brilharem quando eu disse-lhe que tinha um esquema para chegar ao Cairo que a esta altura tinha tornado a praça Tahir o nome principal das manchetes no mundo inteiro.
No dia seguinte seguimos às quatro da manhã em direção a Al-Karak atravessando um deserto que soprava um frio cortante que trazia no vento grãos de areia que pareciam chicotadas quando batiam no rosto. De Al-Karak, seguimos para o extremo sul na província de Aqaba. Chegamos à cidade do mesmo nome capital da província e decidimos depois de ver que era seguro cruzar a fronteira direto por terra. Chegamos a Eilat uma cidade balneária com ares americanos. Bastante moderna. Bela praia de areias pedregosas à frente e nas costas montanhas de cor ocre. Mulherada bonita do caraio e homens interessantes. Mas eu estava focado no povo árabe. Tava doidinho para experimentar um homem árabe bem típico. Daqueles de nariz reto, olhos negros, barbas cerradas, tez morena. Além disso, meu alvo era a agitação das ruas do Cairo.
Eu já havia estado no Cairo e tinha ficado surpreendido com a loucura do transito. Mesmo eu acostumado com o transito de Roma e Paris. Mas nestas cidades é uma loucura ordenada. Lembro-me que uma vez fiquei dando voltas no Arc de Triomphe sem saber como sair daquela ciranda sem fim. Acho que na quinta volta resolvi fazer como os franceses. Simplesmente liguei a seta meti a cara do auto de frente a Avenue de Champs Elysée e segui rindo de mim mesmo para a Place Vendôme.
Surpreendi-me tanto no Cairo como em Alexandria do barulho infernal que os motoristas fazem com as buzinas do carro. Se tem gente que entra no carro e liga o som, acho que os egípcios testam a buzina. No transito egípcio circulam carroças, autos, pedestres, todos ao mesmo tempo e ninguém dá a mínima a sinais.
Passamos pelo posto de fronteira onde israelenses de bons humores nos deixaram passar facilmente. Ian, o irlandês, disse-me que se surpreendeu com o bom-humor dos soldados. Respondi que eles devem estar achando que somos loucos indo em direção ao olho do furacão e que talvez não estejam tão bem humorados quando o assunto for reentrar. Imediatamente o sorriso na cara do Ian se tornou uma incógnita. Fiquei pensando que ele estava pensando por que teria me seguido até ali, onde o mundo parecia que ia entrar em guerra se você peidasse fora de hora.
Em Ras el Masri fizemos contato com o guia que nos levaria pelo deserto egípcio. Fiquei todo feliz quando vi o Land Rover em que viajaríamos. Quando cheguei mais perto vi que deve ter sido um dos primeiros exemplares e que na verdade deveria pertencer a um museu. De repente me imaginei perdido pra sempre naquele deserto tendo que comer ou o guia ou o Ian. Digo comer literalmente, tipo bifinho de coxa. Depois caiu a ficha e percebi que se rolasse bifinho de coxa seriam das minhas coxas ou das do Ian, afinal o egípcio devia estar mais acostumado com as agruras daquele mar de areia.
Ahh! Pensei. “O Indiana Jones daria um jeito!” Sentei naquele banco forrado com uma coisa que nem imagino o que seja.
Apesar de amar os desertos, eu estava morto de cansado, troquei de lugar com o Ian e deitei no banco de trás na tal coisa que era até aconchegante. E dormi acho que mais da metade do caminho. Finalmente no começo da noite entramos numa Cairo que parecia estar deserta. O guia sorria me dizendo que a cidade estava tomada pelo exercito, mas que não nos preocupássemos, pois eles estavam simpáticos à causa dos revolucionários. Ao ouvir a palavra “revolucionários” me dei conta da realidade de onde havia me metido.
Depois que passamos os subúrbios vimos ruas com trincheiras.  Num bairro que me pareceu elegante e deserto soubemos que haviam atacado um hotel de luxo. Perto de centro entramos numa garagem e o guia me disse que iriamos por dentro dos prédios e por vielas mais escondidas. Deixamos o carro numa garagem, pegamos as mochilas. Por segurança o guia deu um agasalho com capuz para que o Ian escondesse sua brancura e seus belos cachos ruivos.
De repente ouvimos gritos que mesmo sem entender identificamos como palavras de ordens. O guia disse que estávamos perto da Praça Tahir. Subimos por uma escada escura e saímos no corredor de um prédio de salas comerciais. Fomos ao terceiro andar e o guia abriu uma sala de escritório, disse que ali nós ficaríamos hospedados. Ele nos levou a sala seguinte. As vozes vinda da praça pareciam estar muito próximas agora. Assim que ele descortinou uma janela envidraçada e descerrou as venezianas de madeira vimos a imensa praça redonda cheia de uma multidão que cobria todo o território. Não se via o chão. Mio cuore disparou emocionado. Vi gente do povo com cartazes em árabe e inglês vi senhoras com velas na mão. Vi barracas enroladas sendo abertas para eles acamparem na praça. De algumas janelas e terraços vizinhos vimos câmeras de TV nos ombros de valentes cinegrafistas e vimos soldados fechando as ruas que davam acesso à praça. Apesar da brutalidade transmitida pelos tanques. Era visível que eles estavam irmanados com seu povo. Parecia impossível qualquer um deles disparar num patrício por ordens de um tirano que estava à beira da ruina.
Passei a noite dependurado na janela assistindo o povo cantar hinos nacionalistas. No radio as noticias da BBC de Londres era de que todos os países ocidentais já haviam retirado seus cidadãos. Também davam noticias de que o governo egípcio havia suspendido o trafego pela internet. Era quase impossível conseguir chamadas internacionais. Nas redes locais de TV viam-se ataques que tentavam conter a população, ora e outra um estrangeiro aparecia nas tvs estrangeiras dizendo estar preso num hotel com medo de circular pelas cidades. Nosso guia nos aconselhou a esperar acalmarem as coisas para que saíssemos dali. Dormimos por dois dias e três noites no chão de um escritório de advocacia. Depois conseguimos nos mudar para um apartamento próximo. Ali uma família estava hospedando alguns jornalistas asiáticos e estudantes valentes que se mantinham de pé para assistir os acontecimentos que poderiam mudar a história do país que por muitos anos mediou à relação de Israel com os Árabes.
O Egito é uma civilização antiga que entrou em declínio depois da queda brutal de Cleópatra VII, ultima descendente da linhagem Ptolomaica. Esta mesma linhagem era de descendente dos gregos e macedônios  que com a morte de Alexandre o Grande teve esta parte do seu antigo império herdado por seu general o Bravo Ptolomeu. Uma rainha que se tornou mito por sua inteligência, astúcia e por Elizabeth Taylor. Não consigo imaginar uma Cleópatra diferente de Lyz Taylor! KKKK.  Mas a verdadeira Cleópatra caiu, caiu na tentativa de ser maior que Roma, caiu para tentar restaurar a grandeza de seu império, caiu por amor a um bravo general que estava em declínio físico e moral por noitadas de bebidas e sexo com cortesãs e garotos de cara de anjo. Típica queda de um Romano! Triste fim para um grande soldado.
Na nova estalagem conheci um garoto do Alto Egito! Lembram-se das aulas de história egípcia? Duvido! Aposto que na aula estavam prestando atenção no coleguinha gostoso que fazia parte da turma barra pesada no fundão da sala! KKKK
Alto Egito fica no sul. Karin era da cidade de Aswam! Tinha o corpo largo de quem nadava desde a infância, cabelos pretos que brilhavam quando sol lhe batia o alto da cabeça. Cheiro de sândalo e calor. Nariz imenso, sobrancelhas grossas, pareciam pintadas, olhos sempre ativos. Falava um inglês com sabor britânico,  tinha os dentes brancos sempre expostos num sorriso amplo. Sua pele parecia que era feita da areia do Sahara. Brincando eu o chamava de Ptah, antigo deus que era considerado o protetor de Memphis antiga capital egípcia. Ele mostrava conhecimento na história recente de seu país e estava animado com o que poderia acontecer. Vi seus olhos procurando pelos meus diversas vezes. E os meus estavam sempre prontos a lhe receber a mirada que me transmitia carinho e admiração.
Na segunda noite amontoados no quarto que estávamos, dormimos com o corpo colado devido ao frio e como desculpa para estarmos quase se misturando num só. Tudo isso era feito de forma discreta. O irlandês ainda não tinha percebido. Quando percebeu nossos olhares, ele me disse.
-Estranho esse menino! Está sempre de olho em você! E você parece retribuir.
Respondi.
-Parece não! Eu quero ele! Ele vai ser meu!
Depois de uma cara estranhando minha resposta ele relaxou e não mais se meteu.
Com o Karin, meu Ptah, comecei a frequentar a praça que estava sempre cheia. Todos os dias o governante vacilante fazia um discurso na TV, todos congelavam esperando ouvir a aguardada renúncia. Depois ele sumiu por três dias e começaram rumores de que ele estava amealhando tudo que saqueou do país para uma fuga espetacular. Ouve momentos que corriam boatos que não passaria dessa noite. A todo o momento mais um integrante do governo saltava do barco que eles sabiam estava prestes a afundar. Os egípcios estavam tensos e esperançosos. Na Praça Tahir que naquele era o centro das atenções tanto no mundo oriental quanto ocidental atenção era constante, mas havia também um ar de “vamos conseguir” uma luta por direitos justos. Outras praças do Cairo e dio Egito inteiro também contavam com seus soldados da liberdade, mas Tahir era o centro, com certeza por ser na capital, com certeza pela importância e imensidão da praça.   Sentia-se no ar que o povo havia finalmente tomado conta da situação. Ao mesmo tempo chegavam noticias de as coisas esquentavam no Iêmen.
Com os problemas para transmitir noticias, logo alguns nerds deram um jeito e começaram a ser feitas ligações via celular para os países vizinhos e por meio dessa chamada era conectada a internet. Dei meu smartphone para o Karin que se tornou uma espécie de correspondente para sua faculdade, ligando para parentes de amigos e quem mais pedia noticias, e transmitindo por seu blog tudo que era possível. Eu o ajudava como podia, corri com ele atrás de pessoas que eram procuradas por parentes distantes. Prestávamos atenção em tudo que era falado. Não dávamos crédito as noticias das redes estatais.
Ficamos cada vez mais íntimos. Sempre estávamos juntos. Quando eu menos esperava ou quando sabíamos de algo importante sentia sua mão agarrar a minha com força. Isso não é estranho na cultura árabe. Amigos andam de mãos dadas.
Nunca vou me esquecer! Numa tarde  de sexta feira, dia 11 de Fevereiro, comíamos frutas secas num balde doado por locais. Estávamos encostados num tanque de guerra, oferecendo frutas a um soldado em favor de informações. Foi quando toda a praça de repente ficou num silencio sepulcral. Televisores espalhados mostrava um Hosni Mubarak cansado e nervoso.
O Karim traduzia para mim. De repente ele pulou no meu pescoço. Toda a praça entrou num jubilo inesquecível. Não foi preciso que ele traduzisse pra mim.
Hosni Mubarak havia renunciado ao governo após 30 anos no poder.
As lágrimas de Karin se juntaram ás minhas. Um carnaval tomou conta do país, buzinas tocavam, pessoas se abraçavam. Soldados que antes estavam de pé sobre os tanques baixavam armas e se irmanavam com seus patrícios. Todos pulavam de contentamento. Bandeiras balançavam dos prédios, crianças nos ombros de seus pais agitavam os braços alegres pela imensa alegria que contagiou a todos no momento. Tínhamos conquistando o mundo! Eles tinham conquistado o bem mais precioso de todos! A liberdade! Haviam redescoberto o poder que deles emanava.
Karin, meu Ptah, agarrou minha mão e me fez correr toda a praça. Entusiasmado o pus nos meus ombros e dancei com ele lhe segurando as mãos. Depois o tirei de cima de mim e disse-lhe.
-Meu Ptah vocês conseguiram, todos vocês conseguiram! Estão mudando tudo que há em volta de vocês. Desejo que sua nação se levante, que seu povo viva melhor. Tudo está nas mãos de vocês agora.
Ele enxugou uma lágrima que não vencia a barreira de seu nariz grande. Segurou minhas mãos e me levou numa viela cheia de barracas de dormir. Por detrás de uma dessas barracas senti seu corpo forte se juntar ao meu. Seu coração estava abaixo do meu. Juntos éramos uma bateria inteira de escola de samba. Vi que ninguém nos via e apertei mais ainda seu corpo junto ao meu, levantando-o para que eu alcançasse sua boca que imediatamente se abriu para minha língua. Invadimos uma barraca e nos agarramos como loucos.
Eu sentia seu cheiro forte de sândalo, sua boca corria pelo meu rosto querendo-me beijar todos os poros. Nossas mãos enlouqueceram num frenesi erótico de busca por descobrir o outro. Riamos e arfávamos. Línguas sugavam um suor que era puro desejo. Espalhei-me no seu peito de areia, liso, moreno, quente, pulsante! Ele gemia de uma forma que me enlouquecia. Seus negros cabelos grossos estavam emaranhados nos meus dedos que tentavam em vão um controle.
Eu esqueci o inglês e voltei a falar em italiano, e levado pelas emoções que vivemos disse um poema de Herman Hesse que em minha língua é belíssimo:
Perche’ ti amo, di notte son venuto da te
cosi’ impetuoso e titubante
e tu non me potrai piu’ dimenticare
l’ anima tua son venuto a rubare.
Ora lei e’ mio – del tutto mi appartiene
nel male e nel bene,
dal mio impetuoso e ardito amare
nessun angelo ti potra’ salvare.

Ele respondeu em árabe, depois traduziu-me o belo poema de Khalil Gibran:
“Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Puta que pariu! Não é de pirar?
Desafivelamos nossas calças e nos descobrimos de pudores com as calças presas nos joelhos. Eu sentia suas unhas me arranhando as costas.
Mudamos de posição, ficamos de lado, de frente um para o outro. Nos olhamos e sorrimos felizes. Ele me disse.
-Nunca vi seus olhos tão azuis!
Respondi.
-Viraram mar querendo que você se afogue neles.
Ele beijou cada olho meu, e fiz o mesmo com seus olhos de um negro noturno.
E nos dobramos procurando o pau um do outro e nos engolimos, nos chupamos, nos mordemos chegando a machucar. E eu me deitei sobre suas costas, e entrei decidido sem prestar atenção a gemidos de dor e prazer. E ele me segurava os braços como que me impedindo de recuar. E o cheiro de sândalo agora era sexo animal. E os olhos negros agora brilhavam de prazer e minha mão o fez gozar junto comigo entre gemidos ferozes e risos alucinados. E descansei amassando-o debaixo de mim. Nossa respiração junta foi se compassando, nos olhamos agradecidos pelo que juntos que fizemos. Pelo que demos um ou outro, nos olhamos e sorrimos. Ele passou a mão por meu rosto e disse.
-Vou sentir saudade.
-E eu nunca vou esquecer o que vivi aqui. Respondi
Seguimos de mãos dadas até encontrar os outros. Os outros que tínhamos esquecidos quando o mundo era só nós dois.
Encontramos o Ian, e alguns amigos de Praça. Um jordaniano, um marroquino e outro egípcio que era colega do Karin. Tinham encontrado duas Israelitas que pareciam ferozes baladeiras. Eram recém-saídas do exercito e faziam a tradicional viagem que os jovens israelenses fazem quando deixam as armas após três anos de serviço.
Sentamos numa casa de chá e bebemos litros. Alguem trouxe uma narguilé     que foi dividida entre todos nós.
Me deu saudade de meu Cado. Pedi o smartphone para o Karin, tentei uma conexão. Só consegui depois de mais de uma hora.
Cado ficou feliz de me ouvir e eu me senti mais perto dele o ouvindo, Sentindo acarinhado por sua preocupação. Chorei de novo quando contei-lhe toda a emoção que tinha vivido. Fazia mais de dois dias que não nos falávamos. Pedi noticia do Lipo e do Léo. Cado me falou que ele continuava a ligar a cada duas horas preocupado comigo.
Senti uma imensa vontade de que o Lipo tivesse vivido a aventura que vivi. Prometi ao Cado que ligaria para ele assim que chegasse a Tel-Aviv. Havíamos decidido cruzar o Canal de Suez em direção à terra hebreia no dia seguinte. Cado me fez jurar não ir à Líbia. Respondi falando a verdade que não iria. Todos apostavam que a Líbia seria o próximo dominó no jogo que tomava todo o norte africano. Mas sendo italiano e com a história em comum que a Líbia tem com a Itália não seria um bom lugar para europeus. Para quem não sabe a Líbia é uma ex-colônia italiana. O nosso atual ministro o Berlusconi-come-tudo-que-abre-pernas sempre paparicou Gaddafi e estava tirando o corpo fora quando percebeu que ele seria a bola da vez.
Fomos dormir de madrugada. Não resistimos e passamos a manhã de Sábado vendo e vivendo os comentários da cidade. Meu Pthar ainda estava ao meu lado disse que me seguiria até o posto de travessia do canal. Pedi que ficasse e ajudasse como pudesse a divulgar tudo que tínhamos visto, que ajudasse as pessoas a terem noticias de seus parentes, que ficasse para receber as glórias de que tinha direito. Ele ficou triste, mas, entendeu que eu não queria uma despedida. Deixei com ele meu smartphone. Ele tirou do braço uma pulseira com uma pedra lápis-lazúli beijou-a e pôs no meu pulso.
No fim da tarde chegamos ao porto de travessia do Canal. Alugamos uma Cherokee e fomos sem guia. As meninas israelenses conheciam o território e nos levariam. Fomos eu, o Ian, Rafush o jordaniano, Ali o marroquino, Hanna e Isabeau as duas israelenses. Chegamos a tempo de ver uma barca acabando de sair. Esperaríamos mais duas horas para a próxima.
As meninas eram baladeiras de verdade. Puseram musica eletrônica no som portátil, chamaram os meninos a dançar. As poucos fui me afastando, levei um candeeiro até uns 20 metros do carro. Já fora da estrada, vasculhei a areia temendo escorpiões, sentei no meu agasalho e abri meu notebook tentando achar  um amigo de web. Encontrei dois. O Lê estava on-line, um garoto carioca que sempre está comigo, um amigo que levo no coração mesmo sem nunca ter chegado perto. Encontrei também o Xandi outro amigo que por meu intermédio hoje namora e mora com meu melhor amigo.
Enquanto teclava com ele olhei o céu e uma linda lua iluminava o canal que parecia uma piscina gigantesca de tão calmo. Uma lua de Oxum brilhava no céu e era dupliacada nas aguas mansas do canal. Olhei para o carro estacionado e vi as meninas dançando em cima do capô, os meninos se riam delas e sua espontaneidade.
Pensei onde estava, em tudo que fiz, as emoções que passei. Pensei nos que amo.
Estava feliz num lugar lindo ouvindo o som do deserto poderoso às minhas costas. Soprando no meu ouvido tudo que viu pelo mundo, tudo que por ali passou. Percebi que todos podemos escrever cada linha de nossa própria história, que tudo depende de nossa vontade. Não somos escravos do destino! Pelo contrario ele é nosso servo.  
Toda a história que vivi ali nunca mais vou esquecer, o medo da morte, de nunca mais ver os que amo, nunca mais esqueço o meu doce Pthar que amei tão profundamente quanto me permiti. Então mais uma vez percebi como o medo é frágil perante os bravos. O medo não resiste a quem responde sua careta mostrando vontade.

6 de ago. de 2011

Hamdan bin Mohammed Al Maktoum

Profissão: Sheik, Príncipe Herdeiro de Dubai, Poeta, Atleta hípico, Paraquedista
Nascimento:13 de Novembro de 1982, Dubai
Ele é um dos dezenove filhos do xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum e Hind bint Maktoum bin Juma Al Maktoum. Segundo filho mais velho e é um descendente da Casa de Al-Falasi.
Também conhecido como Fazza 3, nome que usa para publicar seus poemas.
Foi nomeado em 1° de Fevereiro de 2008 como Príncipe Herdeiro do Emirado de Dubai, a poderosa meca do turismo árabe e mundial. Hamdan iniciou seus estudos em Dubai na Rashid School For Boys e, em seguida, continuou-os no Reino Unido. Lá, ele se graduou na Real Academia Militar de Sandhurst e depois na London School of Economics.
Medalha de Ouro no Hipismo nos jogos Asiaticos, excelente paraquedista e poeta sensível, apaixonado por automobilismo e esportes aquáticos.
Não sou particularmente fã de Dubai, gosto de vida ao ar livre, coisa praticamente impossível durante 6 meses por ano nesta terra de sol, areia e belíssima arquitetura moderna onde batem os 45° graus fácil. Na verdade acho over assim como Las Vegas. Mas esse Príncipe me deixa pirado. Uma vez assisti uma palestra dele em Dubai. Nem me perguntem sobre o que era pois estava ocupado demais tentando sair do transe. Olha o nariz do cara! Reto, forte, poderoso. O sujeito tem uns olhos que até hoje não discerni se são redondos amendoados ou ao contrario. O que importa é que quando essas imensas jabuticabas te olham parecem te subjugar de forma alegre. Outra delicia desse belo rosto árabe são os lábios. Que que isso!
Fora esse rosto que me alucina, existe o delicioso fato de ser um Principe, de ser poderoso, de ser esportista. Ou seja, tudo que minha mãe adoraria num amiguinho pro filho.
Ahhhh! Se eu tivesse a Lâmpada Maravilhosa, adivinhem o que eu pediria três vezes!

E não reclamem por eu postar fotos com tanta roupa, mas o cara é árabe. Ou seja faz mistério! Dá vontade de saber tudo que se esconde por baixo do Abeie.

28 de jul. de 2011

Joe D´Allessandro

Joe D´Allessandro

Profissão: Ator e Modelo
Nome de batismo: Joseph Angelo D´Allessandro
Nascimento: Pensacola, Florida, Estados Unidos, 1948

Descendente de italianos e noruegueses, filho de um marinheiro e de uma adolescente marginal, passou parte de sua juventude roubando carros. Foi preso, fugiu para o México com um amante, lavou pratos, se prostituiu para se sustentar, tirou foto nu para revistas como “Physique Pictorial” e pagou as contas como ator pornô.
D´Allessandro (ou Dallessandro) nunca se tornou um superstar, mas em 1967 quando vagava atoa pela noite nova-iorquina conheceu em plena Times Square o homem que viria a se tornar o Papa da Pop Art, Mr. Andy Warhol que à época fazia junto a Paul Morrissey (outro ícone da Pop Art) O filme “The Loves of Ondine”. Este foi o primeiro de vários dos filmes experimentais que fez com a dupla.  Com estes dois ele se tornou o maior símbolo sexual masculino da cultura americana do século XX. Com apenas 1,68 mts, belíssimos olhos verdes, uma boca de fazer nossas extremidades gritarem para serem sugadas, longos cabelos loiros e cara de anjo caído ele transforma-se no grande ícone da sub-cultura Gay. Isso mesmo! Na época era sub-cultura!
Por volta de 1974 o loiro se muda para Europa onde participa de varias produções francesas e italianas.  Faz o filme dirigido pelo cantor Serge Gainsbourg “Paixão Selvagem/Je T'Aime Moi Non Plus” (já postei sobre a película) Este filme que conta a historia de um casal gay de caminhoneiros, onde o loiro se apaixona pela andrógina garçonete interpretada por Jane Birkin. O filme torna-se um cult.
Nas palavras do cineasta John Waters, que trabalhou com ele, “O maravilhoso Joe mudou para sempre a sexualidade masculina nas telas”.
Hoje, já avô D´Alessandro administra um hotel no centro de Hollywood.
Joe D´Allessandro não foi apenas um rosto bonito com histórias sórdidas para contar. Ele fez parte de uma geração que mudou nossa cultura, a forma como vemos e consumimos arte, a maneira como vivemos nossa sexualidade. 
Se pensarmos bem sem Joe D´Allessandro seria muito difícil movimentos como o metrossexualismo e o überssexualismo.  Joe seria avô de nosso Beckhans e Cristiano Ronaldos, ele mostrou e viveu  a sensualidade e sexualidade masculina de uma forma que até então nunca tinha sido vista nunca tinha sido exposta.
Por isso postei ele como " The Man" e "Gay Hero"











Filmografia

•The Loves of Ondine (1967)
•Lonesome Cowboys (1968)
•San Diego Surf (1968)
•Flesh (1968)
•Trash (1970)
•Heat (1972)
•The Gardener (1974)
•Flesh for Frankenstein (1974)
•Blood for Dracula (1974)
•Donna E Belo (1974)
•Il Tempo Degli Assassini (1974)
•L'Ambizioso (1975)
•Black Moon (1975)
•Calore in Província (1975)
•Lodo Bollente (1975)
•Je T'Aime Moi Non Plus (1975)
•A Marge (1976)
•L'Ultima Volta (1976)
•Um Coure Semplice (1977)
•Merry-Go-Round (1978/1983)
•Sour Omicidi (1978)
•Queen Lear (1978)
•6000 KM Dei Paura (1978)
•Vacanze Per Um Massacro (1979)
•Tapage Nocturne (1979)
•Parano (1980)
•Cotton Clube (1984)
•Critical Condition (1987)
•Sunset (1988)
•Double Revenge (1989)
•Private War (1990)
•Cry-Baby (1990)
•Almost An Angel (1990)
•Guncrazy (1992)
•Bad Love (1992)
•Wild Orchid 2: Two Shades of Blue (1992)
•Sugar Hill (1994)
•Theodore Rex (1996)
•Pacino Is Missing (1998)
•A Without a Map (1998)
•The Limey (1999)
•Citizens of Perpetual Indulgence (2000)


Fontes. Blog “retrovamosrelembrar”, Wikipédia, Fotos WEB

3 de mai. de 2011

NSP Cap 53 .... O Loirão, a Shakka, meu niver!

Galera! Faz tanto tempo que não escrevo que tive que voltar para ler onde tinha deixado vocês. Estava morrendo de saudades de tutti. Mas como todo bom cidadão, trabalho como um mouro. Mio cuore sente falta desses momentos com vocês em que conto minhas aventuras!

Para pôr vocês a par de como estou hoje conto as novidades. Continuo morando na Europa, mas precisamente numa vila entre Firenze e Siena. Vejo cada dia mais distante o meu retorno ao querido Brasil e a minha Bahia. Sofro com isso, mas tendo vocês com quem compartilhar uns momentos isso ameniza muito meu pesar. O Cado, meu parceiro fiel, meu homem e amante. Está de mudança para cá. O Lipo mio fratellino querido continua feliz com o Léo em New York onde trabalham para as empresas e fazem um curso de MBA. Nos vemos sempre. Evito ir a NY para não testemunhar o cazzo (Bagunça) que eles fazem no meu Loft na Big Apple. Então nos encontramos em Londres ou eles vêm aqui. Aqui estão neste momento que juntos comemoraremos a Páscoa.

Voltemos ao ponto em que paramos no ultimo post. Prometi contar-lhes sobre a farra de meu aniversario em 14 de Janeiro quando fui a Manchester, Inglaterra, assistir a um show da minha Musa Shakka (Shakira). Agora mais musa que nunca, já que se livrou de um namoro de anos com o gordito De Là Rua e agora tasca o maior malho no Gerard Piqué, zagueirão do Barça, que segundo as boas línguas também curte dar uns carinhos nos colegas de time. Garoto esperto.  Garota esperta!

Logo depois do fim de ano o Cado retorna ao Brasil prometendo voltar para meu niver. Eu estava todo animadinho. Se o Cado viesse seria bello! Se não.  Minha cabeça já planejava um encontro com um modelo que eu havia conhecido numa viagem a Barcelona. Um puta de um loirão americano que já tinha me dado uns 2X0. Havíamos nos encontrado em New York e Londres e ele sempre com uma anoréxica fashion a tiracolo. Mas tudo bem. Matteozinho é um cara paciente. Sabe esperar sua vez. Nestes encontros nossos papos se resumiam a arte, viagens,  jogos de football (Futebol americano) e claro como todo modelo não deixava de falar de moda, fotos, desfiles e da mulherada em geral. Enfim papo de macho. Trabalho, esporte e mulher.

Em cada um desses encontros me sentia mais atraído pelos belíssimos olhos azuis do texano, quarterback nas horas vagas. O cara tem um sorriso de deixar qualquer macho sério como eu doidim para uma foda.

No ultimo encontro em Londres numa tarde de refrigerador esbarramo-nos em Brompton Road na saída da Harrolds, loja metida a besta de departamento, ícone dos ingleses.  O convido para um chá. Ele sorri e diz que americano não toma chá, toma cerveja.

- Então vamos a porra da cerveja! Respondo eu louco por qualquer lugar com calefação.

Atravessamos uns três quarteirões até a Kinghtsbridge. Lá entramos no Paxton Head, um tradicional pub local da região onde estávamos. Meu plano era sequestra-lo depois para um inocente sushi no Yo Sushi, rede de sushi tipo fast food encontrada em toda esquina londrina. Tem uma esteira de sushi que me deixa comer feito um tubarão branco faminto.

Quem sabe com muita cerveja, sushi, e sakê aquele rabo que eu imaginava loirinho como as portas do inferno não se abriria contente para o Matteozinho ser feliz?

Fomos andando batendo um papo animado sobre a night londrina. Paro numa bela vitrine  por uns momentos e recebo uma bolada de neve do filho da puta! Fiquei irado! Detesto neve, e neve de rua mais ainda. Olhei furioso para o sujeito e o vejo se acabando de rir da minha cara. Corri em direção dele e de repente ele perdeu aquele jeito cafajeste dele pondo as mãos na frente do peito para se proteger do touro italiano que eu tinha me transformado. Peguei o cara pela lapela do sobretudo e disse.

-You´ll  pay my laundry! Mather fuck! This is a Zegna´s topcoat.  (Você vai pagar a lavanderia filho da puta! Isto é um sobretudo Zegna!)

Ele riu feito um moleque de rua. Eu me desarmei e dei-lhe um abraço, coisa que faço sempre com amigos. Mas lógico que com ele aproveitei para sentir aquele corpão forte e deixá-lo sem graça. Americanos são meio estranhos ao contato físico de outro homem.

Ele sorriu de novo e pediu-me desculpas. Disse-me também que o soltasse, pois estávamos parecendo um casal.

Para perturbá-lo mais ainda, casquei-lhe um beijo no rosto, bem à italiana. Ele corou de um modo que me deixou duro na hora.

Chegamos ao pub e logo depois da primeira jarra de cerveja meu celular toca. Era o Lipo.

Falei.

-Parla fratello!

-Sei ocupato Grandotte? (Está ocupado G...?)

-Troppo. Sei presto. (Demais! Seja rápido)

-Ocupado a esta hora? Em Londres? Tô te sacando Grandotte.

-Va a fanculo! Chi voglie? (Va t..... que queres?)

-Tava com saudade, chamei. Ia te passar o numero do meu voo também.

Já que ele havia mudado para português o idioma da conversa, fui o mais baiano possível, já que o Brad falava espanhol.

-Então vai bater uma punheta! Me passa o numero via SMS. Depois te ligo, tô numa caçada séria.

-KKKKKKKKKKKKK, eu sabia...... És meu herói Grandotte, sempre treinando, kkkkkkkkkkkkkkkkk

-Larga de viadagem Lipo e desliga, se você visse o filezão que tenho aqui na frente você me entenderia.

-Vai lá meu Grandotte. Dopotutto chiamma? (Depois de tudo me liga?)

-Bacio, fratello.  Desliguei

Comecei a falar que meu aniversario estava próximo e iria a Manchester assistir ao show da Shakira. Disse que tinha um camarote VIP. Perguntei se gostaria de comemorar comigo, mio fratello e alguns amigos. Ele topou na hora. Como bom texano adora uma farra!

Bebemos demais. Ao menos para mim que não tenho o costume de tomar cerveja, ao menos num lugar tão frio. Minha bexiga parecia ter se tornado feminina e toda hora pedia alivio. Numa dessas volta do toillet encontro uma amiga brasileira encostada no balcão entornando todas como um baváro. Estava toda trabalhada na piriguetagem e me escolheu de vitima de sua sanha assassina sexual. Esfregava-se em mim como ua cobra. O Brad ficou todo curioso assistindo tudo do começo do balcão onde estávamos. Pedi um tempo a piriguete e fui dar uma satisfação pra ele. O cara estava entusiasmadíssimo com a animação da mulher. Perguntou-me se o apresentava.

Pensei.

“ Puta que pariu que rabo difícil da porra! Deve ter sido prometido aos deuses que morreria virgem.”

Toda vez que achava que o cara estava chegando pra mim, acontecia algo para fazê-lo escapulir. Levei-o até a garota que nos apresentou uma amiga que como ela já chamava urubu de meu loirinho.

Ficamos um tempo naquele papo besta de o-que-vocês-estão-fazendo-aqui, meu-deus-como-faz-frio, faz -tempo-que-não-vejo-o-sol. Enfim papo de turista em Londres. Foi quando notei que a piriguete 2 já estava com o mãozão quase na bunda do Brad e a piriguete 1 não tirava mais as mãos do meu peito seus olhos pareciam de um voraz predador.  Ou eu tomava uma atitude ou o placar ia ficar bem pior pra mim. Tive uma ideia!

Pedi cachaça brasileira e propus um brinde porrinha. Ou seja, uma jarra de cerveja e uma dose de pinga. Dei uma gorjeta ao bartender para por agua invés de pinga no meu, ou seria o primeiro a cair no tapete todo esporrado de neve.

Na segunda virada elas estavam à beira do desmaio. Disse ao Brad que seria mais cavalheiro nós chamarmos um taxi e mandá-las para o hotel. Como as safadas já misturavam inglês com javanês, disse a elas que o Brad precisava trabalhar cedo. Tive o cuidado de avisar ao Loirão que se ficássemos mais a coisa iria ficar vulgar demais. Kkkkkkkkkkkkkkkk.  Isso bastou para mandar as infelizes vomitarem sozinhas no quartinho de hotel onde estavam.

Pegamos um taxi e fomos comer decentemente. Recuso-me a dieta Fish and fries (Peixe com batata frita) dos pubs ingleses.

Chegamos ao Fifteen um restaurante que faz sucesso em Londres por ter o Jamie Oliver e seus recém formandos como chefs e ajudantes de cozinha. Conseguimos uma disputada mesa graças à fama do Brad. Delicia de jantar. Mas como todo restaurante chic, muito metido a francesa para me satisfazer o apetite voraz. O Loirão não acreditou quando passamos na porta de um Yo, e o convidei para comer sushi. Ele me olhou assustado.

-Não acredito que você vai comer mais!

-Vou comer muito mais Texman. Preciso de proteína. Entra e verás o que é um Leão faminto.

No restaurante a esteira do balcão não parava de exibir toda sorte de sushis e sashimis.  O Brad olhava incrédulo eu me servindo de tudo que dava bobeira na esteira. Se acabou de rir quando depois de meia hora eu disse.

-Ok! Ta bom por hoje. Que tal um gelato agora?

-Neste frio?

-Meu caro tu pensas que antes do refrigerador se tomava sorvete no verão?

-Tem razão! E esqueci que és italiano. Mas, você deve ter comido todo o cardume do Atlântico junto com os arrozais da Ásia.

-KKKKKKKKKKK. Energia para a balada. Estou prontinho para The Fabric, quero dançar.

-Holly crap! Are you the Superman? Tenho uma sessão amanhã Matteo. Tenho que dormir.

-KKKKKKKKK, Não texano sou baiano, energia de sobra  meu rei.  Falei assim em português mesmo.

Ele declinou do convite dizendo ter uma sessão de fotos no dia seguinte e que seria impossível cair na badalada e chegar de cara amassada.

Tudo bem! Não peguei, não tracei, mas estávamos amigos de infância. Conhece caminho mais perto para uma foda masculina?

Deixei no hotel dele e segui para o meu. Todo animado com a perspectiva da trepada loira e da chegada do fratello e do Léo dali a dois dias para nossa farra no show da Shaka. Ah! E já tinha um plano na cabeça, caso ele trouxesse outra anoréxica de companhia! Poria o Lipo e sua cara arrasadoramente bela no caminho. De uma coisa eu tinha certeza. Curtiria como um alucinado o show da Shakira, fecharia um ótimo negocio na manha seguinte e no mínimo daria uns malhos naquele texano de o deixar sonhando uns três dias comigo.

Só para constar. Paguei todos os pecados para com as piriguetes durante a noite no meu quarto de hotel. Sabe todo aquele sashimis e sushis comidos por gula e exibição de macheza para o loirão?  Ressuscitaram todos no meu estomago procurando o caminho de volta para o mar. Passar a noite vomitando num banheiro aquecido artificialmente é cena de fazer parte do filme Exorcista. E ainda tive que me confessar com o Cado que me ligou mais tarde e me fez contar todas as minhas artimanhas. Riu muito da minha cara. Não sem antes dar-me a triste noticia que só chegaria depois do show. Problemas num contrato que ele queria resolver pessoalmente.

Aqui se faz e paga. It´s ok! Ao menos não vou ser cobrado mais tarde por este pecadilho. Estamos quites. Eu e o destino.

Falei (teclei) nesta mesma noite com dois amigos da web. O Lê e o Rô, mas nem de longe deixei os dois suspeitarem que eu estivesse em pleno purgatório. Os safados iriam rir mais ainda da minha cara safada.

No dia seguinte tomei uma vitamina e fui dar uma corrida na esteira e treinar um pouco de boxe. País congelado esporte apenas indoor. Em seguida corri para o mercado de frutas, estava avido por frutas tropicais.

Estomago quase inteiro de novo, fígado em recuperação da esbórnia. Corri para o escritório do tal cliente com a cara bem melhor. Aguentar a city Londrina em alto trafego numa manha congelada exige menos paciência que encarar o transito matutino de Roma. Ruas cheias, mas com o povo civilizado de uma maneira que só os saxões conseguem ser. Nem de longe lembra o tormento de encarar uma manhã na 23 de Maio em Sampa ou as ruas cariocas num horário de rush. Engraçado! Os cariocas não dão a mínima para sinais de transito. Algo bem parecido com os egípcios.  No Cairo e em Alexandria eles são só enfeites de rua. Como diz uma musica da Adriana Calcanhoto. Cariocas odeiam sinais fechados, assim como dias sem sol. 

Pulei do taxi direto para entrada do prédio, rezando para não escorregar na neve.  Belíssimo prédio, conhecido como Gherkin (Pepino) um símbolo da nova city londrina. Eu , como muitos outros costumo pensar nele como um vibrador gigante. Um imenso símbolo fálico numa terra regida a décadas por uma mulher e que teve seu apogeu nas mãos conservadoras e não menos famintas que a Rainha Vitória.

Cheguei ao andar 37cheio de gás. Money sempre me deixa animadinho. Fechando este grande contrato de locação de guindastes, garantiria  investimentos  do escritório da Germânia por  pelo menos uns 3 anos. De quebra ganharia de presente o brilho dos olhinhos gananciosos do Cado. Ou seja, perdões para muitas estripulias.

Três horas depois de muita lábia, sorrisos e apertos de mãos. Minha boxer da sorte provou que tem mais poderes que dezenas de advogados chatos. Contrato fechado!

Desci o elevador já comemorando com o Cado pela minúscula tela do mobile.  Como eu previ ganhei carta branca para minha farrinha no show da Shaka.

Que mais podia sonhar? Um belo contrato fechado, mio fratello amado a chegar, minha musa se preparando para um show que eu considerava para mim. Mais que isso só o rabão duro do modelão loiro. E como estafamos falando de sonho que tal uns carinhos do Piqué? Bom. Sonhar pequeno nunca foi comigo.

Tinha reservado um quarto contiguo ao meu para o Lipo e o Léo. Fiz questão de ver o quarto pessoalmente e lá depositar um pequeno mimo que havia comprado para os dois. Um conjunto de alianças em Platina. Simples e discretas. Apenas duas faixas grossas que envolveriam os dedos dos que se comprometeram como irmãos. Na verdade uma brincadeira sincera minha, do Cado e do Lipo. Eu uso duas, uma seguida da outra no mesmo dedo, representando o Cado e o Lipo. O Lipo usaria sua segunda que representaria o Léo que como Cado usa apenas uma.

Segui de trem para o aeroporto de Heatrow. Esperava ansioso pelos moleques apesar de estar longe deles a menos de quinze dias. 40 minutos depois cheguei ao aeroporto com uma caixa do doce preferido do Léo debaixo dos braços. Uma caixa de barras de butterfinger. Uma barra de amendoim com chocolate, um doce tão doce que seria capaz de provocar diabete instantânea em qualquer ser humano normal.

Esperei 20 minutos para eles desembarcaram,  passarem pela alfandega e ver o Lipo correr feito moleque para os meus braços e logo depois sentir o gosto doce de sua língua me invadindo a boca com uma fome de glutão. Em seguido o abraço e o beijo sapeca do Léo. Ao nosso lado no portão de desembarque, duas velhinhas inglesas suportaram bem o beijo do Lipo, mas, ficaram meio chocadas com o beijo seguido Léo. Deu para ouvir uma delas dizer “Lost World”  caímos os três na gargalhada.

Chegando à estação de trem, olhei direito para o Léo que estava literalmente cor de cenoura. Perguntei.

-Que desgraça você fez?

-Fiz bronzeamento artificial. Eu estava branco demais Bigs!

Lipo

-Então ficou assim cor de cenoura. Parece que esqueceram o cara na cama de luz por muito tempo. KKKKKKKKKKKKKK

-Véi, você tá parecendo um personagem dos Simpsons. Eu disse.

-Porra Bigs! Sacanagem véi! Eu me achando o novo gostosão de London e você me sacaneando! Não basta o Lipo me chamando de Little Carrot (Cenourinha).

-KKKKKKKKKKKK. Liga não Léo, você é a cenourinha mais gostosa de Londres.

30 minutos depois descemos na estação central da city e pegamos um taxi para o hotel.

Chegando no hotel ouvi a exclamação do Lipo.

-The Dorchester. Puta que pariu Grandote, tu tá chic demais véi.

-Ah! Lipo tu esperavas menos do Bigs em pleno aniversario?

-Sabe quem estava na mesa do lado no afternoon tea de ontem? Disse eu.

-Sua musa Lipão.  A Siena Miller. Gataça  do caralho cara!

-Pegou um autografo Bigs?

-Ah! Cala boca sua Cenoura idiota!

-Se me chamar de cenoura de novo, vai ter de devolver o presente que mandamos para Itália.

-Mandaram pra lá? Me conta o que é!

-Uma super hiper mega ultra giga fashion Bike.

-Ah sei! Me deram de presente a bike que estavam me devendo. A reposição da Bike que destruíram em NY? Legal seus sacanas.

-Bigs aquilo tem o preço de uma Ferrari praticamente. Tem que valer como presente de niver também. A gente não tá no seu nível não Bigs.

-Tô brincando Léo. Vocês dois aqui comigo é o melhor presente que eu poderia ter. mas só pra conforto de consciência, as cores são legais? Mandaram um super hiper mega ultra fashion capacete ou devo morrer numa queda na estrada?

-Capacete e tudo Bigs! Nois é pobrinho mais é metido. KKKKKKKKKKKKKK.

Depois da chegada ao belo e aristocrático saguão. As bobagens do Léo de olho no bellboy, que vamos combinar era bem bonitinho. Os pulos na cama. A correria dos dois entre um quarto e outro, vendo tudo que havia para ser visto. A mão pilantra do Lipo no meu closet. Muitos beijos e abraços. Levei os dois à noite de Londres. Que de fria não tem nada, aliás, acho bem mais doida que a americana. Europeus são doidos com arte, loucos com base cultural, americanos apenas imitam a nossa loucura. Costumo dizer Plastic madness. Algo como loucura de plástico.

Deixei-os na balada. Fugi para o hotel, sabia que os dois fariam um chill-out e chegariam lá pelas 09:00 ou 10:00 hrs da manhã. Preferi me descansar para o show. Escapei sem eles perceberem e mandei um SMS avisando que nos encontraríamos para um brunch no dia seguinte. Prometi acorda-los antes das 11:00 da manhã.  Assim eu faria meus exercícios e teria tempo para um Spa. Queria estar tinindo pro loirão e pra Shakka.

No fim da tarde pegamos o caótico transito em direção ao Manchester Arena. Um frio de congelar pensamento. Estava louco para pular do taxi direto para o Stadium, devido à calefação. Tinha marcado num dos portões do Stadium com o Brad. Encontrei-o assim que cheguei. Tinha os cabelos raspados à moda militar. Mesmo sem os belos cachos loiros. O cara estava um arraso! Agora seus olhos e boca pareciam mais evidentes ainda. Como estava num camarote a entrada foi fácil, confortável e rápida. Apesar dele ter trazido uma modelete a tiracolo, tive a imensa sorte dela ser uma conhecida uma do Lipo. Já haviam se visto nas baladas em NY onde ela também morava. ponto pra mim. Estava me divertindo demais vendo a cara de desejo do Léo para o Brad. O Danadinho chegou a lamber os beiços na primeira vista. Dei um cascudo! 

Comecei os preparativos para minha refeição loira. Pedi um champagne. Adorei a animação do Lipo pra cima da acompanhante do Brad. Pedi calma ao Léo. Dei um beijo leve na boca dele. Percebi que o Brad percebeu.  Mas eu já estava na segunda taça, louco para ver a Shakka. Então Fuck him!

Uma voz avisa depois do breve  show de abertura de uma banda que eu nem sei qual era pois entrei num papo divertidíssimo com o Brad. O texano podia ser forte com a cerveja, mas estava pra lá de solto com o champagne.

As luzes se apagam. Um grito louco se eleva da plateia. Jatos de luzes circulam pelo publico. De repente todo o palco se acende e uma pequena loira de cabeleira imensa saúda o publico de Londres com o sucesso do momento. Waka-Waka.

Eu e o Lipo ao parapeito do camarote dançávamos e gritávamos feito desesperados. Como se fosse nossa ultima balada.

No intervalo do show voltei minha atenção para o Brad que parecia estar curtindo muito o show. Ele estava alto do champagne e mostrava um lindo sorriso de belíssimos dentes.

Chamei o Lipo e fiz sinal para que ele desse atenção a garota que acompanhava o loirão.

Ela cheia de sorrisos passou as mãos no peito forte do Lipo. Ele a pegou pela mão e a chamou, falando perto de seu ouvido, para dar uma volta pelo estádio.  O Léo meteu-se numa conversa atrapalhada com um grego que haviam conhecido na entrada. O inglês do grego era engraçadíssimo, ele intercalava as palavras que não sabia no idioma saxão com palavras em italiano e grego. O Léo fazia o mesmo metendo um italiano macarrônico e gírias tipicamente soteropolitanas.

Peguei o Brad e seu lindo sorriso e o chamei num canto. Falávamos de muito perto devido a altura do som. Seu hálito quente cheirando a champanhe invadiu minhas narinas. Minha vontade era de agarrá-lo ali mesmo.

Pensei ser maluquice minha, mas por vários momentos sentia sua barba rocar no meu rosto quando ele falava de perto. Eu estava vendo nisso a brecha que eu precisava. Posso estar parecendo mais maluco ainda ao pensar ter notado seu olhar em minha bunda quando eu estava de costas para ele.

Safado! Tava de olho na minha bunda! Mas fazer o que? Eu também estava de olho na dele.

Chamei-o para ir ao banheiro comigo perguntando se gostaria de dar uma volta pela arena.

Chegamos ao banheiro. Fui lavar o rosto, ele foi ao mictório. O Show estava para retornar do intervalo. Apenas dois garotos gordos lavavam as mãos no lavatório.

Eu olhava aquele bundão delicioso pelo espelho quando de repente ele se vira e me pega em flagrante. Perguntou meio que sorrindo, meio que bravo!

-Você estava olhando pra minha bunda?

Respondi.

-Acho que me flagrou quando você ia olhar a minha.

Brad.

-Quem disse que estava olhando seu traseiro?

Eu

-KKKKKKKKKKK, Brad, relaxa. Sabe cara? Tem tempo que tô afim de te dar uns pega!

-Are you nuts? I´m straight! (Tá maluco? Eu sou hetero!)

Fingi que nem ouvi sua ultima frase e encostei ele com o peso do meu corpo, prendendo-o entre eu e a parede. Ele sorriu quase imperceptivelmente. Pôs suas mãos em meus bíceps como se para afastar-me. Mas eu não senti força nenhuma naquele ato. Pus minhas mãos em sua nuca e forcei sua boca para a minha. Ele manteve sua boca fechada. Meu corpo estava mais junto ao dele. Sentia seu calor. Eu abaixei minha cabeça para alcançar a altura de seu pescoço. Chupei e mordi de forma quase bruta. Nas minhas costas senti que suas mãos o traiam pois me puxavam para junto dele. Quando voltei a beijá-lo. Ele estava transformado num lobo faminto e chupava deliciosamente minha língua que varria cada centímetro de sua boca.

O Aviso do inicio do show tocou. Continuamos a nos beijar e nos esfregar sem nos preocupar com quem podia entrar. Quase sem ar paramos o beijo e nossos olhos se encontraram. Sorrimos. Ele disse.

-Holly crap! Nunca pensei que fosse fazer isso!

-Agora que começamos vamos terminar. Disse eu.

Puxei-o pelo braço para uma cabine do banheiro. De novo o mantive preso junto a uma parede. Peguei sua mão e pus sobre meu cacete que doía de duro dentro do jeans. Ele retirou. Eu a pus de novo e ineditamente senti que ele estava tão excitado quanto eu.

Tiramos nossas camisas. Cheiro de homem. Cheiro de muita excitação! Respiração ofegante. Desabotoei meus jeans. Desabotoei seus jeans. Estávamos os dois cada um com o cacete do outro nas mãos.

Ele tem um cacete branco de cabeça muito rosada. Senti sua mão forçar meu ombro para que eu abaixasse. O puto queria uma mamada. Mas eu também queria!

Porra! Aquele grandão americano já tinha me dado muito trabalho. Não custava nada ser eu o primeiro. Sentei no vaso e engoli a cabeça do cacete cheiroso dele. Quando ele começou a se animar me segurando a cabeça, eu parei. Agora era a vez dele. E ele não se negou.

Meu cacete bateu no seu rosto. Ele passou a língua na cabeça. Com as mãos fiz com que ele a engolisse. Quase gozei!

Sabia que sendo o primeiro ele não me daria uma mamada magistral. Mas sentir aquela boca que tanto desejei me levou a loucura. Forcei sua cabeça e ele quase vomitou. Levantou puto da vida! Eu sorri e dei-lhe um beijo para calar os reclames.

Nossas calças estavam nos joelhos. Pus sua mão em meu pau e fiz com que ele começasse a me masturbar. Fiz o mesmo com ele.

Estávamos um ao lado do outro. Cada um masturbando o outro. Virei meu rosto para olha-lo. Queria seus olhos nos meus. Queria que ele admitisse para meu rosto o prazer que estava sentindo. Ele pôs a língua para fora como pedindo um beijo.

Texano gostoso da porra!

No meio do beijo ele goza e eu logo em seguida. Melamos a parede da frente. Eu não parava de espirrar porra, ele não parou de bater pra mim.

Depois do gozo estávamos arfando e suados. Limpamo-nos com papel para sair da cabine. No lavatório dois caras nos olhavam sorrindo maliciosamente! Não demos atenção. Lavamo-nos. Molhamos os rostos suados e vermelhos do orgasmo. Vestimos as camisas. Ele evitava olhar-me nos olhos. Eu disse.

-Cara! Você tá com vergonha do que fizemos?

-Matteo! Nunca tinha feito isso. Devo estar muito bêbado!

-Bêbado o caralho! Você estava era com tesão. Larga de bobagem cara! Foi bom e foi gostoso demais.

Ele sorriu e admitiu.

-É foi bom mesmo!

E mais! Quando estávamos próximos à porta ele surpreendeu-me me dando um puta beijo!

Voltamos para o camarote. Tinha ganho meu presente de aniversario! Meu suado presente.

21 de abr. de 2011

Justin Bruening.................The Man


Justin Bruening

Nascimento: 24 de Setembro de 1979, Chadron, Nebraska,  Estados Unidos
Profissão:  Modelo, Ator

Bruening se formou e imediatamente mudou-se para San Diego. Lá um caça talentos o descobriu numa lanchonete. Coisas-De-Hollywood
Começa a trabalhar como modelo para a famosa  marca de roupas Abercrombie & Finch.
Depois de fazer curso de teatro faz seu primeiro papel  ao ser convidado por Judy Wilson diretor de uma telenovela chamada “ All my Children.  Continua na TV fazendo aparições em “Cold Case” (Arquivo Morto no Brasil), e CSI: Miami.
Seu papel mais marcante para os brasileiros é o de Michael Knight, na releitura da serie de TV “ “Knight Rider” (Super Maquina no Brasil) Aquele do carro falante que se chamava Kitt, mais esperto que o piloto.  Assumindo o papel antes feito por David Hassellhoff (BayWatch) o garoto fez um Michael pra lá de sex. Você nem lembra da porra do carro falante.
Agora ele voltará como Steve Trevor na releitura da serie televisa Wonder Woman (Mulher Maravilha). Ele fará o possível par romântico da Mulher poderosa que na antiga série mudava de roupa rodopiando como um peão. Um amigo meu, mais velho disse-me que era clássico para os futuros gays a sua descoberta sexual rodopiando sozinho no quarto na frente do espelho. Isso sem falar de outra série antiga dos anos 70. “A Poderosa Isis”  KKKKKKKK O povo dos anos 70 até que era bem divertido! 
Mas vamos combinar que este gato numa série de TV é de dar agua na boca. Será que vamos dar alguma atenção a tal Mulher Maravilha?
Quem sabe esta nova Wonder Woman em vez de rodopiar para trocar de roupa, rodopia bonito em cima do Moço Gostoso pra Caraca!

12 de abr. de 2011

O Retrato de Dorian Gray..........Cinemão

O Retrato de Dorian Gray


Título Original: Dorian Gray
Direção: Oliver Parker
Produção: EUA/ 2009


Elenco


Colin Firth … Lord Henry Wotton
Ben Barnes … Dorian Gray
Rachel Hurd-Wood … Sybil Vane
Ben Chaplin … Basil Hallward



Sinopse


Um belíssimo jovem é retratado por um pintor e no resultado deste trabalho descobre sua beleza. Faz um pacto para que a pintura envelheça em seu lugar e no seu lugar sofra as consequencias de suas ações.
Acontece que Dorian é vitima de seu tempo e da sociedade. Sua alma se corrompe e ele se apavora ao ver as transformações que sua alma sofre devido aos seus pecados.


Comentários

O filme é bom. Belos cenários e uma primorosa atuação de Colin Firth como Lord Wotton. Claro que nunca será tão sublime quanto o livro de 1890, único romance do irlandês Oscar Wilde. Meu escritor preferido.
Numa projeção de 1 hora e 47 minutos perde-se seus maravilhosos diálogos e famosos paradoxos de efeito. Mas está lá na película a venenosa critica que Wilde fez a Inglaterra Vitoriana, a poderosa, aristocrática e hedonistica sociedade que dominava o mundo na época. Wilde critica o modo como vivem os poderosos, a hipocrisia da sociedade de seu tempo e seus valores. Tudo isso pode muito bem ser questionado ainda hoje em nosso tempo. Ou você duvida que sejamos menos pecadores que Dorian? Quem não esconde seus pecados em sótãos escuros? Quem hoje não procura prazer imediato e instantâneo? Como nos deixamos seduzir tão facilmente pela beleza externa?
O esteta Wilde cinicamente nos pergunta. Seria o prazer sinônimo da felicidade? Seria o belo sinônimo do bem? Será que a beleza da beleza não seria sua efemeridade?
Uma questão que sempre discuto com outros fãs do romance é. Dorian foi vitima dos conselhos de Lord Wotton ou a semente do mal já se escondia em seu coração?
Descubra você. Soube que já está em cartaz no Brasil. Assista ao filme, mas corra para ler e reler o livro logo em seguida.