3 de mai. de 2011

NSP Cap 53 .... O Loirão, a Shakka, meu niver!

Galera! Faz tanto tempo que não escrevo que tive que voltar para ler onde tinha deixado vocês. Estava morrendo de saudades de tutti. Mas como todo bom cidadão, trabalho como um mouro. Mio cuore sente falta desses momentos com vocês em que conto minhas aventuras!

Para pôr vocês a par de como estou hoje conto as novidades. Continuo morando na Europa, mas precisamente numa vila entre Firenze e Siena. Vejo cada dia mais distante o meu retorno ao querido Brasil e a minha Bahia. Sofro com isso, mas tendo vocês com quem compartilhar uns momentos isso ameniza muito meu pesar. O Cado, meu parceiro fiel, meu homem e amante. Está de mudança para cá. O Lipo mio fratellino querido continua feliz com o Léo em New York onde trabalham para as empresas e fazem um curso de MBA. Nos vemos sempre. Evito ir a NY para não testemunhar o cazzo (Bagunça) que eles fazem no meu Loft na Big Apple. Então nos encontramos em Londres ou eles vêm aqui. Aqui estão neste momento que juntos comemoraremos a Páscoa.

Voltemos ao ponto em que paramos no ultimo post. Prometi contar-lhes sobre a farra de meu aniversario em 14 de Janeiro quando fui a Manchester, Inglaterra, assistir a um show da minha Musa Shakka (Shakira). Agora mais musa que nunca, já que se livrou de um namoro de anos com o gordito De Là Rua e agora tasca o maior malho no Gerard Piqué, zagueirão do Barça, que segundo as boas línguas também curte dar uns carinhos nos colegas de time. Garoto esperto.  Garota esperta!

Logo depois do fim de ano o Cado retorna ao Brasil prometendo voltar para meu niver. Eu estava todo animadinho. Se o Cado viesse seria bello! Se não.  Minha cabeça já planejava um encontro com um modelo que eu havia conhecido numa viagem a Barcelona. Um puta de um loirão americano que já tinha me dado uns 2X0. Havíamos nos encontrado em New York e Londres e ele sempre com uma anoréxica fashion a tiracolo. Mas tudo bem. Matteozinho é um cara paciente. Sabe esperar sua vez. Nestes encontros nossos papos se resumiam a arte, viagens,  jogos de football (Futebol americano) e claro como todo modelo não deixava de falar de moda, fotos, desfiles e da mulherada em geral. Enfim papo de macho. Trabalho, esporte e mulher.

Em cada um desses encontros me sentia mais atraído pelos belíssimos olhos azuis do texano, quarterback nas horas vagas. O cara tem um sorriso de deixar qualquer macho sério como eu doidim para uma foda.

No ultimo encontro em Londres numa tarde de refrigerador esbarramo-nos em Brompton Road na saída da Harrolds, loja metida a besta de departamento, ícone dos ingleses.  O convido para um chá. Ele sorri e diz que americano não toma chá, toma cerveja.

- Então vamos a porra da cerveja! Respondo eu louco por qualquer lugar com calefação.

Atravessamos uns três quarteirões até a Kinghtsbridge. Lá entramos no Paxton Head, um tradicional pub local da região onde estávamos. Meu plano era sequestra-lo depois para um inocente sushi no Yo Sushi, rede de sushi tipo fast food encontrada em toda esquina londrina. Tem uma esteira de sushi que me deixa comer feito um tubarão branco faminto.

Quem sabe com muita cerveja, sushi, e sakê aquele rabo que eu imaginava loirinho como as portas do inferno não se abriria contente para o Matteozinho ser feliz?

Fomos andando batendo um papo animado sobre a night londrina. Paro numa bela vitrine  por uns momentos e recebo uma bolada de neve do filho da puta! Fiquei irado! Detesto neve, e neve de rua mais ainda. Olhei furioso para o sujeito e o vejo se acabando de rir da minha cara. Corri em direção dele e de repente ele perdeu aquele jeito cafajeste dele pondo as mãos na frente do peito para se proteger do touro italiano que eu tinha me transformado. Peguei o cara pela lapela do sobretudo e disse.

-You´ll  pay my laundry! Mather fuck! This is a Zegna´s topcoat.  (Você vai pagar a lavanderia filho da puta! Isto é um sobretudo Zegna!)

Ele riu feito um moleque de rua. Eu me desarmei e dei-lhe um abraço, coisa que faço sempre com amigos. Mas lógico que com ele aproveitei para sentir aquele corpão forte e deixá-lo sem graça. Americanos são meio estranhos ao contato físico de outro homem.

Ele sorriu de novo e pediu-me desculpas. Disse-me também que o soltasse, pois estávamos parecendo um casal.

Para perturbá-lo mais ainda, casquei-lhe um beijo no rosto, bem à italiana. Ele corou de um modo que me deixou duro na hora.

Chegamos ao pub e logo depois da primeira jarra de cerveja meu celular toca. Era o Lipo.

Falei.

-Parla fratello!

-Sei ocupato Grandotte? (Está ocupado G...?)

-Troppo. Sei presto. (Demais! Seja rápido)

-Ocupado a esta hora? Em Londres? Tô te sacando Grandotte.

-Va a fanculo! Chi voglie? (Va t..... que queres?)

-Tava com saudade, chamei. Ia te passar o numero do meu voo também.

Já que ele havia mudado para português o idioma da conversa, fui o mais baiano possível, já que o Brad falava espanhol.

-Então vai bater uma punheta! Me passa o numero via SMS. Depois te ligo, tô numa caçada séria.

-KKKKKKKKKKKKK, eu sabia...... És meu herói Grandotte, sempre treinando, kkkkkkkkkkkkkkkkk

-Larga de viadagem Lipo e desliga, se você visse o filezão que tenho aqui na frente você me entenderia.

-Vai lá meu Grandotte. Dopotutto chiamma? (Depois de tudo me liga?)

-Bacio, fratello.  Desliguei

Comecei a falar que meu aniversario estava próximo e iria a Manchester assistir ao show da Shakira. Disse que tinha um camarote VIP. Perguntei se gostaria de comemorar comigo, mio fratello e alguns amigos. Ele topou na hora. Como bom texano adora uma farra!

Bebemos demais. Ao menos para mim que não tenho o costume de tomar cerveja, ao menos num lugar tão frio. Minha bexiga parecia ter se tornado feminina e toda hora pedia alivio. Numa dessas volta do toillet encontro uma amiga brasileira encostada no balcão entornando todas como um baváro. Estava toda trabalhada na piriguetagem e me escolheu de vitima de sua sanha assassina sexual. Esfregava-se em mim como ua cobra. O Brad ficou todo curioso assistindo tudo do começo do balcão onde estávamos. Pedi um tempo a piriguete e fui dar uma satisfação pra ele. O cara estava entusiasmadíssimo com a animação da mulher. Perguntou-me se o apresentava.

Pensei.

“ Puta que pariu que rabo difícil da porra! Deve ter sido prometido aos deuses que morreria virgem.”

Toda vez que achava que o cara estava chegando pra mim, acontecia algo para fazê-lo escapulir. Levei-o até a garota que nos apresentou uma amiga que como ela já chamava urubu de meu loirinho.

Ficamos um tempo naquele papo besta de o-que-vocês-estão-fazendo-aqui, meu-deus-como-faz-frio, faz -tempo-que-não-vejo-o-sol. Enfim papo de turista em Londres. Foi quando notei que a piriguete 2 já estava com o mãozão quase na bunda do Brad e a piriguete 1 não tirava mais as mãos do meu peito seus olhos pareciam de um voraz predador.  Ou eu tomava uma atitude ou o placar ia ficar bem pior pra mim. Tive uma ideia!

Pedi cachaça brasileira e propus um brinde porrinha. Ou seja, uma jarra de cerveja e uma dose de pinga. Dei uma gorjeta ao bartender para por agua invés de pinga no meu, ou seria o primeiro a cair no tapete todo esporrado de neve.

Na segunda virada elas estavam à beira do desmaio. Disse ao Brad que seria mais cavalheiro nós chamarmos um taxi e mandá-las para o hotel. Como as safadas já misturavam inglês com javanês, disse a elas que o Brad precisava trabalhar cedo. Tive o cuidado de avisar ao Loirão que se ficássemos mais a coisa iria ficar vulgar demais. Kkkkkkkkkkkkkkkk.  Isso bastou para mandar as infelizes vomitarem sozinhas no quartinho de hotel onde estavam.

Pegamos um taxi e fomos comer decentemente. Recuso-me a dieta Fish and fries (Peixe com batata frita) dos pubs ingleses.

Chegamos ao Fifteen um restaurante que faz sucesso em Londres por ter o Jamie Oliver e seus recém formandos como chefs e ajudantes de cozinha. Conseguimos uma disputada mesa graças à fama do Brad. Delicia de jantar. Mas como todo restaurante chic, muito metido a francesa para me satisfazer o apetite voraz. O Loirão não acreditou quando passamos na porta de um Yo, e o convidei para comer sushi. Ele me olhou assustado.

-Não acredito que você vai comer mais!

-Vou comer muito mais Texman. Preciso de proteína. Entra e verás o que é um Leão faminto.

No restaurante a esteira do balcão não parava de exibir toda sorte de sushis e sashimis.  O Brad olhava incrédulo eu me servindo de tudo que dava bobeira na esteira. Se acabou de rir quando depois de meia hora eu disse.

-Ok! Ta bom por hoje. Que tal um gelato agora?

-Neste frio?

-Meu caro tu pensas que antes do refrigerador se tomava sorvete no verão?

-Tem razão! E esqueci que és italiano. Mas, você deve ter comido todo o cardume do Atlântico junto com os arrozais da Ásia.

-KKKKKKKKKKK. Energia para a balada. Estou prontinho para The Fabric, quero dançar.

-Holly crap! Are you the Superman? Tenho uma sessão amanhã Matteo. Tenho que dormir.

-KKKKKKKKK, Não texano sou baiano, energia de sobra  meu rei.  Falei assim em português mesmo.

Ele declinou do convite dizendo ter uma sessão de fotos no dia seguinte e que seria impossível cair na badalada e chegar de cara amassada.

Tudo bem! Não peguei, não tracei, mas estávamos amigos de infância. Conhece caminho mais perto para uma foda masculina?

Deixei no hotel dele e segui para o meu. Todo animado com a perspectiva da trepada loira e da chegada do fratello e do Léo dali a dois dias para nossa farra no show da Shaka. Ah! E já tinha um plano na cabeça, caso ele trouxesse outra anoréxica de companhia! Poria o Lipo e sua cara arrasadoramente bela no caminho. De uma coisa eu tinha certeza. Curtiria como um alucinado o show da Shakira, fecharia um ótimo negocio na manha seguinte e no mínimo daria uns malhos naquele texano de o deixar sonhando uns três dias comigo.

Só para constar. Paguei todos os pecados para com as piriguetes durante a noite no meu quarto de hotel. Sabe todo aquele sashimis e sushis comidos por gula e exibição de macheza para o loirão?  Ressuscitaram todos no meu estomago procurando o caminho de volta para o mar. Passar a noite vomitando num banheiro aquecido artificialmente é cena de fazer parte do filme Exorcista. E ainda tive que me confessar com o Cado que me ligou mais tarde e me fez contar todas as minhas artimanhas. Riu muito da minha cara. Não sem antes dar-me a triste noticia que só chegaria depois do show. Problemas num contrato que ele queria resolver pessoalmente.

Aqui se faz e paga. It´s ok! Ao menos não vou ser cobrado mais tarde por este pecadilho. Estamos quites. Eu e o destino.

Falei (teclei) nesta mesma noite com dois amigos da web. O Lê e o Rô, mas nem de longe deixei os dois suspeitarem que eu estivesse em pleno purgatório. Os safados iriam rir mais ainda da minha cara safada.

No dia seguinte tomei uma vitamina e fui dar uma corrida na esteira e treinar um pouco de boxe. País congelado esporte apenas indoor. Em seguida corri para o mercado de frutas, estava avido por frutas tropicais.

Estomago quase inteiro de novo, fígado em recuperação da esbórnia. Corri para o escritório do tal cliente com a cara bem melhor. Aguentar a city Londrina em alto trafego numa manha congelada exige menos paciência que encarar o transito matutino de Roma. Ruas cheias, mas com o povo civilizado de uma maneira que só os saxões conseguem ser. Nem de longe lembra o tormento de encarar uma manhã na 23 de Maio em Sampa ou as ruas cariocas num horário de rush. Engraçado! Os cariocas não dão a mínima para sinais de transito. Algo bem parecido com os egípcios.  No Cairo e em Alexandria eles são só enfeites de rua. Como diz uma musica da Adriana Calcanhoto. Cariocas odeiam sinais fechados, assim como dias sem sol. 

Pulei do taxi direto para entrada do prédio, rezando para não escorregar na neve.  Belíssimo prédio, conhecido como Gherkin (Pepino) um símbolo da nova city londrina. Eu , como muitos outros costumo pensar nele como um vibrador gigante. Um imenso símbolo fálico numa terra regida a décadas por uma mulher e que teve seu apogeu nas mãos conservadoras e não menos famintas que a Rainha Vitória.

Cheguei ao andar 37cheio de gás. Money sempre me deixa animadinho. Fechando este grande contrato de locação de guindastes, garantiria  investimentos  do escritório da Germânia por  pelo menos uns 3 anos. De quebra ganharia de presente o brilho dos olhinhos gananciosos do Cado. Ou seja, perdões para muitas estripulias.

Três horas depois de muita lábia, sorrisos e apertos de mãos. Minha boxer da sorte provou que tem mais poderes que dezenas de advogados chatos. Contrato fechado!

Desci o elevador já comemorando com o Cado pela minúscula tela do mobile.  Como eu previ ganhei carta branca para minha farrinha no show da Shaka.

Que mais podia sonhar? Um belo contrato fechado, mio fratello amado a chegar, minha musa se preparando para um show que eu considerava para mim. Mais que isso só o rabão duro do modelão loiro. E como estafamos falando de sonho que tal uns carinhos do Piqué? Bom. Sonhar pequeno nunca foi comigo.

Tinha reservado um quarto contiguo ao meu para o Lipo e o Léo. Fiz questão de ver o quarto pessoalmente e lá depositar um pequeno mimo que havia comprado para os dois. Um conjunto de alianças em Platina. Simples e discretas. Apenas duas faixas grossas que envolveriam os dedos dos que se comprometeram como irmãos. Na verdade uma brincadeira sincera minha, do Cado e do Lipo. Eu uso duas, uma seguida da outra no mesmo dedo, representando o Cado e o Lipo. O Lipo usaria sua segunda que representaria o Léo que como Cado usa apenas uma.

Segui de trem para o aeroporto de Heatrow. Esperava ansioso pelos moleques apesar de estar longe deles a menos de quinze dias. 40 minutos depois cheguei ao aeroporto com uma caixa do doce preferido do Léo debaixo dos braços. Uma caixa de barras de butterfinger. Uma barra de amendoim com chocolate, um doce tão doce que seria capaz de provocar diabete instantânea em qualquer ser humano normal.

Esperei 20 minutos para eles desembarcaram,  passarem pela alfandega e ver o Lipo correr feito moleque para os meus braços e logo depois sentir o gosto doce de sua língua me invadindo a boca com uma fome de glutão. Em seguido o abraço e o beijo sapeca do Léo. Ao nosso lado no portão de desembarque, duas velhinhas inglesas suportaram bem o beijo do Lipo, mas, ficaram meio chocadas com o beijo seguido Léo. Deu para ouvir uma delas dizer “Lost World”  caímos os três na gargalhada.

Chegando à estação de trem, olhei direito para o Léo que estava literalmente cor de cenoura. Perguntei.

-Que desgraça você fez?

-Fiz bronzeamento artificial. Eu estava branco demais Bigs!

Lipo

-Então ficou assim cor de cenoura. Parece que esqueceram o cara na cama de luz por muito tempo. KKKKKKKKKKKKKK

-Véi, você tá parecendo um personagem dos Simpsons. Eu disse.

-Porra Bigs! Sacanagem véi! Eu me achando o novo gostosão de London e você me sacaneando! Não basta o Lipo me chamando de Little Carrot (Cenourinha).

-KKKKKKKKKKKK. Liga não Léo, você é a cenourinha mais gostosa de Londres.

30 minutos depois descemos na estação central da city e pegamos um taxi para o hotel.

Chegando no hotel ouvi a exclamação do Lipo.

-The Dorchester. Puta que pariu Grandote, tu tá chic demais véi.

-Ah! Lipo tu esperavas menos do Bigs em pleno aniversario?

-Sabe quem estava na mesa do lado no afternoon tea de ontem? Disse eu.

-Sua musa Lipão.  A Siena Miller. Gataça  do caralho cara!

-Pegou um autografo Bigs?

-Ah! Cala boca sua Cenoura idiota!

-Se me chamar de cenoura de novo, vai ter de devolver o presente que mandamos para Itália.

-Mandaram pra lá? Me conta o que é!

-Uma super hiper mega ultra giga fashion Bike.

-Ah sei! Me deram de presente a bike que estavam me devendo. A reposição da Bike que destruíram em NY? Legal seus sacanas.

-Bigs aquilo tem o preço de uma Ferrari praticamente. Tem que valer como presente de niver também. A gente não tá no seu nível não Bigs.

-Tô brincando Léo. Vocês dois aqui comigo é o melhor presente que eu poderia ter. mas só pra conforto de consciência, as cores são legais? Mandaram um super hiper mega ultra fashion capacete ou devo morrer numa queda na estrada?

-Capacete e tudo Bigs! Nois é pobrinho mais é metido. KKKKKKKKKKKKKK.

Depois da chegada ao belo e aristocrático saguão. As bobagens do Léo de olho no bellboy, que vamos combinar era bem bonitinho. Os pulos na cama. A correria dos dois entre um quarto e outro, vendo tudo que havia para ser visto. A mão pilantra do Lipo no meu closet. Muitos beijos e abraços. Levei os dois à noite de Londres. Que de fria não tem nada, aliás, acho bem mais doida que a americana. Europeus são doidos com arte, loucos com base cultural, americanos apenas imitam a nossa loucura. Costumo dizer Plastic madness. Algo como loucura de plástico.

Deixei-os na balada. Fugi para o hotel, sabia que os dois fariam um chill-out e chegariam lá pelas 09:00 ou 10:00 hrs da manhã. Preferi me descansar para o show. Escapei sem eles perceberem e mandei um SMS avisando que nos encontraríamos para um brunch no dia seguinte. Prometi acorda-los antes das 11:00 da manhã.  Assim eu faria meus exercícios e teria tempo para um Spa. Queria estar tinindo pro loirão e pra Shakka.

No fim da tarde pegamos o caótico transito em direção ao Manchester Arena. Um frio de congelar pensamento. Estava louco para pular do taxi direto para o Stadium, devido à calefação. Tinha marcado num dos portões do Stadium com o Brad. Encontrei-o assim que cheguei. Tinha os cabelos raspados à moda militar. Mesmo sem os belos cachos loiros. O cara estava um arraso! Agora seus olhos e boca pareciam mais evidentes ainda. Como estava num camarote a entrada foi fácil, confortável e rápida. Apesar dele ter trazido uma modelete a tiracolo, tive a imensa sorte dela ser uma conhecida uma do Lipo. Já haviam se visto nas baladas em NY onde ela também morava. ponto pra mim. Estava me divertindo demais vendo a cara de desejo do Léo para o Brad. O Danadinho chegou a lamber os beiços na primeira vista. Dei um cascudo! 

Comecei os preparativos para minha refeição loira. Pedi um champagne. Adorei a animação do Lipo pra cima da acompanhante do Brad. Pedi calma ao Léo. Dei um beijo leve na boca dele. Percebi que o Brad percebeu.  Mas eu já estava na segunda taça, louco para ver a Shakka. Então Fuck him!

Uma voz avisa depois do breve  show de abertura de uma banda que eu nem sei qual era pois entrei num papo divertidíssimo com o Brad. O texano podia ser forte com a cerveja, mas estava pra lá de solto com o champagne.

As luzes se apagam. Um grito louco se eleva da plateia. Jatos de luzes circulam pelo publico. De repente todo o palco se acende e uma pequena loira de cabeleira imensa saúda o publico de Londres com o sucesso do momento. Waka-Waka.

Eu e o Lipo ao parapeito do camarote dançávamos e gritávamos feito desesperados. Como se fosse nossa ultima balada.

No intervalo do show voltei minha atenção para o Brad que parecia estar curtindo muito o show. Ele estava alto do champagne e mostrava um lindo sorriso de belíssimos dentes.

Chamei o Lipo e fiz sinal para que ele desse atenção a garota que acompanhava o loirão.

Ela cheia de sorrisos passou as mãos no peito forte do Lipo. Ele a pegou pela mão e a chamou, falando perto de seu ouvido, para dar uma volta pelo estádio.  O Léo meteu-se numa conversa atrapalhada com um grego que haviam conhecido na entrada. O inglês do grego era engraçadíssimo, ele intercalava as palavras que não sabia no idioma saxão com palavras em italiano e grego. O Léo fazia o mesmo metendo um italiano macarrônico e gírias tipicamente soteropolitanas.

Peguei o Brad e seu lindo sorriso e o chamei num canto. Falávamos de muito perto devido a altura do som. Seu hálito quente cheirando a champanhe invadiu minhas narinas. Minha vontade era de agarrá-lo ali mesmo.

Pensei ser maluquice minha, mas por vários momentos sentia sua barba rocar no meu rosto quando ele falava de perto. Eu estava vendo nisso a brecha que eu precisava. Posso estar parecendo mais maluco ainda ao pensar ter notado seu olhar em minha bunda quando eu estava de costas para ele.

Safado! Tava de olho na minha bunda! Mas fazer o que? Eu também estava de olho na dele.

Chamei-o para ir ao banheiro comigo perguntando se gostaria de dar uma volta pela arena.

Chegamos ao banheiro. Fui lavar o rosto, ele foi ao mictório. O Show estava para retornar do intervalo. Apenas dois garotos gordos lavavam as mãos no lavatório.

Eu olhava aquele bundão delicioso pelo espelho quando de repente ele se vira e me pega em flagrante. Perguntou meio que sorrindo, meio que bravo!

-Você estava olhando pra minha bunda?

Respondi.

-Acho que me flagrou quando você ia olhar a minha.

Brad.

-Quem disse que estava olhando seu traseiro?

Eu

-KKKKKKKKKKK, Brad, relaxa. Sabe cara? Tem tempo que tô afim de te dar uns pega!

-Are you nuts? I´m straight! (Tá maluco? Eu sou hetero!)

Fingi que nem ouvi sua ultima frase e encostei ele com o peso do meu corpo, prendendo-o entre eu e a parede. Ele sorriu quase imperceptivelmente. Pôs suas mãos em meus bíceps como se para afastar-me. Mas eu não senti força nenhuma naquele ato. Pus minhas mãos em sua nuca e forcei sua boca para a minha. Ele manteve sua boca fechada. Meu corpo estava mais junto ao dele. Sentia seu calor. Eu abaixei minha cabeça para alcançar a altura de seu pescoço. Chupei e mordi de forma quase bruta. Nas minhas costas senti que suas mãos o traiam pois me puxavam para junto dele. Quando voltei a beijá-lo. Ele estava transformado num lobo faminto e chupava deliciosamente minha língua que varria cada centímetro de sua boca.

O Aviso do inicio do show tocou. Continuamos a nos beijar e nos esfregar sem nos preocupar com quem podia entrar. Quase sem ar paramos o beijo e nossos olhos se encontraram. Sorrimos. Ele disse.

-Holly crap! Nunca pensei que fosse fazer isso!

-Agora que começamos vamos terminar. Disse eu.

Puxei-o pelo braço para uma cabine do banheiro. De novo o mantive preso junto a uma parede. Peguei sua mão e pus sobre meu cacete que doía de duro dentro do jeans. Ele retirou. Eu a pus de novo e ineditamente senti que ele estava tão excitado quanto eu.

Tiramos nossas camisas. Cheiro de homem. Cheiro de muita excitação! Respiração ofegante. Desabotoei meus jeans. Desabotoei seus jeans. Estávamos os dois cada um com o cacete do outro nas mãos.

Ele tem um cacete branco de cabeça muito rosada. Senti sua mão forçar meu ombro para que eu abaixasse. O puto queria uma mamada. Mas eu também queria!

Porra! Aquele grandão americano já tinha me dado muito trabalho. Não custava nada ser eu o primeiro. Sentei no vaso e engoli a cabeça do cacete cheiroso dele. Quando ele começou a se animar me segurando a cabeça, eu parei. Agora era a vez dele. E ele não se negou.

Meu cacete bateu no seu rosto. Ele passou a língua na cabeça. Com as mãos fiz com que ele a engolisse. Quase gozei!

Sabia que sendo o primeiro ele não me daria uma mamada magistral. Mas sentir aquela boca que tanto desejei me levou a loucura. Forcei sua cabeça e ele quase vomitou. Levantou puto da vida! Eu sorri e dei-lhe um beijo para calar os reclames.

Nossas calças estavam nos joelhos. Pus sua mão em meu pau e fiz com que ele começasse a me masturbar. Fiz o mesmo com ele.

Estávamos um ao lado do outro. Cada um masturbando o outro. Virei meu rosto para olha-lo. Queria seus olhos nos meus. Queria que ele admitisse para meu rosto o prazer que estava sentindo. Ele pôs a língua para fora como pedindo um beijo.

Texano gostoso da porra!

No meio do beijo ele goza e eu logo em seguida. Melamos a parede da frente. Eu não parava de espirrar porra, ele não parou de bater pra mim.

Depois do gozo estávamos arfando e suados. Limpamo-nos com papel para sair da cabine. No lavatório dois caras nos olhavam sorrindo maliciosamente! Não demos atenção. Lavamo-nos. Molhamos os rostos suados e vermelhos do orgasmo. Vestimos as camisas. Ele evitava olhar-me nos olhos. Eu disse.

-Cara! Você tá com vergonha do que fizemos?

-Matteo! Nunca tinha feito isso. Devo estar muito bêbado!

-Bêbado o caralho! Você estava era com tesão. Larga de bobagem cara! Foi bom e foi gostoso demais.

Ele sorriu e admitiu.

-É foi bom mesmo!

E mais! Quando estávamos próximos à porta ele surpreendeu-me me dando um puta beijo!

Voltamos para o camarote. Tinha ganho meu presente de aniversario! Meu suado presente.

21 de abr. de 2011

Justin Bruening.................The Man


Justin Bruening

Nascimento: 24 de Setembro de 1979, Chadron, Nebraska,  Estados Unidos
Profissão:  Modelo, Ator

Bruening se formou e imediatamente mudou-se para San Diego. Lá um caça talentos o descobriu numa lanchonete. Coisas-De-Hollywood
Começa a trabalhar como modelo para a famosa  marca de roupas Abercrombie & Finch.
Depois de fazer curso de teatro faz seu primeiro papel  ao ser convidado por Judy Wilson diretor de uma telenovela chamada “ All my Children.  Continua na TV fazendo aparições em “Cold Case” (Arquivo Morto no Brasil), e CSI: Miami.
Seu papel mais marcante para os brasileiros é o de Michael Knight, na releitura da serie de TV “ “Knight Rider” (Super Maquina no Brasil) Aquele do carro falante que se chamava Kitt, mais esperto que o piloto.  Assumindo o papel antes feito por David Hassellhoff (BayWatch) o garoto fez um Michael pra lá de sex. Você nem lembra da porra do carro falante.
Agora ele voltará como Steve Trevor na releitura da serie televisa Wonder Woman (Mulher Maravilha). Ele fará o possível par romântico da Mulher poderosa que na antiga série mudava de roupa rodopiando como um peão. Um amigo meu, mais velho disse-me que era clássico para os futuros gays a sua descoberta sexual rodopiando sozinho no quarto na frente do espelho. Isso sem falar de outra série antiga dos anos 70. “A Poderosa Isis”  KKKKKKKK O povo dos anos 70 até que era bem divertido! 
Mas vamos combinar que este gato numa série de TV é de dar agua na boca. Será que vamos dar alguma atenção a tal Mulher Maravilha?
Quem sabe esta nova Wonder Woman em vez de rodopiar para trocar de roupa, rodopia bonito em cima do Moço Gostoso pra Caraca!

12 de abr. de 2011

O Retrato de Dorian Gray..........Cinemão

O Retrato de Dorian Gray


Título Original: Dorian Gray
Direção: Oliver Parker
Produção: EUA/ 2009


Elenco


Colin Firth … Lord Henry Wotton
Ben Barnes … Dorian Gray
Rachel Hurd-Wood … Sybil Vane
Ben Chaplin … Basil Hallward



Sinopse


Um belíssimo jovem é retratado por um pintor e no resultado deste trabalho descobre sua beleza. Faz um pacto para que a pintura envelheça em seu lugar e no seu lugar sofra as consequencias de suas ações.
Acontece que Dorian é vitima de seu tempo e da sociedade. Sua alma se corrompe e ele se apavora ao ver as transformações que sua alma sofre devido aos seus pecados.


Comentários

O filme é bom. Belos cenários e uma primorosa atuação de Colin Firth como Lord Wotton. Claro que nunca será tão sublime quanto o livro de 1890, único romance do irlandês Oscar Wilde. Meu escritor preferido.
Numa projeção de 1 hora e 47 minutos perde-se seus maravilhosos diálogos e famosos paradoxos de efeito. Mas está lá na película a venenosa critica que Wilde fez a Inglaterra Vitoriana, a poderosa, aristocrática e hedonistica sociedade que dominava o mundo na época. Wilde critica o modo como vivem os poderosos, a hipocrisia da sociedade de seu tempo e seus valores. Tudo isso pode muito bem ser questionado ainda hoje em nosso tempo. Ou você duvida que sejamos menos pecadores que Dorian? Quem não esconde seus pecados em sótãos escuros? Quem hoje não procura prazer imediato e instantâneo? Como nos deixamos seduzir tão facilmente pela beleza externa?
O esteta Wilde cinicamente nos pergunta. Seria o prazer sinônimo da felicidade? Seria o belo sinônimo do bem? Será que a beleza da beleza não seria sua efemeridade?
Uma questão que sempre discuto com outros fãs do romance é. Dorian foi vitima dos conselhos de Lord Wotton ou a semente do mal já se escondia em seu coração?
Descubra você. Soube que já está em cartaz no Brasil. Assista ao filme, mas corra para ler e reler o livro logo em seguida.

12 de mar. de 2011

NSP Cap 52 .... Natale, Capo D'anno ed La Befana.

iDormir por cima do Cado. Tão bom sentir o calor do corpo dele abaixo do meu. Lembro-me de no meio do sono ele ter me tirado de cima dele dizendo que o estava matando. Aconcheguei-o no meu peito.  Graças aos aquecedores das cocheiras não morremos congelados. Acordei sentindo o peso de olhos nos observando.
Abri meus olhos bem devagar, apertando o Cado contra mim e me enroscando mais ainda nele. Foi quando tomei um susto que nunca esperava! Quem estava me olhando era o babbo! Dei um pulo ficando de pé e fazendo o Cado rolar pelo monte de feno.
-Babbo! Tá fazendo o que aqui?
Ele me olhou de cima abaixo. Tinha um cobertor nas mãos.
-Ia cobrir vocês, e avisá-los que daqui a pouco os empregados estarão na lida. Achei que ia ficar estranho eles verem os patrões nus na cocheira enrolados que nem due serpenti (duas cobras)um no outro.
Eu estava de pé com as mãos na cintura completamente nu na frente dele sem saber o que dizer. Olhei rápido para o Cado. Rápido, mas o bastante para ver que ele fechou os olhos de novo e simplesmente fingiu que dormia.
-Babbo não sei o que dizer! Tô me sentindo um......
-Você é meu filho, estava deitado com um homem, o homem que sei que você ama. E tô vendo que você está com o cacete duro de vontade mijar.
Olhei pra baixo e realmente eu tava duro! Tomei o cobertor das mãos dele, e ficou pior ainda, pois ficou uma barraca armada.
-Larga de ser bobo filho. Não quero te constranger. Já vi essa rola dura muitas vezes. Ou você esqueceu-se das noitadas que fizemos juntos?
E piscou os olhos pra mim continuando a falar, e falou num tom mais alto.
-Já que o Ricardo não acordou! É bom você acordá-lo e levá-lo pra casa.
Estava vermelho de vergonha, e o safado do babbo tinha sacado que o Cado estava acordado. Resolvi ficar mais natural, já que o flagrante foi dado e ele mostrou que não se incomodou. Pior! Tava tirando onda com minha cara! Falei
-Vou fazer isso! Buon giorno babbo!
Fui beijá-lo e ele disse.
-Vai mijar primeiro. Tô acostumado a te ver duro não a você ficar esfregando essa rola em mim.
Fui pro banheiro das cocheiras mijar e o babbo foi atrás. Encostei no mictório e ele do lado abriu a braguilha e pôs o cacete pra fora. Mijou também.
Comecei a rir.
-Porra babbo tu tem um cacetão da porra Vecchio!
-Igual o seu! Tu é bem servido também. Mas pára de olhar ou não consigo mijar.
-Babbo! Tu bate muita bronha?
-Todo dia!
-Anche io! Todo santo dia.
Rimos juntos. Balançando os cacetes para enxugar o resto de mijo. Perguntei.
-Babbo, você tem vergonha de mim pelo que você viu?
-Figlio mio. Você é homem, um homem de verdade. Tenho certeza que nunca fará nada que eu me envergonhe. E gosto do Ricardo, sei que ele te ama de verdade. Dá pra ver isso cada vez que ele te olha.
-Obrigado babbo! Sei que você preferia que fosse de outra forma.
-Te amo do jeito que você é! Você é meu melhor amigo filho. Você é meu confidente, meu companheiro de putaria. Você é meu orgulho.
Ele-me abraçou. Me deu um beijo no rosto e um tapa na bunda que estalou.
-Vai levar o Ricardo pra casa. Descansem mais um bocado. Bela festa hein?
Nesta hora entra o Cado vestindo apenas as calças. O babbo ia se retirando e ao passar pelo Cado lhe beijou as faces falando.
-Buon giorno figlio!
O Cado respondeu e quando estávamos sós.
-Não tive coragem de encará-lo, sei que ele sabe. Mas nos pegar nus dormindo nas cocheiras? Pensei que ele fosse te bater e me matar. Pensei que ele já tinha ido embora. Entro aqui e ele me beija me chamando de figlio? Vocês italianos são tudo doido! Que foi isso?
-A benção dele a nossa união. Ele te chamou de figlio Cado!
Abracei o Cado quase chorando. Senti que o coração dele tava disparado. Também emocionado.
-Poxa Cado você não imagina as coisas que ele me disse. Tô tão feliz que tenho vontade de correr nu pelos campos.
-Imagino Teo. Você merece isso meu menino. Eu conheço a sua luta para ver os seus sempre bem. Também estou feliz dele ter me aceitado dessa forma. Bem se vê que você veio de outro grande sujeito.
Fomos para casa principal. Levei o Cado para meu apartamento. Foi a primeira vez que ele entrou lá. Estávamos tão excitados com o que aconteceu que nosso sono desapareceu.
-Poxa arrasou no seu apartamento hein? Designers brasileiros?
-Sim. É uma homenagem ao Brasil.
-Tá muito lindo! E o banheiro?
Levei-o a sala de banho.
-Nossa sua coleção do Volpi! Ah, hoje vou dormir aqui.
-Não hoje nós vamos passar o dia fudendo que nem dois desesperados. Fica ai que já volto.
Liguei pra cozinha e pedi pra servir nosso café da manhã no meu terraço.
Passamos o dia trepando, comendo, namorando, conversando, trepando mais. Cada hora que um batia na porta tomava um fora. Dormimos agarrados. No outro dia tomamos café com a família e fomos cavalgar fizemos um pic-nic no campo na beira de um lago voltamos à tarde. Juntos montamos a árvore de natal. Uma coisa fizemos apenas eu, o babbo e o Lipo, logo que todos se recolheram após a ceia. Montamos o presépio. A coisa mais sagrado do natal para a mamma. Ficamos os três pondo cada peça do jeito que ela gostava, lembrávamos das histórias dela, de seus risos, suas brigas conosco. Recusamo-nos a chorar. Sentíamos sua presença conosco. Não a queríamos triste. Guardei o Menino Jesus para pôr na manjedoura na noite de natal.
Era tarde, estávamos cansados. No tapete do salão, o babbo se encostou ao sofá, eu e o Lipo deitamos nossas cabeças no seu colo. Ele começou a contar a historia que adorávamos ouvir. A história de como ele conquistou a mamma, a ida deles para o Brasil.
Dormimos os três juntos no tapete. De manhã fomos acordados pela governanta. Eu e o Lipo ajudamos o babbo subir.
Dois dias depois era véspera de natal. Eu e o Cado passamos a manhã visitando os trabalhadores do sitio, fomos as suas casas levando presentes para seus filhos. Mais tarde fomos visitar os amigos de Siena e Firenze. Chegamos a tardinha para nos preparar para a ceia. O clima em casa era de festa. Conforme eu havia combinado com o Buffet, eles aprontaram a mesa e deixaram todos os pratos prontos na copa. Queria em casa apenas minha família e amigos. Não gosto de comemorar o natal sabendo que quem está ali me servindo também tem família e está longe dela.
A ceia foi uma cacofonia de risos, palavrões, gritaria geral. Coisa italiana! Todos falando ao mesmo tempo, discutindo, rindo. Antes do inicio o babbo fez uma oração. Ao lado de sua cadeira um lugar vazio representando a mamma. Até a foto da benedeta Gioia estava na mesa ao lado do Lipo. Eu já estava acostumado a viver com o fantasma da Búfala, mas o JG se atreveu a rir e deu de cara com um Lipo de cara fechada pra ele chamando-o de vaqueiro insensível. Teve que pedir muitas desculpas para ver o sorriso do Lipo de novo.
À meia noite diante de todos pus o menino Jesus na manjedoura. Então foi impossível não chorar lembrando mia vecchia. Ajoelhados eu, o babbo e o Lipo rezamos por ela. Sempre o Pai Nosso e a Ave Maria em nosso dialeto napolitano. Depois pedi por todos que amo, pelos amigos distantes e por muitos que não conheço pessoalmente, os meus amigos da net.
Feitas as formalidades voltamos ao vinho, ao riso, aos abraços e distribuímos os presentes à maneira americana. Segundo a tradição italiana mais antiga os presentes são dados nel giorno della Befana, mas isso vai longe já. Nos dias de hoje distribuímos doces no dia 06 de Janeiro.
Era madrugada quando a maioria se recolheu. Ficamos apenas eu e o babbo. Ele tinha o rosto corado do vinho e riamos muito. Vestidos apenas de cuecas devido ao calor etílico, fomos à cozinha comer algo para finalmente nos deitar.
Eis que minutos depois aparece o JG, ainda alcoolizado, nunca o tinha o visto com os cabelos soltos. Parecia um mestiço índio com os cabelos muito lisos na altura dos ombros. O cowboy não é acostumado a beber e tava muito engraçado. Perguntei pelo Rick.
-O Rick tá roncando que nem um porco, sempre faz isso quando bebe.
-Fui dar uma olhada no Cado e nos outros e estão todos no sétimo sono já. Eu e o babbo ficamos aqui bebendo e falando mais um pouco.
Não pude deixar de notar o corpão do JG e na engraçada boxer cheia de cavalinhos que ele vestia. Também o babbo notou minha fissura na bunda do vaqueiro quando ele ficou de costas procurando algo na geladeira. Ele disse pra mim em italiano, pois sabe que o JG não fala nosso idioma.
-Até eu comia essa bunda. Vamos dar um trato nesse bambino?
-Babbo, isso vai dar merda! Se o Rick descobre me mata.
-Mata depois que já comemos! KKKKKKKKKKKK
Devia estar realmente bêbado para fazer o que fiz.
Encostei na traseira do JG me roçando nele enquanto fingia ajudá-lo na geladeira. Mas o safado bem que percebeu e não se moveu do lugar. Vendo que fui bem recebido. Puxei os cabelos dele pra trás forçando suas costas a grudar no meu peito. O abracei sentindo seu peito forte subir e descer mais rápido. Beijei o pescoço dele dando leve mordidas. Ele pôs as mãos para trás me abraçando de costas. Ficamos alguns minutos nos esfregando assim. Puxei-o para trás e me sentei num banco de frente a geladeira. Ele no meu colo de costas pra mim, aquela bunda maravilhosa se encaixando deliciosamente no meu cacete.
O babbo foi à frente dele e baixou a cueca exibindo seu cacetão meia bomba. Peguei a mão do JG e levei ao pau do babbo. Ele estava dócil. O babbo puxou a cabeça dele para seu púbis e falou.
-Mamma bambino.
E ele assim ele fez.
Jg estava sentado no meu colo e eu mordia e fava sacanagens no ouvido dele. Com ele entre eu e o babbo. Segurei a cintura do babbo e fazia ele engolir o cacete do Vecchio que o segurava pela cabeça fudendo a boca do cowboy bem lentamente. Tirei as mãos da cintura do babbo e procurei o cacete do JG, puxei as boxers para o lado deixando livre um pau de uns 19 cm com a cabeça totalmente exposta e bolas grandes. Punhetava ele devagar com uma mão e com a outra brincava com suas bolas.
Caralho aquilo tava gostoso demais. Ele rebolava no meu colo. Sentia sua bunda musculosa se esfregar no meu cacete que gritava por liberdade.
Segurei ele com força, falei com o babbo que ele sentasse no balcão da cozinha.b O Vecchio assim fez. De pernas abertas ainda se oferecia para a boca do JG que seguiu o comando sem voz. Abaixou-se para continuar tratando a rola do babbo, eu me abaixei. Estava louco para chupar aquele cu. Afastei as pernas dele e cai matando com a língua enquanto minhas mãos apertavam os músculos daquela bunda tão perfeitamente redonda. Ele gemia cada vez que o cacete do babbo dava espaço para ele emitir som. Vi o babbo comandando o boquete segurando os lisos cabelos dele. Cena do caralho. Fiquei doido. Abri o mais que pude com as mãos aqueles montes deliciosos, brincava com minha língua no rabo dele, o sentia forçando na minha cara.
Na cozinha só se ouvia o som de três machos gemendo. Levantei-me e dei uma boa roçada naquele rabão. Corri para minha bolsa e peguei lubrificante e camisinha. Voltei e vi o babbo que o babbo tava adorando a mamada dele. Fiquei de pé ao lado dos dois e puxei os cabelos do JG para que me mamasse também. Ele veio com a boca aberta engolindo a cabeça e com a mão não largava o cacete do babbo.
Baixei ao seu ouvido e falei.
-Me deixa comer esse rabo gostoso?
Ele balançou a cabeça sem parar de mamar. Abri a camisinha e mandei que ele me encapasse. Depois que ele fez isso voltou a chupar o babbo e se posicionou de pé mesmo. Esperei ele relaxar. Ele segurava o cacete do babbo e lambia como a um picolé. Segurei fortes as ancas dele. E entrei com a cabeça. Ele tentou escapar pra frente e deu um grito mais alto.
-Porra babbo, enche a boca desse moleque!
Não parei, fui entrando devagar até passar toda a cabeça. Parei um pouco e mexia vagarosamente para os lados, fazendo espaço para fuder. JG tava com metade da rola do babbo na boca. Meu olhava minha ação.
-Fode filho! Vamos fuder ele pelos dois lados.
Nem precisou pedir de novo. Comecei a entrar muito lentamente. Não queria machucar o cowboy. Ele pareceu estar gostando pois estava frenético com o cacete do babbo na boca e cada vez ele engolia mais.
Comecei a bombar. Eu estava realizando um sonho!  Entrava inteiro dentro do cowboy, chegava quase a tirar e entrava de novo. Ficamos assim um bom tempo.
O babbo fala.
-Vem pra cá filho, também quero o cu desse bambino.
Troquei de posição com o babbo que rápido encapou o próprio pau, e começou a tentar entrar.  Senti as mãos do JG me apertarem as coxas com muita força.
-Porra babbo! Devagar tu vais machucar o JG!
Ele foi mais lento. Demorou um pouco e ele disse.
-Tá vendo! O safado me engoliu inteiro. Delicia de bunda.
JG se balançava para frente me engolindo e voltando se oferecendo pro Babbo.
Babbo pediu para sentar queria o moleque cavalgando ele.
No colo do Babbo de costa para ele o JG me mamava. Vi que estava com o cacete brilhando de tão duro. Babbo anunciou que estava perto de gozar. Eu também estava. De repente JG explode num gozo abundante sem se tocar.
Eu e o babbo sentamos no balcão e batemos punheta com a ajuda da boca e das mãos do JG. Gozamos juntos lavando o rosto dele de porra.
O babbo goza como eu. Imensa quantidade de porra.
Caímos os dois para trás exaustos. JG se jogou por cima de nós dois. Esperamos nos recuperar. Ouvimos a voz do JG.
-Puta que pariu! Que foda gostosa!
Eu e o babbo rimos, a cara e o peito dele estavam melados com muita porra.
JG me deu um beijo. O babbo se levantou. Estava já indo embora quando o JG fala.
-Tio, por amor de Deus não conta pra ninguém.
-Sossegado moleque fica entre a gente.
Tirei-o de cima de mim e falei.
-Relaxa meu gostosim. Fica de boa. Nosso segredo é só nosso. Mas vou mais de vez em quando. Tu és delicioso cara!
-Filho da puta gostoso! Respondeu ele já saindo.
Vi aquele rabo maravilhoso indo embora. Fiquei mais um pouco. Deixei uma das janelas abertas, pois a cozinha cheirava a sexo. Corri para meu apartamento e tomei uma bela ducha. Sabia que receberia bem cedo à visita do Cado atrás de foda. E eu estaria pronto!
Acordei muito tarde. Bate minha vitamina e fui pra academia. Encontrei todos lá menos o babbo e o Zio que estavam nas hortas. Todos querendo tirar o álcool do sangue. Malhei junto com o Lipo, pegamos os mesmos pesos. Chamei o mano para correr nos bosques comigo. Os outros. Já nos bosques falei pro Lipo.
-Fratello tenho que te contar uma coisa.
-Diz Grandotte.
-Comi o JG.
-Dio Santo! O Rick vai te matar!
-Ele disse que não ia contar pra ninguém, pediu a mim e ao babbo que não contássemos também.
-Peraí o babbo tava no meio?
-Foi ele que deu a idéia. Estávamos na madruga na cozinha e chega o JG meio alto ainda. O babbo percebeu minhas olhadas pra bunda do JG. Cara! Eu tava alto ainda, simplesmente me cheguei no JG, ele foi receptivo e acabamos os dois comendo o cowboy.
-Caralho! Porra ninguém me chama pra uma festa dessas. O cara é um tesão.
-Lipo, por favor, mantenha o bico fechado. Não fala nem pro Léo. Tu sabes que se o Rick desconfia, ele trava comigo.
-Tranquilo Grandotte! Se tu tá me pedindo, vou fazer boca de siri. Mas cara que inveja da porra que eu fiquei agora!
-Tu perdeu mesmo foi a desenvoltura do Babbo. Pegava o moleque pelos cabelos e metia rola na boca dele. Deu um tesão do caralho só de ver.
-Ahh!  Vocês já fizeram muita farra juntos!
-Mas nunca com outro homem Lipo! Sabe o que tô com medo agora? O Vecchio desembestar a comer a galera toda.
-Ihh, vai dar confusão se ele vier pra cima do Léo. Com aquele rolão! Tem condições não!
-Vamos ficar de olho nele! Se bem que ele tava alto de vinho também. Ele nunca mexeu com amigos nossos.
-Sabe de uma? Vou voltar agora mesmo. Sei bem como o Vecchio é safado, não vou desgrudar do Léo.
-Será que ele faria isso?
-Não duvido. Acho que ele já comeu a prima e se comeu a prima, não duvido que já tenha pegado o primo.
-Cara! O babbo tá dando WO na gente. KKKKKKKK
Lipo voltou batido pra sede. Eu resolvi ficar quietinho. Se não perguntarem não falo. Nem pro Cado.
Mas os dias passaram sem mais incidentes. Ficou cada um com seu parceiro. Soube apenas de uma farra que fizeram o Léo, o Lipo, o Babbo e o Zio, foram juntos num puteiro e se acabaram. Preferi não mais mexer com o JG. Porra, uma transa de bebedeira é uma coisa, uma armação deliberada é outra. Eu não iria ser traíra com o Rick assim do nada.
Na noite de Réveillon fizemos o mesmo esquema da ceia de Natal. Dispensei os empregados. Ficamos apenas nós. Comemos, bebemos, brindamos o ano de 2011. Trocamos abraços e beijos carinhosos desejando que passássemos todos unidos como havíamos passado os últimos dias.  Sabemos que estando juntos e saudáveis podemos tudo.
Uma hora da manhã.  Eu, o Cado, os primos, o Léo, o Lipo, o Rick e o JG. Fomos para uma boate em Firenze. Alugamos dois taxis para levar e trazer essa cambanda toda. Dançamos até as oito da manhã. Nas ruas os fiorentinos andavam felizes desejando bom ano novo. Comemos la prima colazione (Café da manhã) do ano no “The St Regis Florence” o Cado dizendo que devemos começar o ano com classe para dar boa sorte. Voltamos para a villa dormindo nos taxis. Chegando em casa fizemos a molecagem de cair na piscina do lado de fora que não é aquecida.
Cinco dias depois fomos todos para Barberino Val D’Elsa. A prima fantasiada de La Befana, coberta de trapos, chapéu de bruxa, vassoura na mão, Distribuímos doces para as crianças que nos cercavam felizes.
No dia seguinte foram todos embora. O safado gostoso do JG quando me abraçou me disse que queria repetir a farrinha que fizemos. Depois eu que sou o putano da história?  O babbo se despediu sob meus protestos! Voltou para Napoli. Senti a imensidão do solar. A casa de um dia para o outro estava vazia. Restou apenas eu e minhas lembranças felizes das festas. Restava-me o consolo de encontrar o Lipo e o Léo em Manchester na Inglaterra onde comemoraríamos meu aniversario.
Sozinho lendo na biblioteca, o telefone toca.
Era o Brad, um modelo nova-iorquino que eu havia conhecido em Barcelona. Um Big loiro com tudo que o capeta gosta. Já postei sobre ele na seção The Man aqui no blog. O cara parecia ser hetero. Tinha tomado um toco dele na primeira vez que dei em cima. Mas via grandes possibilidades de virar o jogo. Eu sempre vi uma luz no fim do túnel ali. E nessa luz ele estava nuzinho. Convidei-o para ir comigo e com os meninos para Manchester ver o show da Shaka. Eu tinha comprado um camarote. Exultei com a resposta. Ele estaria em Londres e adoraria comemorar o meu aniversario comigo.
Essa é a história do próximo post.